Estranhos a grega.

2334 Palavras
Pela manhã Cibele acordou cedo. Passou uma noite m*l dormida graças ao seus remédios fisioterapêuticos, remédios que a fizeram apagar, ela toma um banho e logo sai para o restaurante. Cibele marcou em um restaurante perto de sua casa, perto de sua casa mandou o endereço e na hora marcada lá estava ela. Olhava para os lados, esperando ele chegar. Ela entorta a boca, a ansiedade e nervosismo tomam conta do seu corpo, em meio a tantos pensamentos a invadem, já estava em seu sexto copo de água, e olhando para todos os lados, com as palmas das mãos sobre a toalha de mesa azul claro. Ela o vê no momento em que ele entra no restaurante, seu corpo estremece. O resto desaparece enquanto os olhos castanhos dela demoram, lentamente, olhando-o dos pés á cabeça, até as mãos, os lábios, aqueles lábios... Ele demora, porém, á vê, e por um segundo é só ela, e seu coração começa a disparar, uma sensação que ele ainda não conhecia por completo, ele se aproxima com um sorriso largo e puxa a cadeira de cor branca sentando em sua frente. Antes que ela possa pensar o que dizer, ele diz Oi, e é como vê-lo pela primeira vez de novo e seu coração não sabe ficar quieto, pois desta vez ela sabe como a história deles estará entrelaçada para sempre, ou pelo menos era o que ela pensava... — Oi, fez boa viagem! — Ela pergunta com um sorriso envergonhado e a cabeça inclinada para o lado... — Sim, sim, acordei pensando em você hoje, o que é de tão importante? — Ele se inclina para frente da cadeira, para estar mais perto dela. Ela respira fundo e leva as mãos nos braços da cadeira, e segura firme. Começou a pensar consigo mesma.  ''Vamos Cibele, é a hora, não seja covarde'' Mas continua em silêncio, ela sente suas mãos soarem, enquanto ele a encara sem entender nada. ''Vamos, fale alguma coisa'' Sua consciência insistia. Esbravejou de forma rápida, atropelando algumas letras: — Eu estou grávida, e o filho e seu. —ela soluça. Ele sente uma alegria em seu corpo, e se mexe na cadeira, juntando as mãos.  — Nossa, e eu, eu vou ser pai? — Ele esfrega os olhos, e sorrir largo e estende as mãos na mesa pegando nos braços dela — Isso é ótimo, eu, eu estou um pouco sem palavras, mas quero que saiba que eu quero esse filho. Quem diria que esse ano eu iria ser pai — Ótimo, era isso que eu esperava você, o mínimo— Ela pega o copo de água na mesa e vira rapidamente, e dá meio sorriso. Então tirou da bolsa rapidamente um papel. — Aqui estão minha ideias, ele vai ficar comigo, não abro mão disso! — Ela balança a cabeça e volta a olha-lo com os olhos estreitos, ela começa a falar sobre todos os seus planos e ideias. Enquanto ele permanece em sua frente parado, seus olhos percorriam o seu corpo e a olhava fixamente, parecia admira-la, e de fato ele estava, mas Cibele se zanga com ele. — Ei, você está mesmo prestando atenção, por que se não for levar isso a sério, eu... — Ela diz juntando as sobrancelhas. Ele se encosta na cadeira. — É claro que estou, você disse que que guarda compartilhada, mas ele ficará com você os primeiros 8 meses, eu não poderei leva-lo para viagem a mais de 3 dias, não quer que o exponha nas mídias sociais, e que que ele estude as duas línguas e... — Arketá, eu já entendi, provou seu ponto!— Cibele diz o olhando com os olhos baixos, ela sorrir, empurrando o cabelo para longe do rosto.  — Então. de acordo? — Ela estende a mão em frente a ele. (Tradução: Arkéta= Já chega! Em grego) — Sim, com a maioria dos pontos, porém quero conhecer mais sua família, sabe onde meu filho vai morar... —  Retrucou olhando fundo em seus olhos, ele m*l pisca, enfeitiçado, Pietro faz carinho nas mãos dela. — Você poderia me mostrar Santorini por exemplo, nunca estive aqui... Bom não a passeio. — Ele olha em volta mas logo volta o olhar para ela. — Então, vem que eu vou te mostrar as belezas de Santorini, ah com certeza uma delas é o mar. — Ela sorrir erguendo as sobrancelha, e bebendo um copo de água. — Eu pensei que você fosse a beleza de Santori, tem mais ? — Ele dá uma piscadinha. Cibele não responde e dá uma tossida, e ajeita a alça do vestido, levantando da cadeira. Ele puxa ar. — Você está de carro? — O moreno levanta pondo o celular no bolso da calça. — Carro? Aqui a gente anda, não precisa de carro. — Ela dá uma piscadinha e um sorrio sai de seu rosto quase que sem querer... Quero que saiba caro leitor que naquele momento havia uma muralha no coração de Cibele, muralha essa que al nao sabia explicar por que á havia construído, ela nao pensa em ter uma r*****o nem tão cedo.  Era um misto de sentimentos, medo de não dar certo e seu beber acabar sendo criados por dois pais que se odeiam, medo de ter seu coração machucado, caso caia na conversa dele. Pietro tinha fama de arrasar corações, e ela sabia muito bem disso, soube disso no momento que ele entrou naquela festa... Porém, caro leitor, Pietro sabia escalar muralhas, oh se sabia. O moreno sabia como derrubá-las aos poucos, e com certeza ele iria tentar. ... Eles passam a manhã juntos; Cibele o leva até a parte da sua vila, ao restaurante de sua avó. — Vó, esse é o Pietro! — Cibele diz com um sorriso sem mostrar os dentes, entrando no restaurante, apresentando ele a todos. Até que Apolo passa pela porta e pede licença e vê Cibele e Pietro juntos. Pasou por eles sem olhar. Ele procura por Atena, sua avó responde que ela estava na cozinha, ele vai até lá, e tenta ignorar que viu Cibele apresentando outro alguém, provavelmente o pai do seu filho. Cibele abaixa a cabeça. — É melhor entramos Giagia! — Ela pega firme em sua bolsa. (Tradução: Giagi= Vovó, em grego) — E não precisar falar em italinao comigo, eu entendo sua língua. —Pietro diz oferecendo seu ante braço para sua avó. Cibele faz uma cara de admiração, e ergue a sobrancelhas. Ela lhe apresenta Alexia assim que entra na sala, a menina escrevia no sofá e se impressiona com o moreno alto entrando em sua casa. Todos parecem ficar admirados com Pietro, embora Cibele estava desconfortável. Ele se despede de todos e Cibele o leva para fora.  — Vou te dizer, eu não esperava que você assim, pensei que você todo riquinho e  amostrado.— Ela dá uma risada sincera, e repousa a mão no portão da frente. — Não, eu não sou, e eu acho que você notou isso naquela noite, por isso conversamos tanto. —Ele a olha fixamente —Bom, você também é rica, rica de amor, sua família parece te amar muito, ele diz pondo as mãos. — Ah, seus pais morreram não é mesmo? Sinto muito. — Ela leva a mão nos ombros dele, juntando a boca. — Sim, mas meu tio me criou, e apesar de não estarmos tão juntos agora, ele é meu melhor amigo sem dúvidas, ele olha para baixo. — Bom, amanhã quer ir a praia? Como amigos, claro.— Ele mostra as palmas das mãos para cima, e recua um pouco. — Prometo não forçar a barrar.. — Bom, eu vou pensar nisso, prometo que dou a resposta hoje a noite ok? — Ela o olha nos olhos e acena, ele se despedi dela e sai cadmiando. ... Cibele sai rapidamente e vai até a casa de Apolo, sua mãe a vê da janela e avisa a ele. — O que tá fazendo aqui? —Ele pergunta se aproximando dela no portão, ele sai ficando em frente de sua casa. Se encosta na parede branca em frente m sua casa e a encara, ela o encara enquanto estala os dedos. Então soluça, ela sempre soluçava quando estava nervosa.  — Por que contou a Iris que eu estava grávida! — Ela o olha com as sobrancelhas. — Uau, acha mesmo que eu disse algo a Iris? Você não me conhece? Jamais faria isso. Foi ela que veio em meu barco, me ''Consolar. '' — Ele a olha fazendo aspas com as mãos. — Aparentemente já sabia, mas me deixa triste, que você pense isso, ele sente seu coração partir em mil pedaços, mas não quer sentir isso... Cibele olha para o céu e percebe que provavelmente Iris já sabia, e percebe o quanto foi chato ter perguntado aquilo a Apolo, ainda tinha amor, aquele que fica para sempre. Independente dela não se ver mais ao lado dela, ela só conseguia desejar sua felicidade. — Me perdoa Apolo, tudo isso é muito confuso, e eu não devia. — Ela olha para baixo evita olha-lo nos olhos, e estalar seus dedos mindinho. —Era só isso, por que eu tenho coisa para fazer. — Ele diz desencostando da parede branca de sua casa, enquanto olha para ela. — Na verdade não, eu sei que é ridículo te pedir, isso que vou pedir agora, mas... — Ela consegue encara-lo e é incrível o quanto ela ainda queria lhe contar o seu dia e dizer tudo que estava acontecendo, disse como um desabafo: — Eu odeio essa situação, me perdoa, não podemos ser amigos? O silêncio se instalou entre os dois como um terceiro naquela conversa, não sabia o que responder. Apolo rir de canto. — Não posso ainda Cibele, e também não vou ficar com sua prima, foi tudo muito rápido, e sinceramente não quero o seu m*l, mas eu estou magoado demais... E hoje você no restaurante do sua avó com ele, foi como se fossemos dois estranhos Bele...—Ele olhou para os lados. Ele fecha os tentando não sucumbir as lágrimas iminentes que insistiam em passear pelo seu rosto, enquanto ele assistia a mulher que ele ama, pedir para serem apenas amigos. — Eu, eu entendo.— Ela diz mordendo os lábios inferiores,  se vira ficando de costas para ele e o olha por cima dos ombros.  — E Apolo, você pode ficar com a Iris, ela se vira em frente dele novamente, e diz soltando ar da boca: — Ela gosta de você, sei disso desde de que demos um tempo, só não queria enxergar, não que precisa da minha ''Benção'' — Ela faz aspas com as mãos e dá meio sorriso. — Só quero que fique bem e feliz. —Eu ficarei bem contanto que eu tenha você. — Ele passou os dedos pela sua barba a olhando fixamente, seus olhos percorrem o seu corpo. Cibele suspira, e sente seus lábios inferiores tremerem, e balança a cabeça. — Boa noite Apolo, ela sai caminhando em frente. Deixando ele ali, deixando só ele e o silêncio de palavras não ditas, e a saudade, muita saudade...  Ele tem seus olhos vermelho de lágrimas, mas enquanto entra em sua casa ele lembra das palavras de Atena, ele iria encontrar um novo amor. ... Mas tarde, Atena e sua mãe estão fechando o restaurante, Júlia lava os pratos de forma grosseira, o barulho dos pratos sendo colocados de forma desleixada um em cima do outro deixa Atena irritada. Ela pergunta falando alto. — Aréta, mãe ! O que é que você tem? — Ela enfiou as mãos nos bolsos da frente, olhando a mãe com o rosto franzido pelo barulho. (Tradução: Aréta= Já chega! em grego) Júlia segura o prato. — Amargurada devido ao calor extremo, só isso, já passa! —Ela fecha a torneira e tira seu avental. — Seu te não te conhecesse tão bem, juro que eu acreditaria.— A menina retrucou ironicamente, e se vira forrando uma das mesas. Mas sua mãe entra num transe, m*l parece ouvir a menina lembrando do que houve hoje a tarde, um velho amigo batendo em sua porta, mas não literalmente, ainda... Horas antes (Pela manhã) : Júlia caminha com duas sacolas em sua mão direta, o cheio de peixe e fruta fresca a inebriavam quando seu celular tocou enquanto estava na feira lotada de Santorini quando então ela atende: — Cheírete! — Respondeu segurando o celular em seu ouvido esquerdo. (Tradução: Cheírete= Alô (Em grego) — Júlia, a quanto tempo, pensei que nunca mais iria ouvir sua voz. — A voz masculina ressoa em seus ouvidos.  —Alô.  — Disse novamente após ela ficar em silêncio. — Giovanni? Como, com... o, o, co, como tem meu número? — Ela pergunta gaguejando bastante, sua respiração se acelera assim como seu coração.  ''n******e ser'' Ela pensa. Seus passos se aceleraram, suas mãos tremem e uma das suas sacolas que estavam com laranjas, caem de sua mão. Ela olha aos lados e desliga o celular, passou a tarde pensando nisso, como ele tinha seu número novo? O que ele queria? O medo se instalava em seu coração, a deixando pensativa o resto do seu dia... — Mãe, mãe? Mãe, tá me ouvindo? — Pergunta Atena juntando as sobrancelhas, já do lado da mãe, ele empurrou o cabelo para longe do rosto da mãe. Júlia sai do transe. — Oi, oi querida. — Ela forçou um sorriso, mais ainda tinha olhos distantes. —Já terminou de lavar os pratos, queria discutir alguns detalhes do casamento, ela pergunta erguendo a sobrancelhas, e dando um sorrido ela junta as mãos as colocando no queixo. — Sim, sim claro, vamos lá para cima, chame as suas irmãs... — Ela diz apoiando as mãos na pia de inox. Atena e ela saem até a casa, e Júlia tensa, tenta se distrair, mas nada  a deixa mas calma, ''O que Giovanni queria? Depois de todos esses anos..
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