Mattheo ainda a observava os olhos castanhos atentos, cheios de calma e algo mais profundo, como se todo o peso dos anos perdidos agora fizesse sentido. Anélisse estava encostada em seu peito, tentando digerir tudo que lembrava, tudo que tinha voltado como um redemoinho de emoções e memórias. O silêncio entre eles não era desconfortável. Era o tipo de silêncio que existe entre duas pessoas que não precisam mais de palavras para entender o que o outro sente. — Sabe, — Mattheo começou, a voz baixa — quando eu estava te procurando, antes de conseguir te encontrar… eu achei uma coisa. Anélisse levantou o olhar para ele, curiosa. — O quê? Ele se levantou, pegando seu sobretudo que estava no chão e no bolso onde havia um envelope pequeno amarelado pelo tempo. — Essa foto. — disse, entreg

