O ar ao redor deles se retorceu quando Mattheo segurou firme na mão de Anélisse. Um segundo depois, o apartamento desapareceu e o som abafado do estalo da aparatação se perdeu na brisa fria que cortava o ar. Eles surgiram cambaleando em uma rua tranquila, repleta por árvores ao redor o céu coberto por nuvens densas e cinzentas. À frente, o velho orfanato se erguia um prédio grande, de tijolos gastos e janelas quebradas, coberto por trepadeiras secas e folhas acumuladas. A atmosfera carregava uma energia antiga, pesada, quase sufocante. Anélisse deu um passo à frente, respirando fundo. O coração acelerado batia alto em seus ouvidos, mas ela tentou manter a calma. — Parece que nem o lugar que cresci, existe mais, Theo. — ela fala em tom triste, baixo. — Você cresceu, mas não era você,

