No térreo, uma muralha de guardas servia de parede, impedindo que quem estivesse de fora, pudesse ver os prisioneiros sentados ao chão de concreto, algemados e com as cabeças entre seus joelhos. Estavam descontentes. Mesmo assim, tinham um pouco de esperança. Eram a primeira vez em anos que sentiam a luz do sol lhes tocarem os rostos e o ar puro preencher seus pulmões. Diferente do artificial. Era muito bom. Todos ali sequer levantavam suas cabeças. Qualquer movimento em falso e levariam um tiro, uma coronhada ou qualquer agressão que os imobilizasse. Eram tratados como animais. Com tanto tempo, se acostumaram com aquela cultura do medo, então, não retrucavam em seus lugares. Ao longe, ouviu-se uma espécie de sino, como em uma catedral. O badalar das balsas que chamaram a atenção de tod

