MAJU NARRANDO Depois que o Thiago saiu, o silêncio daquela casa enorme pareceu ganhar vida. Eu olhei para o malote de dinheiro em cima da mesa e confesso que meu coração deu um solavanco. Nunca tinha visto tanta nota junta na minha vida; era o peso da realidade do mundo dele, um mundo onde as coisas se resolvem no ato, sem parcelamento e sem espera. Mas eu não ia ficar ali parada admirando o "tesouro". Eu tinha uma missão: transformar aquele antro de memórias alheias no meu santuário de paz. Peguei meu celular e abri um aplicativo de uma loja de móveis de luxo que faz entrega expressa para o mesmo dia no Rio. Eu não queria qualquer coisa; se era pra trocar, ia ser pelo melhor que o dinheiro dele pudesse pagar. Comecei a deslizar o dedo pela tela e meus olhos brilharam. — É isso aqui...

