Seus ombros desceram, como se ele tivesse relaxado. Deu um gole longo na sua bebida, virando seu corpo para mim. Eu estava vendo-o, os olhos azuis brilhantes e aquela linha reta do seu lábio, que nunca permitiria saber o que ele pensava ou sentia no momento. Nós nos encaramos por alguns segundos, eu tentava compassar minha respiração, buscando o folego que havia perdido. Meu coração entregava que meu coração ainda, e sempre será, totalmente, dele. Seus olhos desceram para a minha barriga, e vi esses mesmos olhos ficarem marejados, e seu semblante virar algo doloroso. Voltou os olhos pra mim, eu esperava por alguma coisa, só não sabia o que. Engoli em seco e ele fez o mesmo. — Desculpa não estar lá, não sou muito fã de cemitérios. — Fez uma careta e andou um passo á frente. — Ninguém

