22 Everett

1407 Palavras

EVERETT Já passava das dez horas quando batemos na porta dela, mas as luzes na janela indicavam que ela ainda estava acordada. Estávamos arriscando. Havia uma grande chance, na verdade, de estarmos ultrapassando nossos limites. “Ah... ei.” Ela nos atendeu usando o par de chinelos mais macios e felpudos que eu já havia visto, vestindo calças de moletom igualmente felpudas e uma camiseta confortável. Ela parecia esgotada, mas não cansada fisicamente – tão mentalmente distante quanto estava hoje cedo. Mesmo sem maquiagem ela era naturalmente linda. Talvez ainda mais. “Viemos trazendo presentes.” Eu levantei meu pote de sorvete, e Troy fez o mesmo. Eles eram um lançamento. O tipo caro com a casca de chocolate duro que você precisava quebrar com a colher, antes que pudesse chegar à delícia

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