SKYLAR Passei pela última boia e voltei para a margem. Era a última volta. A reta final. Meus pulmões queimavam e minhas pernas pareciam pesar mil quilos cada, mas, no geral, eu ainda me sentia forte. Sentia que ainda poderia ir mais. Pensando positivo, eu estava determinada a terminar com intensidade. Mantive meu ritmo habitual, deixando minha cabeça baixa e minhas pernadas em ritmo perfeito com minhas braçadas. Alcancei o marcador de tempo e apertei o botão do meu relógio à prova d'água. Foi definitivamente uma de minhas melhores voltas, se não a melhor. “Nada m*l,” escutei alguém dizer. “Nada m*l mesmo.” A dez ou quinze metros de distância, Everett descansava na praia, seu corpo comprido ainda arfando com o esforço de terminar à minha frente. Sua respiração estava lenta e controlada

