O SILÊNCIO DE LORENA

882 Palavras

Capítulo 13 Big Joel Narrando O cheiro de óleo velho com pão na chapa era o mesmo de sempre quando subi a viela, mas aquele sábado tinha um peso diferente. Fazia uns dias que eu andava voltando naquela lanchonete escondida no meio do morro — a tal da lanchonete do Raul. Pequena, de parede descascada, com uma estufa velha e o letreiro desbotado. Mas não era a comida que me trazia ali. Era ela. Lorena. Calada. Frágil de aparência, mas com uns olhos que pareciam carregar guerra. Toda vez que eu chegava, ela abaixava o rosto. Evitava encarar. Mas mesmo assim, eu via. Sentia. Aquilo não era só timidez... era um medo quieto. Medo é algo que a gente reconhece fácil quando vem do mesmo lugar de onde a gente saiu. Na terceira vez que apareci, ela só me olhou quando entregou o refrigera

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