ENTRE DOIS MUNDOS

1001 Palavras

Capítulo 32 Os dias foram passando e a barriga de Dandara, ainda discreta, já começava a pesar. Não no corpo — que ela forçava a aguentar —, mas na mente. Cada passo no asfalto era observado, cada atitude julgada. Ela não podia errar. Agora era empresária, referência, vitrine. E dentro dela crescia um filho, exigindo repouso que o mundo não permitia. O salão no asfalto bombava. As clientes vinham de bairros nobres, queriam mais que beleza — queriam pertencimento, queriam tocar o brilho daquela história. Dandara sorria, atendia, postava, agradecia. Mas por dentro, o enjoo não era só físico. — Tá tudo certo aí? — Paloma perguntou, ao ver ela sentada, pálida, no fundo do salão. — Só uma tontura. Já passa. — Dandara... você precisa se poupar. — Eu não posso sumir agora, Paloma. Esse sal

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