O SILÊNCIO QUE MATA

969 Palavras

CAPÍTULO 93 Narrativa de Marratimah A madrugada estava pesada. O interrogatório do motorista ainda ecoava na minha cabeça, as respostas dele eram cheias de pausas e olhares tortos. Ele falava pouco, mas cada detalhe que soltava parecia ter mais coisa por trás. O cara disse que não sabia o nome do chefe, que só pegava o caminhão num ponto e deixava em outro, recebia o pagamento em dinheiro vivo, sem nunca perguntar nada. Isso já me acendeu o alerta. Quem não pergunta nada num serviço desse tá ou muito confiante, ou com muito medo. Big Joel ficou de pé o tempo todo, rodando o dedo na coronha do fuzil, pronto pra esmagar o pescoço do infeliz se ele soltasse alguma mentira. Eu mantive o controle. Se quebrasse o brinquedo cedo demais, ia perder a chance de saber de onde tava vindo aquele car

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