A lembrança de um sentimento (parte 2)

1852 Palavras
(...) — Eu me sinto tão culpado por tudo que você passou — disse baixinho, fazendo carinho nos cabelos do Byun, enquanto estavam deitados na cama. — Tudo bem, eu sei que você não teria nos deixado se não fosse sua mãe. — Mas é horrível ver que meu filho não pôde ter tudo, eu queria dar um o mundo para ele e você... sozinho em toda essa situação, por todos esses anos... — Confesso para você que o que mais doeu foi nem por dizer adeus. Eu sempre fui tão apaixonado por você e sabia que a gente não teria nada depois daquela noite, mas existia uma possibilidade, então eu fiquei sem nada, mas principalmente, fiquei sem você, não poderia tê-lo nem como amigo, isso foi o que acabou comigo. — Por que não veio falar comigo, ao menos isso poderia ter me contado. — disse, dando diversos beijinhos no rosto de Baekhyun. — Eu estava com medo, Chan. Eventualmente você notaria a minha barriga, ligaria os pontos e sua mãe colocaria toda a culpa em mim. Eu tinha medo do que poderia acontecer com o meu bebê. E, além disso, você nem era apaixonado por mim, eu poderia ser rejeitado por você e isso me magoaria de igual forma. — Tem como não ser apaixonado por você? Com esse rosto todo lindo, esse seu jeitinho todo fofo? — disse rindo, dando beijinhos em todo o rostinho do Byun — Tem que ser louco para não ser apaixonado por você, Baekhyun. — Ai, não diz essas coisas. — disse manhoso, escondendo o rosto no pescoço de Chanyeol, dando alguns beijinhos ali. — Baekkie, eu estava pensando em contar para o Him-chan que sou o pai dele só mais no futuro, não quero impor isso a ele, quero que seja uma escolha. Tenho medo de contar e ele achar que abandonei vocês, se ele me quiser como um pai, é diferente. — disse, acariciando os cabelos do Byun — Mas temos que ter um ambiente para isso e... eu gosto de você e acho que você gosta de mim... poderíamos ter algo mais sério, se você quiser. — Chanyeol, você não precisa casar comigo por causa de uma gravidez acidental. — Eu quero namorar você, Baekhyun, por quem você é. E quero ser o pai do Him-chan, aproveitar cada momento que ele terá daqui para frente, porque eu perdi todos os anteriores. Eu poderia fazer isso sem estar ao seu lado, mas... eu não quero perder isso de novo. — sussurrou a última parte, beijando os lábios de Baekhyun de forma calma. O Byun sorriu entre o beijo, fazendo carinho nas bochechas de Chanyeol. — Tem certeza? — Cem por cento. — sorriu, abraçando mais o corpo menor. (...) Na manhã seguinte Chanyeol acordou o Byun dando diversos beijinhos na bochecha corada, levando o café da manhã na cama. — Bom dia. — Channie, não acredito que fez tudo isso! Não precisava. — Precisava sim. Vai comendo, eu vou ajudar o Him-chan a se arrumar e a gente vem tomar café com você. — deu um beijo nos lábios do outro e foi até o quarto do filho, acariciando o rostinho fofo — Garotão, está na hora de acordar. — Por quê tio, Channie? Está tão bom dormir. — Hoje você vai para a escolinha, vai fazer amiguinhos. — disse animado — Vamos, vamos nos vestir e tomar café com seu omma. — Eba, eu quero muito fazer amiguinhos. — Isso ai. Chanyeol vestiu o uniforme escolar no corpo pequeno e penteou os cabelos lisinhos, o deixando arrumado e indo até o quarto, onde Baekhyun comia um pãozinho doce. — Está maravilhoso, Channie. — Eu lembro que você comia um desses na escola. Sempre foram meus favoritos também. — sorriu pegando um para si e colocando um canudo com um copo com tampa para Him-chan tomar seu leite sem se sujar. Depois do café tomado e os três arrumados, foram todos para o carro do Park. Primeiro foram para a escola de Him-chan, o deixando na instituição e ficando com o pequeno até que ele estivesse dentro da sala com sua professora, para em seguida rumaram para a sede da empresa de Chanyeol, onde controlavam seus negócios, incluindo o shopping. Subiram até o vigésimo quinto andar e entraram, na sala onde era a sede da companhia dirigida pela mãe o tio de Chanyeol. — Amor, me espera aqui, eu vou conversar com meu tio e já vejo a questão do seu emprego, huh?! Vai ficar tudo bem. — segurou as bochechas do Byun, dando selinhos na boca dele. — Eu tenho medo, Channie. Isso me parece uma afronta a sua mãe. — Ah, meu bem, isso ainda nem começou. Pode ter certeza que ela vai me pagar, eu jamais deveria ter conhecido meu filho descalço no meio de um shopping. — disse sentindo as lágrimas enchendo seus olhos e deu mais um beijo em Baekhyun — Eu volto já. Baekhyun concordou e ficou sentado na recepção, enquanto Chanyeol entrava feito um furação na sala do CEO, no caso, seu tio Jungho. — Channie, que bom ver você aqui. — Nem começa com a ladainha. Por anos, desde que meu pai morreu eu deixei você e minha mãe ficarem a frente das coisas, enquanto vocês diziam que eu precisava me tornar um homem. Você ajudou ela a encobrir meu filho também? Quer saber, não me interessa, quero os dois fora da minha empresa agora. — Channie, eu não sei do que está falando, mas eu sou seu tio, você não pode falar assim comigo e me demitir. — Posso e estou demitindo. Você e a minha mãe. Eu vou tomar contas dos negócios que o meu pai deixou para mim, é algo apenas meu, está no testamento e eu posso pedir para um juiz me devolver o que é meu, se não for o fazer agora, então saia do meu escritório. — Você vai se arrepender disso, duvido que isso aqui dure na mão de uma moleque. — disse, batendo a porta ao sair e Chanyeol suspirou, sentindo-se mais leve. Baekhyun entrou na sala logo em seguida, abraçando o namorado. — Desculpe fazer você passar por isso. — Você não tem culpa de nada, meu amor. Agora, me dê sua carteira de trabalho, preciso mandar ao contador, avisar sobre meu novo assistente. — sorriu abertamente, beijando os lábios do Byun e andando com ele em direção a porta, a trancando com a chave. — Isso é muito errado. — disse rindo ao ver as pretensões do outro. — Não é não, eu só me sinto subitamente apaixonado por você e não consigo controlar, coisas boas acontecem e a gente tem que comemorar. — fechou as cortinas e levou Baekhyun até a mesa da sala, o colocando sentado ali. — A gente poderia beber alguma coisa. — brincou, mordendo os lábios quando o outro passou a beijar seu pescoço. — Não, você peladinho é muito melhor. — sorriu e voltou a beijar os lábios do Byun, o fazendo seu naquela sala. Chanyeol sempre sentiu-se sozinho, tinha poucos amigos, era extremamente reservado, mas ao conhecer Baekhyun, ou melhor, reencontrar, apaixonou-se quase que de imediato. Não simplesmente por descobrir da paixão do outro ou do filho que tinham juntos, mas o sorriso, o jeito simples, a humildade, queria pegar aquele garoto e guardar apenas para si, para sempre, não deixaria que ninguém o fizesse m*l novamente. — Comemoração perfeita. — disse beijando o rosto e ombros do Byun — Seu lindo. Agora eu vou entregar sua carteira de trabalho ao contador e preciso conversar com o Sehun, eu preciso me desculpar. — suspirou — Him-chan pode já ter um óculos novo, mas você não pode usar aquele, vai agora a uma clínica, fazer uma exame e um óculos novo e eu te busco antes da gente ir buscar o Him-chan na escola. — disse e deu o seu cartão ao Byun, pegando a carteira de trabalho dele. — Tá bom, obrigado. — Nada. — sorriu, dando mais alguns selinhos nele. (...) Chanyeol chegou a sapataria e Sehun estava atendendo um cliente, então o Park foi ao balcão e ficou esperando o homem sair para que pudesse falar com o amigo. — Já faz duas semanas, cara, achei que nunca mais ia te ver. — Eu vim pedir desculpas, Sehun. Eu me precipitei em não conversar com você. Você é meu melhor amigo. — Falou com sua mãe e com o Baekhyun? — Sim, eu voltei lá no mesmo dia, eu... me dói demais saber que ela fez isso e o motivo de eu não saber nada do meu filho, mas agora eu vou tomar as devidas providências, ela nunca mais irá ameaçar minha família. Eu sei que eu pareço um louco falando isso, mas... eu estou perdidamente apaixonado pelo Baekhyun. — Eu sei como é cara... te desejo sorte quanto a sua mãe e saiba que eu sempre vou ajudar você, no que for. — Eu sei, sabe que também pode contar comigo, né? — Sempre. — disse rindo e abraçou o melhor amigo. UM ANO DEPOIS A briga contra a própria família foi grande e dolorosa, cara também, mas Chanyeol sabia que tinha razão, aquele patrimônio foi deixado especificamente para si, sua mãe não tinha direito de o tomar e entendeu que esses eram os planos dela, enquanto fazia-se de boazinha e lhe deixava distante de tudo. Chanyeol até poderia ter lhe perdoado um tempo depois pela omissão de seu filho, se ela não se mostrasse cada vez pior. No fim das contas, acabou indo morar com Baekhyun, construindo a família que sempre sonhou ao lado do namorado e do filho, apesar desse último não saber sobre isso. De comum acordo preferiram contar para Him-chan no futuro, para que ele se acostumasse com a ideia e escolhesse ter Chanyeol como pai, o Park não queria nada imposto ao seu filho. Estava na cozinha, ajudando Him-chan a fazer bolinhos para levar a festinha da escola quando Baekhyun apareceu todo sorridente na cozinha, mordendo os lábios. — Eu acho que tenho uma coisa para contar aos homens mais importantes da minha vida. — sorriu. — Conta logo, omma. — Meu filho, você vai ter um irmãozinho ou irmãzinha. — disse sem jeito, olhando para Chanyeol. — Não... Eu vou ser pai? Meu Deus, eu vou ser pai! — disse animado, abraçando o Byun e o sujando de farinha, enquanto beijava todo o rostinho do namorado — Que noticia perfeita! Eu amo você. — Ah, eu queria ter um papai também, não é justo só meu irmão ter papai. — Você tem a mim também, Him-chan. Eu posso ser o seu papai? — O tio Channie pode ser papai Channie? — perguntou para Baekhyun, que concordou com a cabeça — Papai Channie. — disse animado, dando um beijo na bochecha do mais velho. — Agora eu to feliz demais, ganhei dois filhos em um dia. — disse rindo e Baekhyun lhe deu um tapinha no braço. — Eu amo você, Park Chanyeol. Apesar dos pesares, estava tudo perfeito.
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