“Mostre-me uma sala vazia” Alfa Zawyer diz para um Lobo alto, mas menos encorpado que ele.
O Lobo se aproxima do Rei uma vez que o vê fora do salão da corte.
"Sim, claro. Uh... aconteceu alguma coisa, meu Alfa?” Qualquer outro m****o do Pack não teria coragem de perguntar ou pelo menos não sairia da tentativa de uma conversa como essa com o Rei Alfa da Matilha da Lua de Sangue sem uma repreensão severa, se ele não fosse o Beta pessoal do Alfa Zawyer.
Beta Austin é quase tão alto quanto seu Alfa de 2,10 metros, mas muito mais esguio, apesar dos músculos grandes e definidos, ele é mais fino e com ombros menos largos.
Tem um cabelo comprido pálido como Champaign. Comparado com seu Alfa Zawyer, era um pálido mais escuro e mais curto, mas ainda assim comprido o suficiente para ir até a sua mandíbula, agora razoavelmente sujo, cheio de mechas com suor e terra, coladas em seu rosto jovem.
Esse seu tom de cabelo desbotado também o diferenciava da cor do loiro solar do clã Warren, como as tranças voando no meio das ondas do cabelo loiro brilhante da pequena princesa Alfa.
Illarya se aproxima com passos largos, mas que logo se tornam mais hesitantes, quando está fora do corredor central do salão e vê os dois homens grandes conversando entre si na antessala de entrada da Packhouse, ainda a alguns metros de distância dela.
“Uma pequena pausa.” Alfa Zawyer se limita a responder, em um grunhido, e se move para um corredor que Beta Austin aponta para ele, logo depois de verem a garota indo se aproximar e parar no arco da divisa dos salões.
Illarya mantém seus passos largos indo também para onde o Lobo Beta apontou. Ela se vê sendo seguida por alguns guardas e pelo próprio Beta, assim que entra no corredor atrás do Rei.
Alfa Zawyer se vira para uma sala entre as inúmeras pelo caminho e abre a porta. Ele acende as luzes e vê uma grande e confortável sala cheia de sofás. Ali está aparentemente ainda intocado por seus homens ou pela guerra.
Illarya para na porta.
“Seu tempo está passando, pequena princesa.” Alfa Zawyer avisa em tom baixo, avaliando o local como um militar com as mãos para trás, sem se importar ao menos em olhar para ela, à suas costas.
Com uma respiração profunda a loira entra, deixando os outros homens para trás e apenas fecha a porta neles.
Illaria realmente tinha feito isso… ela não podia acreditar que se colocou em uma situação como essa. Ela pediu para ficar sozinha em uma sala fechada! Com o Lobo mais assustador que já viu!
Era uma ideia tão estúpida, mas ela precisava tentar alguma coisa…
A jovem princesa Loba olha para o tamanho das mãos Alfa enormes dele e sabe que qualquer movimento, mesmo que não fosse hostil, que ele fizesse contra ela com uma força equivocada poderia quebrar todos seus ossos em uma única tentativa.
Ela sabia que Alfas poderosos deveriam ser assim, seu irmão poderia ser muito grande e poderoso também, mas nada comparado com isso, este Lobo derrubou a ele e a toda a matilha de sua família em um único ataque de um dia.
Ela estremece com o pensamento.
A garota começa a ofegar tão ciente de sua situação e Alfa Zawyer ouve sua respiração irregular, o que o faz finalmente se voltar para ela.
"E agora? Você desistiu? O que foi tudo isso, hm? Foi apenas uma maneira de me fazer perder meu tempo? Porque se for, é o suficiente disso, saia da passagem e podemos voltar e acabar com isso.” O Alfa parece terrivelmente irritado, com um pouco de decepção e muita impaciência.
“Não, Alfa, não foi para fazer Vossa Majestade perder tempo! E-eu só precisava tentar algo... Eu não posso ver isso acontecer com minha mãe, com minha matilha, por favor, apenas deixe-os fora de sua vingança!”
Mesmo a metros de distância de Illarya, ele parece capaz de ofuscá-la e a pequena garota Alfa precisa olhar para cima para acompanhá-lo.
“Quantos anos você tem, princesa Alfa?” O assustador Lobo pergunta, parecendo mais intimidador quando cruza seus braços.
“Farei 18 anos em dez dias.” Ela diz com orgulho, tentando torná-lo mais ostensivo com uma elevação do queixo.
"Oh sério? Eu entendo que você é muito jovem para isso, jovem princesa. Mas esse é o mundo em que vivemos, esse é o sistema, essas são as regras. Receio não poder fazer muito por você. Você, infelizmente, nasceu na família errada e precisará sofrer isso para pagar pelos crimes deles. É assim que funciona aqui. MAS... Eu posso deixar você fora disso, o problema é que vai acabar sendo muito pior para sua mãe, ela vai ter que pagar por vocês duas então, para servir de exemplo. E sobre os membros do seu bando, sem que o Alfa deles os liberte de sua lealdade, após a morte dele, todos eles precisarão morrer. Como eles não poderão jurar lealdade a mais ninguém, seu único destino será se tornarem Rogues ou pior e ser um problema maior para a comunidade Lobo. Não há saída, jovem princesa, a única coisa que posso fazer por você é deixá-la fugir daqui. Posso arranjar um jeito de você fugir escondida. Podemos fingir que te matei aqui e você foge. Se isso é o que você quer." Seu tom baixo e poderoso enche a sala, mas a garota permanece firme, seu corpo treme um pouco enquanto ela se força a manter seu olhar.
Uma vez que Illaria absorve o que ele disse, sua expressão fica carrancuda com bochechas vermelhas intensas. A sensação de ser afrontada, injeta fogo nela, mesmo na presença de tão poderoso Lobo…
“Eu nunca fugiria e deixaria meu Pack! Alguma vez você faria isso? Algum Alfa faria isso? Então, como você pode me sugerir fazê-lo? Um ato tão baixo …” a jovem se indigna, mas ela é rapidamente interrompida pelo Alfa frio e controlado na sua frente, que descontente com sua atitude a para, antes que o irrite demais.
“Você é jovem e você é uma garota. O que você vai sofrer se ficar não vai ser agradável nem de ver, imagine como vai ser no seu lugar. Você é virgem, jovem princesa? Você estranhamente cheira assim. Você tem alguma ideia de como é ter um homem dentro de você? Huh? E o que seria com dezenas deles batendo em você sem piedade até que não restasse mais nada de ti?”
A expressão chocada de Illaria está encharcada por lágrimas caindo em seu rosto, já que ela não consegue mais conter seus choros depois que o severo Alfa termina suas descrições cruas de seu futuro.
“Deixe a porta. Nós terminamos aqui. Acho que nós dois sabemos que esta é a única escolha racional para você.”
Enquanto ele avança, ela não pode evitar se afastar como ele ordenou, para sair do caminho desse Lobo monstruosamente grande. Mas então, quando ele passa por ela e sua mão vai para a maçaneta, a garota Alfa chora atrás dele em uma última tentativa:
“Espere, Alfa. Por favor, deixe minha mãe sair! Eu vou ficar, você pode fazer o que quiser comigo. Eles podem me bater, me forçar, me estuprar, me matar, não me importo com o que eles vão fazer comigo! Apenas, por favor, deixe minha mãe fora disso, ela já sofreu muito. Eu imploro, Alfa!”
Quando Alfa Zawyer se vira para trás, para sua surpresa, ele vê a desafiadora garotinha Alfa jogada de joelhos, com a cabeça abaixada enquanto implora parecendo em extremo desespero.
Ele não pode controlar uma carranca de aparecer em seu rosto poderoso e gélido. Tão branco quanto a morte.
"O que você está fazendo? Um Alfa nunca se ajoelha,” ele a repreende com uma voz raivosa.
“Que se dane isso!” A garota se irrita com a bronca e levanta o rosto para gritar com ele alguns palavrões, o que a faz diminuir o tom rapidamente, assim que percebe o que fez. “Eu estou implorando, Alfa.” A loira volta a abaixar a cabeça. “Ela é inocente. Juro."
A expressão de Alfa Zawyer parece assustadora, mas ela não está mais olhando para ele para vê-la ou enfrentá-lo.
A pele e cabelo pálidos do Rei Alfa, com olhos bestiais e algumas veias azuladas na garganta fazem com que ele pareça um demônio da neve ou morte pura. Parece que ele poderia matar alguém só de olhar para ele neste momento.
Embora tão controlado quanto um bloco de gelo em um freezer, ele dá um passo mais perto e se abaixa na sua frente.
É a primeira vez que fica tão perto e o tamanho dele ao redor da garota faz com que ela pareça uma bolinha de neve, contorcida no chão. Illarya não tem nem um terço do tamanho dele e estar tão perto torna a diferença bem mais óbvia e assustadora.
A garota loira parece ser uma coisa facilmente esmagável agora.
Embora, sem hesitar, o Rei Alfa levanta o queixo da princesa Alfa, com sua mão enorme:
“Então, você não é, princesa? …Inocente?"
Ela estremece quando ele fala pela primeira vez de tão perto, sua voz rouca vibra seu corpo inteiro e seus olhos a agarram.
“E-eu acho que sou, mas parece que alguma vida inocente precisará ser perdida por uma família culpada, e que seja a minha. Por favor." Illarya percebe o perigo quando o encara, mas não pode se permitir pensar nisso, então apenas fita os olhos bestiais amarelos e intensos de volta.
Pelo menos o tanto quanto pode.
“Sua família é muito mais responsabilidade de sua mãe do que sua.”
“Você não pode... você não entende... é apenas culpa do meu pai. Não estou negando o que meu irmão fez, mas... ele já se foi, e se você matar meu pai agora, todo mundo vai morrer também...” Illarya está encharcada de lágrimas que continuam escorrendo por suas bochechas sem ser capaz de controlar.
“Eu disse a você, gostaria de poder ajudá-la, mas não posso. E seus 5 minutos estão acabados.”
Friamente, Alfa Zawyer solta seu queixo e se levanta, elevando-se ainda mais intimidante agora, antes de se virar para sair da sala.
“Então, apenas me tome!” Ela grita. “Tome-me como sua!”
"O quê?” O grande Alfa rosna com uma parada ríspida de sua mão amassando a maçaneta.
“Sim, por favor, tenha um filho comigo! Se você fizer isso, quando a criança crescer forte o suficiente, ela pode reivindicar a lealdade da minha matilha para ela e toma-la de meu pai. Então você será capaz de matar meu pai sem precisar matar todos os outros no processo…”
Silenciosamente como uma navalha afiada, o grande Lobo branco se volta e a encara impiedosamente, enquanto Illarya abaixa a cabeça como um Lobo de baixo escalão faria.
Essa princesa Alfa estava falando com ele sobre um herdeiro?
Ele se aproxima dela mais uma vez e se agacha na sua frente novamente.
Alfa Zawyer traz os olhos dela até ele, com um dedo levantando seu queixo como antes. Seus exóticos olhos amarelos parecem mais brilhantes e fervorosos agora do que Illaria jamais viu.
Ele não pode evitar o pensamento de que essa pequena fêmea Alfa é muito atraente e, mesmo que ela seja muito aparentemente fragil e trêmula, o jeito que essa coisinha feroz o encara de volta, bem dentro de seus olhos, como ninguém nunca fez, está fervendo um desejo interior explosivo nele.
“Você tem alguma ideia do que está me pedindo, princesa Warren?”
"Sim, eu tenho.” Seu corpo e sua voz tremem, mas ela tensiona tudo para se forçar a ficar firme e seus olhos não vacilarem nos dele.
“Então você quer ser minha?”
Ondas de choque parecem passar por eles, enquanto as palavras de autoridade permanecem no ar.
Illaria respira fundo.
"Sim, enquanto eu te dou um filho." Desta vez ela está mais no controle e mais convincente, não sem uma grande luta para permanecer dentro de seu olhar e dizer essas palavras sem vacilar… Se não fosse seu pequeno suspiro abalado no final, que trai seu estado real.
“Você acha que isso é realmente digno de que eu gaste tantos recursos para manter este Pack sob controle por pelo menos uma década, até que tenha um Alfa confiável?”
Illarya não pode saber olhando para ele qualquer diferença em sua expressão.
Ela não está nem perto de saber o quanto ele está precisando de um herdeiro e sendo pressionado sobre isso; ou o quanto essa ideia o estava queimando por dentro, mas ainda assim ela arrisca.
“Você terá um herdeiro, Majestade, minha linhagem familiar é muito importante, podemos ter tido azar com meu pai e meu irmão, mas temos uma longa história de honrados e antigos Lobos Alfa e mesmo que minha mãe seja uma gamma ela também é de uma linhagem muito boa…”
“Eu sei quem sua família é.” Ele a corta.
"Você sabe…? Certo...” Princesa Illarya deixa suas palavras morrerem, enquanto sente a mão mortífera do Rei acariciar seu pescoço suavemente.
A garotinha não consegue evitar o pensamento de que morreria naquele instante de se apossar de sua mente.
Illaria arregala os olhos estudando-o em um silêncio bastante desesperado.
No entanto, Alfa Zawyer, com seus olhos em chamas, percorre aquele corpinho minúsculo, e vai incendiando a garota em lugares que ela não podia esperar, enquanto sente a cintura dela com a outra mão. certificando-se de não apertar demais o espartilho da pequena Loba, o Alfa então a aproxima com um beijo fervoroso e inesperado.
Illarya é pega de surpresa, seus olhos giram e suas pálpebras estremecem como duas borboletas fugitivas, uma vez que ela sente o frescor de um gosto masculino repentino em sua boca.
Aqueles labios rosados da garota se mostram ser surpreendetemente macios e enternecedores.
O Lobo Alfa ruge no meio do beijo com um ruído urgente e reivindicativo. Ashtam, o Rei Lobo do Gelo, está gritando em sua mente: “essa loba é minha, humano. É melhor você clamá-la, Zawyer! E agora mesmo!” E está em tal iminência de tirar o controle humano de Zawyer da situação, que faz seu humano ter que desliga-lo como nunca fez com seu Lobo antes, sem sequer responder.
Então o Alfa levanta a garota do chão, esmagando-a com um barulho alto contra a porta de madeira do palácio.
Zawyer não deixa a boca deles se desvincular nem por um segundo. Ela é tão saborosa, está enlouquecendo seus nervos, e seu poderoso Lobo antigo para fora de seu controle impecável, como se fosse uma coisa fácil de fazer…
O rugido cru sacode o corpo frágil da garota por inteiro.
A sensação de necessidade de fugir é inevitável; mas Illaria, de fato, com instintos incoerentes, somente se gruda nos enormes braços de pedra do Lobo branco, aproximando-se deles mais como um abrigo. Ou procurando por um… enquanto tentava se igualar ao beijo tão devorador.
“Você pode realmente me acompanhar, pequena Loba?”
Ela estava a tentar.
Os lábios de Illaria estão inchados quando ele para e rosna para ela com sua voz baixa e crepitante. A princesa está arfante.
Sendo mantida separada do mundo toda a sua vida, Illaria não tem certeza se é assim que um beijo deve ser, porque é incrivelmente bom, mas também a está assustando no mesmo nível.
“Se você vai ser minha, até me dar um filho, você vai precisar de muita dedicação para fazer a minha vontade. Não tolero nenhum tipo de desafio, indisciplina ou impertinência em minha matilha, se você fizer alguma, posso matar você e seu pai no mesmo instante.”
Ela engole, mas não tira os seus olhos assustados dele, nem por um segundo.
“E uma vez que eu tenha meu filho, você está fora. Eu não tenho uma mate e eu não preciso de uma. Não estou indo ter uma, espero que isso esteja claro. Mas só depois que você der à luz a meu filho, então isso não manchará o nome dele. Você receberá uma acusação de traição e será enviada de volta para sua família condenada para esperar meu filho assumir o que é dele, e quando isso acontecer, vocês três encontrarão o seu destino. Isso é o que você está me pedindo e eu poderia lhe oferecer isso. É isso que você realmente quer, Loba?”
Na verdade, o que a está assustando, quase tanto quanto ele, é como seu coração e seu corpo estão pulsando de forma alarmante neste momento.
“Se isso salvar minha mãe da tortura e minha matilha do extermínio; então sim, é isso que eu quero, Alfa.”
“Vamos ver se você tem tanta certeza disso.”
Com outro beijo exigente, que Alfa Zawyer não tem chance de evitar iniciar e também não parece querer evitá-lo, ele a puxa para mais perto de novo.
A garota inflamada leva as mãos aos ombros e pescoço dele, procurando apoio para os joelhos já enfraquecidos.
Com seus lábios nos dela, o Alfa agarra seus pulsos contra a parede, ao ver com sua visão lateral algo que faz seu Lobo rugir novamente, desta vez profundamente ameaçador.
Alfa Zawyer separa suas bocas por um segundo e olha para baixo para encontrar os femininos e expectantes olhos verdes.
“Por que você tem um anel de noivado, princesa Warren?” A mão dele chacoalha o pulso dela com o anel bobo. “Você é realmente uma Alfa virgem?”
De repente, o pensamento de outro homem tê-la o enfurece.
“Sim, eu sou… foi meu pai que me prometeu a uma família Alfa do Pack, mas ele não nos deixou nem nos conhecermos antes de completarmos as cerimônias no meu aniversário de 18… Eu não sou sua mate, eu seria apenas sua mate escolhida depois disso…"
Alfa Zawyer tira o anel prontamente e sem dar um único olhar a ele o atira longe, instantaneamente esmagando e invadindo aqueles lábios macios de volta, cheio de desejo.
O Poderoso Alfa estava pronto para rasgar todo o vestido da criaturinha loira que ousou o tirar de seu aperfeiçoado controle, quando Illaria os percebe indo longe demais e tenta afastá-lo. Ela usa a sua atitude mais delicada, sabendo o quanto em risco estava.
O Rei Gelado deixa-se empurrar e há um calor em sua expressão mais fria, enquanto ele a encara com uma carranca.
“Alfa, Vossa Majestade quer que seu filho seja um herdeiro legítimo, não é?” Illaria diz mais respeitosamente que pode, sem ar e com seu corpo trêmulo segurado naquelas mãos poderosas.
Ele não podia negar que ela era surpreendente, ela mostra uma tão cativante graça que o Alfa não pode ajudar, senão admitir. Com uma ousadia muito grande para uma Loba tão pequena, com ainda uma delicadeza fina e sedutora.
Algo claro de notar desde a primeira vez que a viu ao entrar com sua altiva expressão na corte, até a primeira vez que a ouviu falar tão confiante em seu tribunal.
Alfa Zawyer se detém.
Ele dá um passo para trás liberando algum espaço entre eles, como se essa fosse uma atitude fácil de se fazer em uma situação como essa e seu Lobo não estivesse lhe dando as ameaças mais ultrajantes dentro de sua cabeça, se ele ousasse parar agora.
No entanto, frio como gelo, ele faz isso, lançando-lhe olhares de morte, enquanto dá um passo para trás, ainda encobrindo-a facilmente.
Illarya aproveita a oportunidade para respirar fundo, em sua respiração pesada. E sem tirar os olhos do perigo, com o queixo erguido ao máximo para fitá-lo, ela arrisca mais alguns pedidos que precisava fazer.
“Majestade. Meu Alfa.” Inicia deliberadamente educada e engolindo ar com o intuito de se controlar do desconcerto assombroso que se apossou do seu ser após o beijo. Ela sentia as mais lascivas e inéditas emoções que já sentiu em seus quase 18 anos de vida. “Pode me prometer que também não vai matar as famílias Alfa do meu Pack?”
O braço do Alfa Zawyer ainda está encostado na parede atrás dela e ele olha como um punhal para a coisinha atraente que permanece sem fôlego embaixo dele.
"Por quê? Você está apaixonada pelo seu ex-noivo?” O som é baixo e perigoso.
A princesa percebe isso e tenta o seu melhor para acalmá-lo com seu tom mais suave.
"Não, eu não estou... mas existem algumas boas famílias Alfa entre eles... por favor, meu Alfa."
De fato, a ouvir dizer aquilo novamente, ‘meu Alfa’, parece ter algum efeito sobre ele, já que seus olhos amarelos brilham de desejo pela sua atitude humilde e ele recua ainda mais.
“Você pode me chamar de Alfa Zawyer. E a única coisa que vou te prometer é que eles terão um julgamento justo. Isso é bom o suficiente?”
A garota acena a cabeça, trêmula, não encontrando mais sua voz.
“Então, de agora em diante, princesa Alfa, você se fez minha e está sob minhas regras e regimento. Por enquanto, até eu dizer que nosso acordo está acabado.”
Ela acena com a cabeça novamente.
“É Illary”
Alfa Zawyer olha para ela sem entender.
"Meu nome..."
Com seu olhar fixo nela, ele acena frio e curto, antes de dar um passo para o lado para abrir a porta.
“Mas, espere, você precisa me prometer mais uma coisa. Eu tenho uma condição, minha única condição.”
O Alfa está tão impaciente agora e irritado por ter que parar na porta pela terceira vez que sua expressão gélida parece assassina quando recai sobre a garota mais uma vez. Illaria se encolhe.
“Você não está no lugar de criar condições.”
Mas ao contrário de suas p************s, em vez de apenas sair da sala, ele fica suspenso na porta, olhando para ela com sua cara de pedra e infla ainda mais o peito, o que poderia fazer alguém menos experiente achar que ele está ofegante.
“Eu sei, Alfa Zawyer. Ainda assim preciso disso, por favor.” No caso de Illarya, ela está realmente sem ar ao dizer isso. E não está nem tentando disfarçar, porque mesmo que ela tentasse, seria praticamente impossível esconder o quão arfante estava neste momento. "Prometa-me que não vai machucar a criança que eu vou te dar..."
Os olhos do Alfa então adquirem uma forma ainda mais fina e fria.
“Eu vou tratar a criança como meu próprio herdeiro, isso é tudo que vou prometer a você.” O homem é severo e com isso finalmente abre a porta ao lado dela e sai.