Cap. 5 ✯ Como eu o Odeio ✯

1286 Palavras
Oliver: - Rs... Não existe agente e nunca existiu! Se você criou falsas esperanças comigo, eu não posso fazer nada Ok! (ele diz debochando de mim) Diana: - Você é um cretino! Um covarde! Eu te odeio! (falo com um nó na garganta, tentando conter o choro, com os olhos cheios de lágrimas e pedindo a Deus para não as deixar cair) Oliver: - Eu não tenho culpa de você ser uma qualquer e dormir com qualquer um por aí! (Ele fala olhando para dentro dos meus olhos, e aquelas palavras me acertaram em cheio) Eu mau o deixo terminar a frase e não pensei duas vezes e já fui dando um baita de um tapão bem na cara dele e quando eu vou dar outro, ele segura forte o meu pulso me impedindo de dar e diz... Oliver: - Eu acho melhor você sair daqui, antes que eu faça algo que eu possa me arrepender! (ele diz com ira nos olhos e com os dentes serrados) Diana: - O que mais você pode fazer?! Você vai me bater, é?!! (falo desafiando-o) Oliver: - Eu não bato em mulheres, por mais que “algumas” possam merecer, agora saí da minha sala antes que eu mande os meus seguranças te tirarem a força! Diana: - Sua sala?! Eu te odeio Maycon Oliver, odeio você, odeio o dia em que te conheci, odeio tudo em você, eu te odeioooo... (falo como se tudo que eu disse, fosse verdade) Oliver: - Pois ontem não me pareceu isso. (ele diz sendo sarcástico) Diana: - Não me faça lembrar de ontem, pois eu me arrependo amargamente! (digo querendo que fosse verdade, só que não! Infelizmente) Ele se calou e só ficou me observando e eu... Saí da sala já com o rosto todo molhado de lágrimas, pois elas caíram sem que eu pudesse conte-las. Vou secando o meu rosto com as mãos, enquanto andava pelo corredor da empresa, quando de repente, a Karina vem em minha direção dizendo... Karina: - Amiga o que houve?! O que ele disse, você contou pra ele? (ela perguntava eufórica e sem respirar entre as palavras) Diana: - Não... Eu não contei e eu nunca vou contar, ele nunca saberá Karina, nunca saberá! (falo com um nó na garganta e ainda soluçando com o choro preso) Karina: - Mais amigaaa... (ela fala com uma voz triste e preocupada comigo) Diana: - Sem mais Karina, por favorrrr... (digo abaixando a guarda e ela compreende e se cala) Eu e a Karina saímos dali, e voltamos para o apartamento dela. [...] Chegamos no apartamento e a Karina me pergunta... Karina: - Amiga, você quer conversar um pouco, tentar desabafar? Vai te fazer bem, não é bom você ficar aí guardando tudo isso sozinha. (ela faz biquinho) Diana: - Eu não sei Karina, eu me sinto tão cansada, eu só queria que tudo isso fosse um pesadelo e que a qualquer momento eu já iria acordar, mais não, está demorando mais do que eu pensei. (e abaixo a minha cabeça e volto a chorar) Karina: - Vai passar amiga, você vai ver, vai passar. (ela diz tentando me dar ânimo) Ficamos em silêncio por alguns segundos, enquanto estávamos nós duas sentadas no sofá da sala e eu digo... Diana: - Karina. (ela me olha) - Você não tem noção de quem era a mulher que tomou o meu lugar... (falo abaixando a cabeça e deixando mais uma lágrima rolar) Karina: - Quem? Quem era amiga?! (ela me pergunta preocupada) Diana: - Era a Kate Karinaaa..., a Kate. (falo chorando) Karina: - Kate? Kate não é aquela sua suposta "amiga" que você teve na adolescência? Que tinha inveja de você? (ela fala confusa) Diana: - Sim, era ela mesmo. E você não tem noção de como eu fiquei, ao ver ela ali ao lado dele, tomando tudo de mão beijada, tudo o que eu conquistei com muito suor, noites em claro, tudo que eu tive que fazer pra conseguir... E ela ali, pegando tudo que é meu! Que ódio, que raiva que eu tenho dele! Como eu o odeio Karina!!! Como eu pude voltar a me apaixonar?! E ainda me apaixonei por um garoto infantil, porque homem ele não é! (já falo com ira em minhas palavras) Karina: - Amiga eu não sei nem mais o que te dizer, a cada momento uma nova surpresa. Diana: - Surpresa? Surpresa eu tive quando entrei naquela sala, e os peguei se beijando, eu queria morrer. Foi horrível. Karina: - Nojo! Como ele pode fazer tudo isso com você?! (ela fala indignada) Diana: - Eu não sei. Karina: - E eu que ficava te apoiando e te empurrando pra cima dele, para você tentar um novo relacionamento amoroso, agora eu estou me sentindo bastante culpada, por ter te influenciado a isso. (ela diz com a voz embargada) Diana: - Não fique amiga, eu que escolhi assim, você não me forçou a nada, eu decidi, eu não posso culpar ninguém pelas minhas próprias escolhas e decisões. (falo olhando dentro de seus olhos) Karina: - Agora tenta descansar um pouco, vai amiga, isso tudo pode está fazendo mau para o seu bebê. (ao ouvir ela falar do bebê, a minha barriga até doeu de nervoso, pois eu tinha me esquecido completamente da gravidez, com tudo isso relacionado a empresa) Diana: - Eu tinha até me esquecido dele, para ser sincera. (e faço biquinho de triste para ela) Karina: - Não se preocupe amiga, você vai conseguir, você é muito forte e competente, eu sempre estarei contigo, ok? Diana: - Obrigado Ka, eu te amo muito. (e nos abraçamos) Eu me sentia tão exausta, que acabei pegando no sono e quando eu acordei já era hora de voltar para a minha realidade. Eu precisava de um tempo para saber como dizer tudo isso aos meus pais, mas precisava voltar pra casa e fingir que estava tudo bem como sempre. Infelizmente eu acabei aprendendo a mentir muito bem, depois que conheci esse mau caráter do Oliver, então não vai ser tão difícil assim, pelo menos eu acho. (penso) [...] Volto para casa. Chego e dou graças a Deus, pois acabei de saber que os meus pais saíram para uma viagem de urgência, para resolver uns negócios da empresa que meu avô deixou para o meu pai. Não é uma empresa grande, na verdade da mas prejuízo do que retorno financeiro, mais como o meu pai não quer abrir mão dela, ele batalha até hoje tentando reergue-la. Meu pai é o meu exemplo de trabalho. (eu tenho maior orgulho dele) Então, com os meus pais eu não preciso me preocupar, por enquanto. (eu penso) Subo para o meu quarto, vou até o banheiro e tomo um banho para relaxar, me seco, escovo os meus dentes, faço uma boa skincare, principalmente no meu rosto durante a noite (pois não basta apenas usar maquiagens e depois remove-las, é preciso ter um bom cuidado com a pele constantemente, para não envelhece-la rapidamente, por mais que os produtos sejam de qualidade ou até alguns que prometem antienvelhecimento), e depois de todo esse cuidado com a pele, eu seco os meus cabelos com o secador e coloco um pijama bem confortável, e me deito para dormir. Fico me virando de um lado para o outro, na tentativa de pegar no sono, mas eu começo a me lembrar de todo o meu dia e caio novamente em “rios de lágrimas” ... Fico me perguntando como foi que eu deixei tudo isso acontecer comigo, como eu fui tão id!ota e ingênua para confiar em um homem outra vez?! (me pergunto e acabo dormindo de tanto soluçar e chorar sozinha no meu quarto.)
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR