capítulo 24

1227 Palavras
~ Daniel ~ Eu já estava dormindo quando acordei com meu celular tocando fiquei imaginando que poderia ser alguma emergência no hospital pois ja era muito tarde, mas minha preocupação só aumentou quando vi que quem estava me ligando era vó Stela — Desliga isso e vem dormir amor — Laura falou sonolenta ainda com os olhos fechados — tenho que atender, é importante Tirei as pernas dela de cima de mim e sai do quarto as pressas com o celular nas mãos — Oi vó, aconteceu alguma coisa — estava preocupado pois de acordo com a hora no celular era quase uma da manhã e minha vó não iria me ligar nessa hora se não fosse algo de estrema importância — Calma filho, comigo está tudo bem — fiquei mais aliviado, pois tinha medo dela estar se sentindo m*l por conta da pressão alta — eu te liguei porque tenho algo pra te contar, é sobre a Amélia, estou te ligando agora porque ela acabou de ir dormir, ela não queria que você soubesse o que está acontecendo — Amélia está aí? — muita coisa veio na minha cabeça naquele momento — espera... Como assim... O que está acontecendo? — O pai dela a expulsou de casa depois de falar coisas horríveis para a pobre menina, ela está muito abalada. Parecia meio perdida quando chegou, mas por sorte o Felipe a trouxe pra cá Eu senti o sangue ferver em minhas veias só de imaginar o que o Pedro tinha feito a Amélia, ele nunca foi um pai amoroso, mas chegar a expulsar a própria filha de casa. Isso já foi de mais — Ela pode ficar conosco — seria bom tê-la por perto, quem sabe assim ela me deixaria explicar o que estava acontecendo — Eu disse isso pra ela, mas ela não aceitou, disse algo sobre não estar em um bom momento com você Eu senti uma dor no peito, Amélia estava passando por um momento difícil e eu queria ajudar de alguma forma, quem sabe assim eu pudesse me sentir menos culpado de tê-la magoado — Vó, Amélia pode ficar na casa antiga de meus Pais Antes de nos mudarmos para Brasília, meus pais haviam construído uma vida aqui em São Paulo, a Sara ainda não tinha nem nascido quando vivíamos aqui, era a primeira casa que eles compraram, não era tão grande ou perfeita quanto a casa em que moramos em Brasília, mas era uma casa, e podia servir muito bem para Amélia, a maioria dos cômodos estavam mobiliados. Depois da reforma no apartamento trocamos algumas coisas e como não tínhamos onde colocar tudo ficou amontoado na casa antiga — Tem certeza filho? Sei o quanto você gosta daquela casa, afinal foi lá que você praticamente cresceu — Tenho vó, não me importo em Amélia ficar na casa, sei que ela vai cuidar bem de tudo Vovó tinha dúvidas sobre minha decisão, e não é pra menos, a muito tempo atrás ela insistia para que eu alugasse a casa, para não deixá-la vazia, mas eu não permitiria que qualquer um fosse viver naquela casa, pois muitos inquilinos apenas destroem tudo, e aquela casa pra mim era uma lembrança. A lembra de meus pais, do meu passado e da minha infância — Tem mais uma coisa vó — ela escutava atentamente cada palavra minha — se Amélia souber que fui eu que dei a ideia ela não irá aceitar — eu a conhecia muito bem e sabia que ela não aceitaria nenhum tipo de ajuda minha, pelo menos não até conseguir me perdoar — diga que a casa é sua, e que ela pode ficar o tempo que for preciso. Tenho certeza que Sara irá concordar — Tudo bem meu filho, agora eu vou desligar pois já está na hora de tomar meu remédio e essa velha aqui está morrendo de sono — escutei vovó bocejar do outro lado da linda — agora vai dormir vai, espero não ter estragado sua noite — Boa noite vó, não se preocupe comigo, se Amélia aceitar a senhora me avisa. Te amo! Após finalizar a chamada me sentei no confortável sofá de couro marrom, encostei minhas costas sobre ele e pensei um pouco em tudo que estava acontecendo. Era pra eu estar ao lado dela agora, mas eu tinha que ferrar com tudo e ainda assim, está aqui me lamentando por isso. Apoiei minha cabeça sobre o encosto e ali mesmo fiquei até cair no sono ~ Amélia ~ — É aquela casa — Sara apontou a direção para Felipe que estacionou bem a frente da casa de muro alto Só pela frente da casa pude perceber que ela era enorme, descemos do carro e Sara me entregou as chaves insistindo que eu deveria abrir, estava animada com tudo o que estava me acontecendo. Abri o portão e entrei, me deparei com uma área na frente da casa que parecia ter sido um dia um lindo jardim, a grama estava alta e seca, algumas flores mortas. Mas a minha mente já estava projetando como tudo ficaria logo perfeito, andei em direção ao terraço onde tinha algumas cadeiras amontoadas, a poeira havia tomado conta de tudo assim como vó Stela havia me dito — Minha nossa — Sara falou ao entrarmos na sala antes de começar a tossir — isso aqui tá pior do que eu me lembrava — Acho que vamos sair daqui direto pro hospital — Felipe comentou antes de começar a abrir a janela da sala — vamos abrir todas as janelas e portas para o vento circular pela casa E assim fizemos, a casa tinha três quartos, além da sala, sala de jantar e cozinha, dois banheiros sendo um suite e um social, a lavandaria ficava ao fundo da casa, em frente ao quintal que tinha uma enorme árvore, nela tinha um balanço Depois ver todos os cômodos, foi a hora de tirar os lençóis empoeirados de cima dos móveis e começar a limpar tudo, por sorte hoje era dia de água naquele bairro então começamos nossa faxina. Depois de limpar os móveis e lavar toda a casa, estávamos mortos de cansados, não paramos nem almenos para o almoço, eu já estava começando a me sentir fraca, mas estava feliz por tudo estar limpo, só faltava agora colocar tudo em seu devido lugar — Eu acho que nunca trabalhei tanto assim em toda minha vida — Felipe comentou antes de entrar no carro — A quem você está tentando enganar?! Você nunca trabalhou em toda sua vida — foi impossível não sorrir com o comentário da Sara — Eu só nunca precisei fazer algo do tipo — ele se defendeu — mas posso fazer qualquer coisa quando for preciso — Que bom, porque nosso trabalho ainda não acabou e amanhã vamos precisar de você novamente — o coitado deu um pequeno sorriso forçado, sabia que ele estava exausto, assim como nos, mas eu não queria abusar da boa vontade dele — Não precisa vir se não quiser — disse olhando para ele que estava ao meu lado — podemos nos virar sozinhas amanhã, você já me ajudou muito e eu estou muito grata por isso — Não... Não tem problema nenhum, amanhã cedo estarei lá para buscar vocês — disse antes de da partida no carro e seguirmos para o apartamento de Sara
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