CAP.13

248 Palavras
VIVIANE Cinco dias, todos os dias eu conto quando eu lembro. Nessa altura da situação, Juan não estava mais deixando eu permanecer vestida, e eu não me aguentava mais em pé. Sentia meu corpo fraco, implorando por comida e água, sentia falta da minha filha, do cheiro dela, do toque... Ali eu ficava me perguntando o que havia feito da minha vida? Eu não estava estudando, não estava trabalhando, apenas estava viva, já que por dentro me sentia morta. Ele havia tirado tudo de mim, minha vaidade, minha vida, minha juventude e a minha maternidade. Só Deus sabia o quanto eu estava sofrendo. Aquele dia ele acordou mais cedo, me estrupou três vezes seguidas, e começou a sessão de espancamento. Ele já não tinha motivos, agora me batia por diversão, era prazeroso pra ele me ver sofrendo. Eu não dormia, nem pregava os olhos. Eu tinha medo de que um dia ele passasse dos limites e acabasse realmente me matando. Eu tinha uma filha pra criar, não queria jamais deixar ela pra trás. Mas aquele dia... Eu não aguentava mais, meu corpo já não era o mesmo. Juan me batia com cinto, com madeira, até com faca. Que tipo de ser humano ele seria, senhor?! Dentro de mim, havia esperança. Ele saiu por um bom tempo após a campainha tocar, ele odiava campainhas, e ficou lá fora por um tempo. Ali eu não aguentei, deitei no chão e apaguei completamente. Mas não podia ser meu fim, não agora!
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