RD
Estava dentro do carro parado no estacionamento do hospital, estava sentado no banco de trás enquanto a Manuela dormia na cadeirinha. Hoje a mãe dela teria alta do hospital, depois de uma semana internada, a saúde dela estabilizou.
Aquele b****a do Juan ainda está vivo e toda a casa dela já está mobiliada, com absolutamente tudo pronto. Comprei tudo do zero, móveis, brinquedos, berço, tudo mesmo. Parei minha vida essa semana, quis resolver tudo pessoalmente. E com a neném grudada em mim, né...
Nos primeiros dias a neném deu trabalho pra dormir, tive que comprar uma fórmula que a médica lá do postinho de saúde passou, ela não dormia de jeito nenhum sem o leite dela.
Seu Sérgio me falou que a neném era grudada demais na mãe, o pai nunca teve muita comunicação e carinho, então, a menina nunca teve um pai de verdade.
Vi de longe seu Sérgio saindo do hospital com a filha agarrada nele, sai do carro logo e já fui ajudando.
- Quem é ele, pai? - Ela perguntou olhando pra ele estranho.
- Ele é quem vai continuar cuidando de você, Vivi. - Ele falou olhando pra ela. - Preciso que ele cuide de você até eu ajeitar tudo novamente, você já tem casa, tem sua conta própria que vai ser colocado o dinheiro, você e minha neta agora vão ter paz! - Ele falou dando um beijo na testa dela e logo em seguida, olhando a neném pela janela.
Ela entrou no carro e seus olhos brilharam quando viu a filha.
- Mamãe voltou, meu amor! - Ela falou baixinho dando beijos na filha.
- É isso aí, a gente vai se falando chefe. - Falei pra ele já entrando no carro.
Ele ficou lá parado por um tempo, me vendo digirir o carro. Durante o caminho ela não puxou muito assunto e eu também não. Eu sabia que devia ser muita barra tudo que ela passou, ainda mais agora, recomeçando tudo do zero, só ela e a filha.
- Se eu vou contar com você, preciso pelo menos saber seu nome. - Ela falou por fim.
- Me chamo Richard, mas todo mundo me chama de RD. - Falei.
- Me chamo Viviane, e os mais íntimos me chamam de Vivi. - Ela falou.
- Eu já sei seu nome já, já sei também o nome da sua neném, e que todo mundo chama de Manu. - Falei sorrindo.
- É, Manu, Manuzinha, Manuzita, e entre outros também. - Ela falou sorrindo. - Foi você que estava cuidando da Manu? - Ela perguntou.
- Minha mãe também ajudou, mas eu que cuidei dela mesmo. - Falei. - Mas não se preocupe, cuidei dela como se fosse minha filha! - Falei acalmando ela.
- Hum, tudo bem. - Ela falou por fim.
Eu entendo, qualquer mãe ficaria preocupada.