CAP.11

331 Palavras
VIVIANE São três dias se sofrimento, ele vem aqui, traz a neném pra mamar e leva novamente. Eu já não reconheço mais o meu corpo, cheio de marcas, hematomas. Eu estou destruída! As vezes, ele me traz água, comida, mas não é sempre. Os abusos se tornaram frequentes, todos os dias, em qualquer horário. Eu sinto nojo, nojo de cada parte do meu corpo. - Trouxe tua comida, bela adormecida! - Ele gritou jogando água em meu rosto, me fazendo despertar no susto. - Me tira daqui, Juan! - Pedi mais uma vez. - Agora só quando eu quiser, meu amor! - Ele respondeu. - Você não é mais um ser humano, se tornou um monstro, uma pessoa nojenta! Só me abusando mesmo pra você ter algo comigo, porque eu tenho nojo de você! - Gritei com raiva. Ele entrou dentro do quarto e jogou o prato de coisa na minha cara, catando do chão e me fazendo engolir o feijão. Na raiva, mordi o dedo dele e ele me deu um soco no rosto, logo, perdendo o controle e começando mais uma sessão de torturas. Ele batia minha cabeça no chão com força e só parava quando eu gritava, sentia prazer em me ver chorando, sofrendo. - Você só sai daqui quando eu quiser! Até lá, você vai ficar sendo minha p*****a! - Ele falou segurando meu cabelo, cuspindo na minha cara antes de me largar. Depois disso eu nada mais fiz, ele trancou novamente o quarto e eu fiquei ali, me sentindo a pior pessoa do mundo. Pedia muito a Deus que me tirasse dali, como eu queria viver minha vida com a minha filha, viver minha liberdade... Mas isso nunca vai acabar, ele vai continuar vivo, porque gente r**m faz hora extra na terra e eu vou continuar sofrendo. Que vida é essa que a minha filha terá, crescer sabendo que a mãe é estrupada, espancada e vivendo sobre cárcere. Que dó eu tenho da minha filha, senhor...
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