CAP.20

501 Palavras
JUAN Eu não sabia qual era minha realidade ainda, só sabia que alguém haviam armado isso aqui pra mim. Quando vi meu querido e amado sogro enquanto no apartamento para buscar Viviane eu me desesperei, se ele tivesse tramado aquilo eu certamente estaria ferrado. Com a Cássia mãe da Viviane, eu me entendia muito bem. Mas o Sérgio nunca foi com a minha cara, desde o início do nosso namoro. Eles me levaram amarrado, e assim que paramos o carro eu reconheci ser uma favela. Me deixaram num barraco, não tinha móveis, nem quarto, nem nada. Era somente um barraco, sem nada por dentro. Eu estava amarrado, igual bicho, sabia que meu inferno estava apenas para começar. Dias se passaram e eu parei de contar quanto já estava no quinto dia. Mesmo que tivesse feito muito m*l para a minha família, eu queria notícias. Queria saber da minha mulher, da minha filha, e ninguém me dizia nada. Em algum dia, as visitas começaram, mas eu m*l comia e m*l bebia. As refeições não eram sempre e muito menos regrada... Começaram a colocar alguns homens comigo, homens que começaram a abusar sexualmente de mim, da pior forma possivel. Ali eu comecei a ficar com nojo de mim mesmo. Quando não era fisicamente, usavam algum objeto. O cabo de uma vassoura e um cano se tornaram meu pior pesadelo, eu era agredido, abusado e assediado vinte quatro horas por dia. Eu já não aguentava mais, pedia desculpas, perdão, pedia pra falar com a Viviane, e nada me respondiam. A porta se abriu na minha frente e eu tremi, dessa vez eu reconheci o homem, era o mesmo que havia me batido no meu apartamento. - Fica suave que eu não gosto da coisa! - Ele falou debochando, soltando uma risada. - Me tira daqui! - Gritei com ódio. - Ué, quando era com a Viviane você tinha pena? - Ele perguntou cruzando os braços e sentando na cadeira, na minha frente. - Ela era minha mulher! - Rosnei com raiva. - Nada justifica abusar e agredir uma mulher, ainda mais sem motivos. - Ele falou. - Mas eu vim aqui te perguntar... Tu deixou alguma coisa no nome dela? Você tem um testamento, obviamente, ela tem direito a alguma coisa? - Ele perguntou direto. - Tem sim, tem direito a metade da minha herança, ela e a minha filha. - Falei na tentativa de sair daqui. - Porque? - Perguntei com esperança. - Nada não! - Ele levantou, mas antes se sair se virou pra mim. - Você vai morrer, mas não vai morrer agora. Você vai ter que implorar pra morrer, eu quero que você seja esfolado, ao ponto de ter suas pregas arrombadas. Se soubesse o tamanho do meu ódio por gente como você... - Ele falou sorrindo de lado e saindo. Assim que ele saiu dois homens entraram, ali eu entendi tudo. - Faz isso não, por favor! Eu imploro! - Implorei gritando, mas nada adiantou. Eu estava no inferno.
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