Amanda A dor no meu coração era quase insuportável. Eu podia sentir as batidas rápidas do meu coração, mas elas pareciam tão distantes, como se não fossem minhas. A minha mente estava uma bagunça, cheia de gritos, de imagens rápidas, de caos. Mas o que mais me assombrava era ele. Ele estava ali, de pé, completamente imerso na tragédia, e eu não sabia como alcançá-lo. Eu não queria admitir, mas as palavras ainda ecoavam na minha mente. Aquelas últimas palavras da sua mãe: “Eu te amo, sempre te amarei.” Elas martelavam nos meus ouvidos, como uma melodia macabra que não conseguia sair de mim. A minha mente gritava, pedindo para que eu despertasse daquele pesadelo, mas eu estava paralisada. Estava em choque, sem conseguir reagir. O salão estava um caos – pessoas correndo para todos os

