AURORA JOHNSON Andei devagar, olhando de um lado para outro, constatando que não havia ninguém por perto. Meu irmão obviamente estaria trancado no quarto, minha mãe devia ter ido levar Ana à escola e meu pai ido trabalhar. Pelo menos não teria que dar explicações no momento, também acho que não conseguiria. Eu me sentia leve e satisfeita, mas ao mesmo tempo um pouco magoada, não com Matteo e sim comigo mesma. Criei ideias na minha cabeça depois de uma noite de sexo, ideias fantasiosas e idiotas, e ele sempre deixou claro que o que tínhamos não passava de um mero contrato. Sua burra! Abri a porta do meu quarto e me assustei ao ver quem me esperava sentado na minha cama. — Surpresa. — O que faz aqui, Gustavo? — Ué, vim ver a minha namorada. Eu ainda tenho a chave da porta da frente. —

