Lily Angel Os dias que se seguiram se arrastaram com a mesma densidade de um pesadelo que insiste em não terminar. A tensão na mansão Davis era uma presença constante, silenciosa, que nos acompanhava em cada movimento. Marie, graças à ajuda de Ross, foi oficialmente inserida na equipe que cuidava de Claire. Foi quase irônico, talvez em outro momento a gente daria boas risadas disso em Paris. Com acesso direto ao quarto, Marie cuidava de substituir todos os frascos que Ross insistia em deixar na bancada de remédios. Enquanto ela trocava os frascos de medicação por soro fisiológico, o Dr. Robson nos orientava à distância sobre como prosseguir. Sem receber doses do sedativo indutor do coma, só nos restava a expectativa e a espera era insuportável. A qualquer momento, Claire poderia des

