- A sra. Pode me contar como foi seu dia passo a passo? Ele pergunta encarando-a.
- Bom, meu dia foi normal detetive, eu acordei, tomei meu banho, me arrumei para ir trabalhar, tomei meu café, dei café para meus filhos, meu marido ia levar as crianças para escola e eu vim trabalhar. Quando eu cheguei aqui era uma 6hs da manhã, percebi que o sr. Ethan estava dormindo e a televisão estava ligada, então fui checar o teatro para pode abrir, e percebi que chegando na sala principal do palco de longe vi que tinha uma pessoa deitada no palco, imaginei que poderia ser algum ator que tivesse passado a noite aqui, a luz estava acesa, eu fui me aproximando para ver quem era, e quando vi percebi que era uma pessoa morta, pois estava só sangue, as cortinas estavam abertas, eu tive um surto, eu comecei a gritar, o sr. Ethan veio correndo, eu estava tão assustada que na hora não sabia o que fazer, Ethan também estava, mas daí eu liguei, e a moça que atendeu mandou as viaturas e ficamos esperando e agora estou aqui – diz ele olhando para Andrew, enquanto ela falava as lágrimas não paravam de escorrer em seu rosto, suas mãos estavam trêmulas.
Quando você é um detetive você não pode deixar passar nada, afinal de contas um criminoso vai querer passar desapercebido se fazendo de vítima para despistar seus crimes, então você não pode se deixar levar pelas lágrimas, e nem por falso sofrimento de uma pessoa, um detetive tem sempre que está com um pé atrás quando está interrogando alguém. Se uma pessoa está na lista de suspeito, então é um suspeito.
- Quando você chegou percebeu algo de errado?
- Não senhor, o teatro estava vazio quando cheguei.
- E você tocou em algo aqui? No sangue? No corpo da vítima? Pergunta Andrew.
- Não senhor, eu entrei em pânico, eu não saia o que fazer – diz Valery.
- Tudo bem só mais uma pergunta, não foi você quem matou foi? Ele pergunta encarando-a.
- Não detetive, o senhor acha que eu seria capaz de cometer um crime?
- Eu não posso afirmar nada, eu não lhe conheço – ele sorri- mas você ajudou bastante, está liberada, eu lhe aviso se precisar de algo- ele diz se levantando e acompanhando-a até a porta.
Quando os pais da vítima chegaram Andrew os leva até a sala onde estava interrogando.
- Minha filha, cadê minha filha Ashley – pergunta sua mãe Evan aos prantos.
- Eu sinto muito senhora Evan, mas a sua filha foi encontrada morta.
Ela ficou pálida como se não estivesse acreditando.
- Mas como? Ela saiu ontem à noite para trabalhar, ela ia fazer plantão no hospital. Quem matou minha filha?
- Eu ainda não sei quem fez isso com sua filha, mas vou descobrir – Diz Andrew.
Os pais de Ashley ficaram ali parados chorando a morte da filha. Andrew os deixou ali por um tempo para eles processarem o que ele havia dito, e para que se aclamassem um pouco. Ele vai tomar um pouco de água e entra na sala.
- Eu sei que essa não é uma boa hora, mas preciso fazer algumas perguntas para que eu possa continuar com as investigações e descubra que fez isso, vocês podem me responder? – diz Andrew.
- Sim claro detetive – diz o sr. Parker.
Ela pegou uma lista com e começou a fazer as perguntas.
- Ashley se envolveu com alguma coisa errada?
- Não minha filha não – diz sua mãe – ela nunca nos deu trabalho algum.
- E ela brigou com alguém, namorado, amigos?
- Não detetive – responde o pai da vítima.
- Ela tinha algum namorado?
- Ela não tinha ninguém - responde sua mãe.
- Mas ela já teve?
- Sim, mas eles terminaram a um mês mais ou menos – responde sua mãe.
- Qual o nome dele?
- Brandon Collins, ele era um ano mais velho que minha filha, um ótimo rapaz.
- Vocês têm o endereço dele?
- Sim detetive eu tenho, sempre buscava minha filha lá – responde sra. Evan.
Quando Andrew terminou a conversa os pais de Ashley foram levados para reconhecer o corpo de sua filha, ele manda buscar o endereço de Brandon Collins.
- Eu quero Brendon Collins aqui em no máximo 1 hora – diz Andrew para um dos policiais.
Enquanto ele o aguardava ficou observando o teatro de como ele poderia ter entrado sem ser visto.
Quando uma vítima é encontrada, os suspeitos são sempre as pessoas próximas delas, marido, namorado, amigos.
- Quero o pessoal de trabalho dela aqui – diz Andrew
- Sim detetive eles respondem.
- Carter e Jefre, vocês vão no trabalho dela e peguem as imagens da câmera de segurança, e peguem também depoimentos se alguém a viu por lá ontem.
- Certo detetive – disse Jefre um de seus assistentes.
Quando Brandon chegou ele o levou até a sala que estava interrogando no teatro ainda.
- Sente-se – diz Andrew.
- Está acontecendo alguma coisa detetive? Pergunta Brendon.
- É você que vai me responder a essa pergunta e não eu rapaz – diz Andrew num tom bem sério.
- Mais do que o senhor está falando?
Ele mostra uma foto de Ashley morta.
- Você fez alguma coisa nessa madrugada? Pergunta Andrew
- Mas o que é isso? Pergunta Brendon
- Essa é a sua ex namorada Ashley Miller Parker? Você fez alguma coisa para essa jovem?
- Eu jamais faria isso com ela, eu estava em casa – diz Brandon olhando fixamente para Andrew.
- Tem alguém que possa confirmar o que está falando?
- Sim meus pais.
- Como era o seu relacionamento com Ashley
- Nos dávamos muito bem.
- E porque terminaram?
- Eu prefiro não comentar detetive.
- Porque não? O que houve? Você precisa responder a minha pergunta.