Boa leitura!
Londres
Haviam corpos para todos os lado.
O cheiro do suor fazia com que Dinah prendesse a respiração por vários minutos.
— Ew, isso aqui fede! — Reclamou no ouvido de Normani. — Por que estamos aqui? — Normani riu rebolando um pouco mais.
— Por que amamos Luna! — Disse o óbvio fazendo Dinah concordar.
— Eu tenho que ama-la muito mesmo pra dispensar uma noite de s**o selvagem com você apenas para agradar aquela pirralha ficando no meio de toda essa gente fedida! — Resmungou Dinah, até que puxou Normani para sua frente e a encarou nos olhos por alguns segundos, a música estava alta e todos ali nem ao menos notavam sua presença. — Nós poderíamos fugir e deixar Luna cuidando disso sozinha...
E então beijou Normani sem ao menos esperar por uma resposta. Não muito longe dali, George amigo de Luna que estava sentado no bar encarando Normani e Dinah, suspirou. Ele achava que teria chances com Dinah ou Normani, com qualquer uma delas ou as duas... Ele só estava muito interessado nas amigas de sua amiga para tentar disfarçar. Também já havia se perguntado várias vezes o por que de Luna nunca tê-las apresentado à ele.
— He calls me the devil... — Uma voz rouca surgiu ao lado dele cantando em plenos pulmões.
Seu corpo tremeu fazendo sua bebida gastar um pouco, com uma mão no coração deixou que as duas mulheres se beijasse em privacidade e olhou para a garota de olhos verdes.
— Eu o faço querer pecar... — Luna puxou seu amigo abrindo suas pernas, ele olhou para seu corpo e se perguntou por que ela nunca deu uma chance para ele. A mesma usava um vestido vermelho que marcava todas as suas curvas e a deixava deslumbrante. Uma maravilha! — Toda vez que eu bato na porta, ele não resiste e me deixa entrar!
Luna sabia que vários caras estavam de olhos bem abertos sobre ela, mas ela não queria ninguém.
Não naquela noite.
Ela não precisava de ninguém em sua cama para fingir que o vazio não existia.
Ela estava satisfeita com ela mesma.
Ela puxou George para que o mesmo ficasse em pé, prontamente ele ficou e ela também o arrastou para mais perto do seu corpo, ambos remexiam de forma sensual e ela adorava. Adorava saber que tinha controle sobre as pessoas, principalmente sobre George. Foi assim que notou a ereção que ele carregava dentro de seus jeans.
— Cause we're hot like hell! — Ela ficou de frente e seus s**o se chocaram, ele fechou os olhos segurando forte em sua cintura. Luna olhava para suas mães sobre os ombros dele e sorria eufórica ao vê-las ainda se beijando. — Does it burn when I'm not there?
— Tenho certeza de que se deixarmos Luna sozinha, ela organiza uma nova orgia! — Normani revirou os olhos com aquela lembrança.
Faziam alguns meses, era a inauguração da boate La Luna, Dinah e Normani haviam dado de presente de aniversário de 18 anos para Luna e a mesma ficou tão eufórica com um presente desses que organizou a melhor inauguração que Londres já viu fazendo com que a mídia voltasse seus olhos para ela. Agora, aos 20 anos, Luna era a empresária mais bem sucedida no ramo em tão pouco tempo e com menor idade. Ou seja, La Luna era um enorme sucesso. Graças às visões de Allyson!
E sim, Luna ainda cursava o último período da faculdade de administração, foi lá que ela conheceu George, que era seu parceiro de curso, mas não tomava conta de nada. Ela sempre dizia que ele era lerdo demais, seja com mulheres ou com qualquer coisa.
Por isso que ele estava ali, ela estava tentando fazer com que ele perdesse a virgindade. Pobre George, foi cair logo nas garras de Luna... Dinah gargalhou, embora sua risada fosse perdida entre o som da música alta.
When you're by yourself ?
— Ela faz isso por que sabe que você estará lá pra defender! — Normani deu um t**a no braço de Dinah. — Não sei o que fazer com essa menina.
— Apenas deixe-a viver, não foi por isso que viemos pra cá? — Elas pararam de dançar e ficaram apenas se encarando. — Luna está aprendendo a ser adulta, deixe que ela aprenda com seus próprios erros.
— Mas isso não quer dizer que sou obrigada a assistir minha filha dormir cada noite com uma pessoa diferente apenas pra fingir que superou...
Dinah olhou nos olhos de sua esposa e disse:
— Vamos continuar fingindo que acreditamos, sabemos que uma hora ela irá nos procurar e aí sim diremos à ela que é hora de voltar pra casa.
— Ela terá uma síncope! — Alertou Normani.
Aquele não parecia um bom lugar para ter uma conversa como aquela.
— Alice não estará lá! — Normani negou com a cabeça dando aquele assunto como encerrado.
Am I the answer to your prayers ?
A noite estava fria em Londres, o outono fazia com que a cidade ficasse um pouco mais bela do que o habitual, mas isso nem ao menos se quer à tornava menos segura.
— Ainda quero chegar lá e acabar com todos, rápido e fácil! — Adam disse entediado. Ele estava sentado no parapeito do prédio observando um bando de vampiros que matavam um grupo de humanos. O cheiro não era tanto incômodo, graças à temporada ao lado dos Jauregui's, ele e Bree conseguiam se controlar com aquilo.
— Você sabe que não trabalhos assim... — Bree disse com os braços cruzados. — Precisamos chegar no líder e saber o porquê disso, aí sim poderemos acabar com todos. — Explicou. — Rápido e fácil!
— Estão sentindo esse cheiro? — Alice acabou chamando a atenção dos dois.
Ele se entre olharam e depois fungaram forte, tentando saber do quê ela estava falando. — É doce e... — Fazia anos que ela não o sentia, por isso engoliu em seco tentando não cair em mais uma armadilha de sua mente. — Memorável...
— O único cheiro que eu sinto é o de sangue. — Adam disse, também esquecendo do assunto. — Olha, eles estão indo embora... — Apontou para baixo.
— E deixando os corpos ali, malditos bastardos! — Bree disse emputecida.
— Adam, venha comigo enquanto Bree se encarrega da limpeza. — Alice ordenou ignorando a cara incrédula de Bree. Adam deu tchauzinho à irmã sorrindo zombeteiro enquanto ela resmungava e mostrava o dedo médio para eles.
— Isso, vão lá ficar com a diversão enquanto a embuste esconde o lixo! — Desceu do prédio tentando pensar em uma forma de esconder os corpos daquelas pessoas. — Babacas!
Enquanto Alice e Adam corriam com cautela atrás dos vampiros que nem pareciam sentir a presença deles, até que os mesmos pararam em uma boate. O letreiro em neon azul mostrava o nome da placa "La Luna" e Alice tentou ignorar novamente aquelas lembranças. Elas insistiam em aparecer sempre que algo à lembrava uma certa garota.
— O que eles estão fazendo? — Adam perguntou.
— Eu não sei, mas precisamos ir lá dentro por que ao que parece ela tá lotada! — Alice disse ainda perdida em pensamentos.
— Como você chegou nessa conclusão? — Adam perguntou irônico. — Foi a fila virando a esquina ou o excesso de pessoas na entrada?
Ela revirou os olhos.
— Cala a boca e entre! — E assim eles fizeram.
Foi lógico que com o dinheiro tudo corria perfeitamente bem. Foi só eles pagarem uma tava excessivamente alta para que os seguranças permitissem que eles furassem a fila e tivesse acesso a área interior da boate. Não foi surpresa nenhuma pra eles dois verem muito mais pessoas ali dentro. Como caberia todas aquelas que estavam lá fora?
I'm giving you that pleasure heaven ?
— Esse lugar é espetacular! — Adam disse eufórico.
— Como você consegue suportar esse barulho? Eu m*l consigo te ouvir de tão alto que isso está! — Alice disse chegando mais perto.
Homens e mulheres olhavam para eles dois, Adam se não tivesse trabalhando com certeza já estaria em algum lugar com alguma pessoa. Alice era mais na dela, nunca se envolveu com qualquer pessoa desde que havia se tornado aquela nova pessoa.
— Você se acostuma com o tempo. — Ele deu de ombros. — Vem, vamos por aqui... Vi um deles indo em direção ao banheiro.
— Quantos são? — Alice perguntou para ter certeza.
— Quatro, você fica com dois e eu com dois. Uma divisão justa e depois nos encontramos no estacionamento. — Ela concordou.
— Certo, nada de sangue... Apenas cabeças!
— Certo. — Ele disse antes de se separar.
Adam foi seguindo seu rumo, quando notou que o vampiro que estava em sua mira estava encarando atentamente um grupo de jovens que se divertiam sem ter noção do perigo que corria, logo demonstrando seus claros pensamentos em fazer mais vítimas no banheiro, a única saída que Adam teve foi agir rápido o suficiente para puxa-lo pelo pescoço em direção as portas traseiras do local. Ou o que ele achava que era, por certo seu palpite foi certeiro.
O vampiro tentou se debater e atacar, mas devido aos braços fortes e a força excessiva que Adam possuía, rapidamente conseguiu arrancar a cabeça do mesmo em segundos. O levou até uma parte vazia do estacionamento exclusivo para clientes Vips e notando que era uma área especial para fumantes e arejada ateou fogo no corpo o jogando em um grande latão de lixo metálico.
— Menos um... — Disse antes de correr em direção à boate novamente em sua super velocidade.
Alice foi andando entre as pessoas, tentando se livrar dos toques indevidos de algumas pessoas e tocando o mínimo possível em outras, humanos bêbados em uma multidão nem sempre era uma coisa boa, até que por descuido e muito azar quem a encontrou foi uma vampira ruiva.
Lice foi pega de surpresa com mãos em seu pescoço e quase se desesperou, se não fosse o treinamento dos gêmeos que havia recebido a alguns meses atrás e optou por ser deixar que fosse arrastada para um lugar escuro e quando a vampira achou que estava no poder, Alice mostrou quem realmente manda ao arrancar a cabeça da garota com um único golpe.
— Esse embuste bagunçou todo o meu cabelo... — Sai puxando o corpo sobre seu ombro em direção à uma saída de emergência. Algumas pessoas observavam ela que tentou agir o mais comum possível, mas como ser comum com um corpo em seus ombros e uma cabeça em suas mãos?
Viu o latão em chamas e sentiu o cheiro de Adam por ali, agradeceu pelo fogo ainda estar alto e arremessou "mais lenha na fogueira" deixando que queimasse. Observou em volta atentamente, não queria ter que lidar com civis e câmeras naquela situação, ou o trabalho seria mais complicado dessa forma.
Antes que voltasse para boate, encontrou Adam com mais um corpo em mão, era outra garota e não precisou nenhuma palavra para que Alice voltasse e encontrasse o último se alimentando de um garoto. Só que depois de se livrar das evidências e começar a andar pelo ambiente, ela jamais esperou que encontraria justamente quem sempre lutou pra esquecer.
Suas pernas paralisaram quando ela viu aquela garota se esfregando de forma indecente em um cara alto e franzino. Alice prendeu a respiração e o coração voltou a ganhar vida de forma tão horrenda e absurda dentro do seu peito que chegou a causar uma enorme dor física, isso foi piorando com o tempo.
Ele era bonito, mas não tão charmoso. Tom de pele branco e cabelos ralos, mas com um corte que incluía ao perfil de playboy. Luna mordeu o pescoço de George causando um calafrio no corpo dele e o fazendo gemer baixinho enquanto as mãos dela percorria o abdômen definido que ele tinha.
Ela sorriu ao ver o poder que tinha sobre àquele homem. Ela sorriu principalmente por gostar de ter aquele poder no corpo de qualquer pessoa que quisesse. Não era novidade para ninguém que Luna foi uma adolescente muito bonita e agora, na fase adulta não seria diferente. Traços mais marcantes, olhos mais intensos e uma postura inabalável, ela era a mulher que sempre quis ser e causava bastante orgulho para as mães.
— And I'll give it to you... — Ela disse tão envolvida no momento, já se esquecendo que suas mães estavam em algum lugar por ali e totalmente excitada cantou o final do refrão. — Hotter than hell.
Porém ela abriu seus olhos.
E acabou todo o encanto que Luna em algum momento sentiu pelo garoto.
Foi tipo a Joelma quando a Lua traiu ela, sabe?
Luna não teve reação e nem sentiu quando o garoto parou de movimentar seus corpos a espera de alguma reação da mesma, até por que Alice era a única coisa que ela conseguia ver. George disse alguma coisa, chupou seu pescoço, mas nada parecia ter sentindo.
Alice continuava ali encarando aquela que um dia havia sido sua melhor amiga sem se mover, ao menos respirar, olhe que nem era necessário. Era o melhor dos feitiços, que fazia com que elas jamais deixassem de se encarar. Até que, novamente por descuido de Alice... Ela foi puxada fortemente pelo pescoço para trás por braços desconhecidos e Luna deu um grito aterrorizada ao empurrar George de qualquer jeito para longe do seu corpo.
Hotter than hell ?
Dinah e Normani que estavam se fechando na sala onde Luna usava para administrar as coisas burocráticas da boate ouviram perfeitamente o grito de sua filha e logo souberam que algo de r**m estava acontecendo. Luna nunca havia sido tão escandalosa com seus companheiros e companheiras, mas suas mães sabiam ouvi-la mesmo que estivessem a quilômetros de distância uma da outra. Correram o mais rápido que conseguiam e a encontraram tentando se desvencilhar dos braços de George que tentava entender o que estava acontecendo.
— Solte minha filha, p***a! — Normani disse com tudo o empurrando para longe. Ele ficou totalmente sem entender p***a nenhuma.
Quando ele se afastou - vulgo voou uns metros para o lado -, Dinah puxou sua menina para seus braços e analisou seu corpo em busca de algum machucado.
— Você está bem? — Perguntou Dinah.
— Alice está em perigo! — ela disse rapidamente.
Normani quase quebrou seu próprio pescoço com as palavras da filha, como ela sabia daquilo? Foi dessa forma que ela encarou sua esposa com uma enorme interrogação no rosto, ainda perdida quanto aquele assunto.
— Filha, Alice está na Itália e... — Dinah começou.
— Agora, eu estou aqui! — Alice disse fazendo Dinah dar um pequeno salto ao vê-la ali.
Luna que estava sentada em um banquinho que Normani conseguiu, se colocou em pé e admirou sua garota.
Digo, sua amiga.
Haviam se passado dois longos anos onde fez questão de não retornar para as festividades em família porque tinha medo de encontrar a garota que partiu seu coração, tinha medo de olha-la, de falar o seu nome ou de pensar nos momentos que tiveram antes porque sabia que por mais que houvesse criado uma enorme barreira em seu coração, ela caía por terra sempre que mencionavam a inicial A.
— O que está acontecendo aqui? — George perguntou.
— Vá embora! — Dinah disse.
— O quê? Eu não...
— Geo, poderia nos deixar sozinhas alguns instantes? — Luna olhou para seu amigo e ele entendeu que precisava sair por que o assunto era sério.
Luna as vezes tinha dessas, quando ela precisava de espaço não precisava falar duas vezes. Ele apenas concordou com a cabeça e se virou para ir embora.
— Um cachorrinho novo? — Alice disse de forma ácida. — Vejo que esse tempo todo nada mudou pra você. - Cometeu o primeiro erro, Alice não sabia nada sobre Luna. Não tinha direito nenhum de dizer coisas que não sabia.
— Está tudo bem por aqui? — Bree disse surgindo pela entrada que levava ao estacionamento.
O lugar onde elas haviam ido para que tivessem um pouco mais de tranquilidade para conversar.
— Vejo que pra você as coisas ainda continuam a mesma. — Luna disse friamente. Olhou de Adam à Bree. — Mães, vocês poderiam me acompanhar até meu escritório? Nossos visitantes devem ser bem recepcionados.
Dinah queria poder comer pipoca para acompanhar aquele momento. Normani sentiu orgulho de sua menina ter se tornado uma grande mulher.
— Claro, bebê. — Dinah respondeu e em segundos todos já estavam na sala com uma Luna sentada em uma grande poltrona vermelha se sentindo como Cersei; a rainha de "Westeros".
(N/a: Referência a Game Of Thrones)
— O que vocês estão fazendo aqui? — Luna perguntou por fim. Tentando fingir mais uma vez, que não estava afetada com a visita inesperada de Alice e sua tropa de embustes.
— Houve um ataque de vampiros aqui próximo, somos encarregados de fazer com que nosso segredo continue intacto. — Adam respondeu de boa vontade, sorrindo para a humana. Não era segredo à ninguém que ele tinha uma queda por Luna.
Alice revirou os olhos.
— Então vocês são encarregados de levar o lixo pra fora... — Luna disse olhando para alguns papéis com informações desnecessárias, ela só não queria encarar os olhos rubros de Alice, ela também sentia saudades dos azuis que ela carregava antes. — Já que fizeram o trabalho de vocês, acho melhor irem embora!
Dinah olhou para Normani com um sorrisinho no rosto.
— Bem, já que estamos aqui... — Mani começou. — Poderíamos... — Até seu telefone tocar e a mesma viu o rosto de Ally estampado na tela.
Revirou os olhos.
Era óbvio que a baixinha sabia daquilo. Passou o dedo pela tela aceitando a chamada via Skype e rapidamente o rosto da baixinha apareceu na tela.
— SURPRESA! — Ally gritou. — Bem, eu tentei falar que esse encontro iria acontecer, mas ninguém atendeu a p***a do telefone! — Reclamou.
— Allyson! — A voz de Clara foi ouvida.
— Okay, mama... Vou ser direta. — Olhou para Normani e Dinah que eram as únicas que apareciam na tela. — Sei que estão me ouvindo e por estarem me ouvido, desejo que façam o que digo e o que eu digo é: Vocês precisem voltar pra casa. Lauren e Camila estão com problemas!
— Oh, m***a! — Alice e Luna disseram com a sincronia que habitavam em seus corações e sentindo as mesmas coisas. Nenhuma das duas estavam prontas pra voltar pra casa, nem para lidar com todas as emoções que estar em casa traziam.
Até logo...