Capítulo 8: Helena visita Gustavo

1017 Palavras
A condenação de Gustavo caiu como uma bomba no seio de sua família, a penitenciária estadual não era muito próxima, mas era o que se tinha, Dona Edna, saiu do tribunal direto pro hospital. Já em sua casa, Isadora senta com os dois jovens, e insatisfeita, com a injustiça ocorrida os confronta: _ Vamos em parte, gostaria de saber dos dois, o que realmente aconteceu! Falou. Tamires inicia a conversa. _ Mãe, eu e Gustavo, não estávamos mais juntos desde a formatura, eu não queria terminar, mas fiquei irada porque ele me rejeitou. Eu, queria dormir com ele, afinal, namoramos a tantos anos e ele sempre foi respeitador. Deixou-me aqui, ou vi sozinha não lembro, mais, depois de algum tempo, Flávio e meu irmão chegaram com bebidas e drogas, Jorge dormiu, no entanto, Flávio foi ao meu quarto, e abusou de mim, ele estava armado e muito drogado. Não podia gritar por medo. A jovem, chorava bastante. Isadora abraçou a filha. Debaixo de suas vistas isso aconteceu. Então, a mulher se voltou para Jorge: _ E você? O rapaz, olhou para a mãe e a irmã e falou: _ Eu só estive com Gustavo, não sabia da situação da minha irmã, se eu soubesse, eu mesmo o teria matado! O jovem mentiu, matou Flávio, para culpar o outro e deixar seu caminho livre e reconquistar Helena. _ Infelizmente, damos exemplos a vocês, não tem como você falar a verdade filha? Não tem mesmo? De repente a pena dele caia um pouco! _ O dr Magalhães, me pediu pra esconder isso, porque seria muito vergonhoso mãe! Eu concordei. Falou a moça. _ Eu não acho... _ Mãe! Ele já foi julgado! E pronto! Ele matou, a cidade toda já está falando demais! Observou Jorge. _ Vocês não pensam nos pais? Gritou Isadora. _ A cidade tá pensando na gente? Gritou Jorge. Tamires só chorava, ela negou perante a justiça, se retrocedesse, ela que responderia processo. Isadora pegou as chaves do carro e saiu. No hospital, Edna teve um início de AVC, estava na ala vermelha, então, seu esposo foi dispensado e só, retornaria nos horários de visita. A mulher acorda, e a primeira pessoa que surge a sua frente é nada mais que seu ex, Estêvão Magalhães, aquele maldito que condenou seu filho inocente. _ Oi amor? Sei que você não pode falar né! Mas, escuta e bem, há quantos anos atrás, você e seu amante, jogaram meu nome no chão? Sai daqui, envergonhado e seu filho, preso, com o título de assassino, isso me deixa um pouco vingado, te ver sofrer é sem dúvidas, uma das poucas alegrias. Bem, sei que você não vai morrer, pois, ainda temos contas pra ajustar! Foi embora, de alma lavada, enquanto, Edna, chorava, e pensava como um dia foi apaixonada por um ser tão desprezível... Gustavo, chega na penitenciária, apesar de está assustado, ele tenta não demonstrar para os demais presos, o diretor do local, lhe passa as regras, seus cabelos são cortados, os horários repassados, e como tinha poucos presos, de início ficaria sozinho, eram três presos por cela. Sozinho, o rapaz, ficava imaginando, o que estava se passando na pequena cidade, não sabia da situação de sua mãe, mas, lembrou de como Helena, havia se entregado a ele, de como eles foram felizes. Lembrou de quando a viu pela primeira vez, e de como a achava mimada. Então, em seu pensamento, veio a atirada Tamires, se ela foi abusada nunca saberia, pois, ela negou veementemente no tribunal, ele só tinha uma certeza, das poucas memórias daquele dia, não vinha ele matando ninguém... Tamires está conversando com Helena, através de chamada de vídeo, conta pra ela todo o ocorrido e que Gustavo tava na penitenciária estadual, chocada, Helena não acredita que ele faria tal coisa e nem que pegaria tanto tempo. Se gabando, ela diz, que ele lavou a honra dela. E sentja-se feliz, pela demonstração de amor dele. Escutando atrás da porta, estava Jorge, Helena o havia bloqueado, então, só saberia algo através de sua adorada irmã. Chamado só escritório dos Magalhães, Jorge inicia seu trabalho com os " futuros " sogros. No escritório dr Susana chama Jorge a sua sala. _ Jorge meu querido, antes de viajar minha filha deixou claro que vocês não estão mais juntos! O rapaz engole em seco e comenta: _ Na verdade, demos um tempo e... _ Não teve tempo algum meu caro, ela te deixou e sabemos o motivo! Ela nunca te amou. _ A senhora está me deixando triste doutora! _ Minha intenção não é te deixar triste, e sim, deixar você ciente, que ao contrário de meu marido, eu conheço minha filha, e sei que ela demorou demais em assumir a falência dessa relação. Mas, não se preocupe, você pode encontrar o amor em outros braços. Ao dizer isso, a mulher lhe deu um cheiro, no pescoço, o rapaz, ficou todo arrepiado. _ Entendeu a mensagem? Questionou. _ Com certeza, doutora, com certeza. Passaram-se alguns dias, e dona Edna voltou para sua residência, iria fazer fisioterapia por um tempo, seu José foi visitar, seu filho, o rapaz estava muito triste, já havia um mês de sua condenação, o pai lhe trouxe mantimentos, falou que a cidade continuava a mesma e que a mãe estava se recuperando pra ir vê-lo, o rapaz tentou não se mostrar abalado. Despediu-se de seu pai e voltou pra sua solitária cela. Lá tinha dezenas de cartas feitas por Helena, ele não tinha coragem de abrir nenhuma, estava tão decepcionado e não queria deixar ela triste. Quando ia rasgar as cartas, deteve-se e num impulso, ele abriu a primeira carta e depois outra, nas cartas, as mensagens eram lindas, de esperança. Meses depois, eram as férias dela, antes de ir até a casa de seus pais, parou no presídio e lá encontrou um abatido Gustavo. Ele não acreditava, ela estava ali, na sua frente. _ Oi, Helena! A jovem correu e o abraçou, então uma corrente passou por todo o seu corpo, eles se beijaram com muita paixão. _Por que você não me respondeu? Por que?
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