Quarenta e um

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Enrique           Não era novidade para mim que meu pai não gostava da minha presença nesse baile. Nossa relação já vinha se desgastando há anos e tudo piorou com a morte de Anna.           A ideia do evento era minha e da minha mãe, pois mesmo sendo uma mãe egocêntrica, ela realmente nos amava e perder sua única filha foi a pior coisa que já lhe aconteceu.           Catarina realmente se sentia realizada com o evento, e dizia que se sentia mais perto da filha cada vez que o organizava. Era verdade que nos últimos anos, ela vinha se tornando controladora e que seus pensamentos sobre os mais pobres eram errados e sem sentido, mas lá no fundo, eu ainda a amava e desejava que algum dia ela mudasse seus pensamentos.           — Fico feliz em vê-los aqui. — Ela disse nos abraçando forte.

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