Digamos que as últimas duas semanas foram descontroladas, eu acabei indo em duas boates (Não fiquei nem 1 hora la dentro). Na verdade eu fui praticamente arrastado por um ser chamado Min Yoongi.
O Taehyung continua vindo aqui com frequência. Mas nos quase nem estudamos já que eu explico a matéria durante 20 minutos e o resto do tempo a gente passa se pegando ou falando de coisas aleatórias.
— Quero te tocar - Taehyung se ajeitou no meu colo. Apertei sua cintura e beijei seu pescoço.
— Toque - Respondi.
Taehyung apertou meus ombros quando mordi a lateral do seu maxilar. Ele voltou a juntar nossos lábios e sua mão foi para a barra da minha camisa.
— Jeongguk
Caralho fudeu. Empurrei o Taehyung de cima do meu colo e ajeitei minha blusa enquanto ouvia os passos se aproximando pelo corredor.
— Finge quê tá estudando - Entreguei ele o caderno e peguei o livro.
— Jeongguk - Bateu na porta.
— Entre appa - Encarei o Taehyung para que o mesmo entendesse que não era pra fazer nenhuma gracinha.
A porta se abriu e o homem entrou. Ele encarou a mim e depois o Taehyung.
— Boa noite - Tae fez uma pequena reverencia em sinal de respeito e educação.
— Boa noite. Não me diga que é seu...
— Amigo pai! Kim Taehyung, o garoto que falei que estava ajudando para as notas subirem. - Revirei os olhos.
— Ah sim. Bom, eu vou viajar por uns dias, sua mãe ainda está de plantão então cuide da casa e não dê nenhuma festa - Ele encarou o livro em minha mão. — Estudem muito garotos - Ele então colocou as mãos nos bolsos e saiu do quarto.
— Ele é assustador - Taehyung passou a mão no rosto e engoliu seco.
— Você que é muito medroso - Dei um leve tapa na sua perna .
— Eu preciso ir. Já deve estar tarde - Tae largou o caderno e se arrastou até mim. — Te vejo amanhã na escola Jeon. Prometo que vou tentar tirar uma nota boa na prova. - Ele segurou minha mão e então entrelaçou nossos dedos sorrindo bobo. Moveu os dedos e olhou novamente a mão como se estivesse medindo, ou analisando se elas se encaixam.
Por que ele fica todo bobo assim fazendo esses gestos? Sem querer eu acabei sorrindo pela fofura expressa em sua face.
— Viu como nossas mãos se encaixam? Parece até que fomos feitos um pro outro - Ele me encarou ainda com um sorriso fofo — Sei que você não vai admitir isso...mas, eu quero ser o motivo do seu sorriso Jungkook, eu quero te fazer sorrir mais, você esta sempre sério. Eu quero que você goste de mim, do mesmo jeito que estou gostando de você. Eu sinto que depois dessa prova a gente não vai mais se falar, você vai me deixar de lado por que eu vou ser inútil - Ele se aproximou mais sentando no meu colo novamente
Essa era realmente a minha intenção. Não pretendo gostar de ninguém agora e se eu continuar com o Taehyung, vou acabar me apegando.
— Taehyung... - Pestanejei quando ele se grudou em mim feito um coala.
— Jungkook me promete que mesmo depois dessa prova a gente vai continuar se vendo e sendo amigos? Que eu ainda vou poder vir na sua casa e que você também ira na minha. Promete que não vai me deixar de lado? - Ele mexeu em meu cabelo, dividindo na metade e deixando minha testa a mostra.
Rosas são vermelhas, violetas são azuis ME AJUDA GZUIS
— Prometo - Respondi. Tae arregalou os olhos surpreso e então me abraçou forte. Retribui seu abraço.
— Boa noite Kookie - Ele selou meus lábios e então saiu do meu colo caminhando até a porta e deixando o quarto.
12:30
Revirei os olhos novamente enquanto escutava o Yoongi tagarelar sobre alguma garota que ele conheceu na última festa que fomos.
— Yoongi...você já contou isso cinco vezes - Jin tampou a boca dele com a mão, fazendo o mesmo se calar.
— Contando essa...intera seis vezes - Namjoon bufou entediado.
Fizemos a prova de química hoje de manha, eu senti que estava fácil, nada que eu precise me preocupar além do torneio de vôlei que vai começar em alguns dias. E faz tempo que não vou nos treinos por conta do Taehyung, só espero que todo o esforço tenha valido a pena, e que ele tenha tirado uma nota a mais da media.
— Pensando no Kim?
— Kim Eu? - Namjoon e Jin falaram em unisso encarando o Yoongi.
— Não vocês Kim's, o outro Kim - Ele apontou com a cabeça a mesa onde Taehyung estava sentado com o Park e mais três garotas.
— Jungkook você está afim de Kim Taehyung?
— Claro que não Jin, o Yoongi é que está delirando - Ajeitei minha postura e cruzei os braços pronto para escutar mais alguma gracinha.
— Tem certeza? - Namjoon ergueu as sobrancelhas.
Apenas afirmei com a cabaça. Só pelo olhar dos três garotos na minha frente é possível saber que nenhum acreditou no que eu disse. Mas não adianta, não ha argumento que eu use que vá fazer-los mudar de ideia.
Depois que terminamos o almoço eu voltei a sala para a aula da tarde. No meio do caminho um garoto esbarrou em mim "sem querer" e depois ele riu sarcástico.
— Além de gay, é cego - O garoto me encarou de cima em baixo rindo
Virei de costas pronto para ignora-lo. Mas o mesmo atraiu minha atenção novamente.
— Vai em bora não princesa. Me conta, qual o melhor em ser gay?
Me virei e encarei o garoto que estava de braços cruzados sorrindo.
Deixei um sorriso irônico aparecer antes de dar minha resposta:
— Comer o ** do seu pai - O sorriso no rosto do garoto sumiu. Ele me segurou pelo colarinho da blusa. Seu maxilar travou e seu olhar se tornou mortal.
— Você se acha muito engraçadinho não é viadinho? - Ele me imprensou contra a parede do corredor.
Sorri, mantendo a calma. Encarei o garoto mostrando que ele não me intimida.
— Can larga ele - Uma garota se aproximou.
— Você não ouviu o que ele falou do meu pai?
— Você provocou Can, agora larga ele - A garota insistiu.
— Não até esse viadinho me pedir desculpas. Anda Jeon...
— Calma. Todo mundo sai do armário um dia - Provoquei. O garoto largou minha blusa e socou meu rosto. A maçã do meu rosto queimou e eu senti a dor e a raiva me assumirem.
Passei o dedo no lábio e encarei o garoto. Você brincou com a pessoa errada!
Revidei o soco. Botei toda a força que tinha no golpe fazendo o garoto cair sentado no chão com a mão no rosto. Meus dedos doeram e eu apenas ignorei indo para cima do garoto e socando seu rosto de novo. A garota gritou, pedindo que eu parasse, e quanto mais eu socava, mais eu queria bater nele.
Duas pessoas seguraram meus braços e me tiraram de cima do corpo que se contorcia no chão. Sorri satisfeito ao ver o sangue escorrendo pelo seu nariz.
— Eu quero os dois na diretoria agora!