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750 Palavras
Capítulo 61 Patricia narrando Eu levanto meu olhar quando vejo Maju descendo de pijama, como ela sempre faz, ela vai correndo até o quarto onde Lorena está. — Escovou os dentes? — Bom dia mamãe – ela fala subindo em cima da poltrona que tinha do lado – você está mais bonita hoje, hoje está um dia lindo lá fora, um belo dia para você acordar e ver os meus desenhos. — Meu amor – eu me aproximo dela – vem vamos tomar café. — Ela poderia acordar – ela fala — Ela vai acordar. — Eu ouvi os médicos dizendo que ela não vai acordar. — Ela vai sim, você tem fé? — Eu tenho fé, eu rezo para a fada do dente todas as noites. — Para ela acordar sua mãe? — Meu pai disse quie eu tenho que ter fé e rezar pedindo para quem eu acredito que poderia proteger e acordar a minha mãe e eu acredito que a fada do dente pode fazer isso – eu abro um sorriso para ela. Maju era idêntica a Lorena na idade dela, a idade em que eu tive que abandonar a minha filha, eu não sei qual era o proposito dele, mas eu estava com a minha neta e eu iria fazer tudo por ela. — Vamos comer algo – eu falo para ela que assente. Maju come e depois volta a brincar, eu vou até a porta do quarto e ela está ao lado de Lorena pintando mais desenhos, o quarto todo era enfeitado por desenhos e ela também cantava uma musica. — O que você está desenhando? – Alexandre pergunta se aproximando dela. — Onde a minha mamãe está - ela fala mostrando para ela. — Você tem balé – Alexandre fala. — Hoje eu não quero ir, ela quer ficar aqui. — Mas você gosta do balé meu amor, eu vou com você. — Não quero papai, quero ficar aqui – ela fala para ele. — Você tem certeza? – ele pergunta — Eu tenho – ela fala – eu quero pipoca. — Vou pedir para fazer – ele fala dando um beijo na testa dela. Alexandre se dedica de mais por essa menina e a gente não sabe exatamente qual era a intenção dele por ela, mas essa menina era super apegada a ele também e ele estava com ela quase o tempo todo. — Ela tinha mencionado algo sobre não ir ao balé? — Eu não perguntei – eu respondo – e ela também não me disse nada, você sabe que ela está assim cada vez mais , ela quer ficar aqui. — Eu sei – Alexandre fala – ela tem esperança que a mãe acorde a qualquer momento – ele fala olhando para filha. — Eu sempre disse que seria assim, se ela tivesse aqui – ele me olha – a gente conversa com ela e explica que a mãe pode não acordar. — Eu vou arrumar a pipoca para ela – Alexandre fala saindo. Pedro e Alexandre brigaram muito no começo, mas Pedro teve que aceitar até porque ele era o pai, eu me aproximo dela quie abre um sorriso e se aproxima da mãe e encosta na mão de Lorena cantando. — Tum, tum, tum, tum — Meu coração está batendo Tum, tum, tum, tum Ele bate até mais forte Tum, tum, tum, tum Hoje é um dia especial Mamãe você é mesmo genial — Eu te amo! – ela cantava para a mãe dela e eu abro um sorriso vendo a cena, ela encostava a mão no coração e depois o ouvido para sentir o coração de Lorena. Já que a gente sempre disse a ela que enquanto o coração bater, ela estava viva. Uma lagrima desce pelos meus olhos e eu respiro fundo. A minha vida se tornou a minha filha e a minha neta, eu sei poucas coisas da Rocinha, algumas coisas que Joana me conta quando eu ligo para lá, sei que estão bem e isso deixa o meu coração tranquilo, Marcos casou e teve duas filhas gêmeas com Rafaela e já estão com mais de um ano de idade. Eu não sinto magoa dele, ele fez o que ele acha justo, seguindo as regras que impôs, Lorena não foi santa e prejudicou muita gente, eu rezo todos os dias que Deus de a chance dela recomeçar. — Volta para mim mamãe Lorena – ela fala para ela – eu sou sua filha e quero você.
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