Lorena narrando
Alexandre tinha me deixado ficar o tempo que eu quisesse no banho e para mim isso foi renovador, desde que eu acordei tudo está tão bagunçado na minha cabeça.
— E Carlos e Marcela? – eu pergunto para ele e ele me encara.
— Foram condenado a morte, depois de serem presos.
— E já foram executado? – eu questiono
— No mesmo dia da sentença.
— Ele tentou me matar.
— Quando? – Alexandre pergunta
— No dia que eu acordei – ele me encara sem entender nada – as coisas estão bagunçadas de mais na minha cabeça.
— VocÊ lembra onde você estava antes? – ele pergunta.
É claro que eu lembro de tudo, que estava no morro da rocinha, que me relacionei com Marcos e até mesmo disse que eu amava ele, que queriqa mudar para ficar lá e ele me entregou para todas aquelas pessoas.
— Estava escondida de você – eu olho para ele – eu iria matar você no dia da sua posse, tentei te matar no dia do jantar do Brasil também.
— Eu sei – ele fala me encarando – quem tirou a bebida da minha mão foi o dono da rocinha.
— Ele te contou?
— Naquela mesma noite.
— E você não ficou com raiva de mim?
— Fiquei e confesso que iria descontar ela – ele fala me olhando – erramos tanto um com o outro.
— E a Maria Julia?
— O que tem?
— Ela é sua filha mesmo? – ela pergunta
— Assim disse o DNA, você já estava gravida quando fugiu, quando te encontramos ela foi um milagre – ele fala – na vida de todos nós.
— E você tem sua herdeira – eu olho para ele.
— Eu não a vejo como herdeira – ele fala – você pode não acreditar.
— Eu não acredito – eu respondo – te falo isso mesmo sabendo que estou vulnerável a você e você pode me matar.
— Eu não vou fazer isso.
— Pela Maju? – eu pergunto
— Eu nunca quis te matar como você tentou diversas vezes – ele fala – o máximo que eu iria fazer era te deixar trancada para o resto da sua vida, te enviar para qualquer clinica psiquiátrica.
— Parabéns você não é um assassino.
— Deixa essa discussão para lá – ele fala me olhando – precisamos pensar que a nossa filha te quer bem – eu começo a chorar
— Eu jamais vou ficar bem, olha para mim – ela fala me encarando – eu estou invalida, eu não consigo me mexer dirieto, comer, nem beber uma água sozinha, esse era o castigo que eu tinha que ter por todas as vidas que eu matei e prejudiquei? A morte era pouco Alexandre, agora eu dependo de todos, tenho que usar fralda porque não consigo ir ao banheiro sozinha. A única coisa que ainda me deixa viva por incrível que pareça, é a Maju – ele limpa as lagrimas que desce do meu rosto – eu quero sair do banho.
— Vem – ele fala.
Ele me ajuda a sair do banho me coloca na cadeira, ele me seca, me veste e coloca a fralda, ele seca os meus cabelos com o secador e penteia ele também lentamente.
Os médicos já me disseram que eu tinha perdido o coro cabeludo e que tiveram que fazer implante, assim como os meus dentes foram implante e as minhas unhas também.
Eu jamais vou esquecer aquele dia, aquele dia sempre vai me perseguir.
Ele me coloca na cama e abaixa as luzes do quarto, ele se senta na poltrona me encarando e eu encaro ele, o silencio toma conta do quarto e eu queria tanto está na cabeça dele para saber o que ele está pensando.
Marcos narrando
Eu tinha achado esse colar dentro da boca embaixo de um armário e era o colar da Lorena e acho que era por isso que ela não saia da minha cabeça.
— Marcos – Rafaela entra na boca e consigo guardar o colar – você nem sabe.
— O que foi? – eu questiono
— Aconteceu algo e eu estou tremendo – ela fala.
— O que foi? Com as meninas? 0o que aconteceu com elas? – eu pergunto me levantando rápido.
— Não – ela fala me encarando – comigo.
— O que aconteceu com você?
— Estou grávida – ela tira o exame do bolso
— Você está o que?
— Grávida – ela fala – eu estou tremendo, eu sei as meninas estão com 1 ano e 6 meses e são duas, mas eu estou tremendo.
— Você disse grávida? Porque não me falou que foi fazer o exame?
— Eu fui na ginecologista e ela me pediu antes de fazer o diu e deu positivo – ela fala – eu sei que a gente conversou que a gente não teria mais filhos mas – eu me aproximo e beijo ela.
— Você sabe como me fazer feliz.
— A gente não querisa Marcos.
— Mas Deus mandou – eu falo para ela – você tem noção de quantas coisas boas estão acontecendo em nossas vidas? – ela abre um sorriso.
— Eu não vejo a hora de contar para as meninas.
— Elas nem vão entender – eu falo para elas.
— E se vem nosso menino – ela fala sorrindo
— Será muito bem vindo – ela me abraça forte e eu beijo a testa dela.