Material Promocional

2009 Palavras
Visão de Lindsey Suspirei quando cheguei à minha última aula. Era Inglês, e de longe a minha favorita. No entanto, quando entrei mancando e coloquei minha mochila na minha mesa, a Sra. Jones parecia menos do que satisfeita. "Levantem a mão quantos de vocês já começaram o seu romance?", ela perguntou, e a minha, mais outras duas mãos se levantaram enquanto todo mundo se remexia em suas cadeiras e evitava o olhar dela. "Eu preciso lembrar que eu quero um bom romance com pelo menos 60.000 palavras", disse a Sra. Jones com raiva. "100.000 é preferível." Ela suspirou. "O romance vai valer pelo menos metade da sua nota", ela disse calmamente, fazendo a mandíbula de todos caírem. "Confio que vocês estão vendo a urgência disso agora?" ela rosnou. A classe começou a falar em sussurros que se espalharam por toda a sala enquanto a Sra. Jones cruzava os braços e observava todo mundo. "Caramba, por que ela não nos disse isso antes?" "Eu teria começado mais cedo se soubesse que valia metade da minha nota." "Estou ferrado. Não faço ideia do que escrever." "O que vou fazer? Eu vou reprovar", reclamou outro aluno, soando completamente histérico. A classe ficou ainda mais barulhenta. Eu me contorci com todo o barulho. O ar cheirava a desespero. A Sra. Jones gritou. "Chega. Eu estou estendendo o prazo da tarefa até depois do baile, mas é só isso. Sejam gratos por eu estar fazendo isso. Eu avisei para vocês começarem o romance imediatamente e vocês deviam ter ouvido. Agora, peguem suas coisas, vocês podem usar essa aula para preparar o esboço do seu romance." Houve silêncio enquanto todos pegavam papel e canetas de suas mochilas, com expressões franzidas em seus rostos enquanto começavam a se concentrar em seus romances. Eu comecei a escrever feliz, perdendo completamente a noção do tempo enquanto me perdia na minha escrita. Fiquei chocada quando o sinal tocou e os alunos começaram a fazer fila para sair pela porta. O tempo passou tão rápido. Acho que o tempo voa quando você está realmente se divertindo. "Só um minuto, Lindsey", chamou a Sra. Jones, e hesitei, colocando minhas coisas de volta na mochila lentamente. Eu havia feito algo errado? Ela não parecia brava, pensei confusa enquanto colocava minha mochila no ombro e relutantemente me aproximava de sua mesa. "Está tudo bem", disse a Sra. Jones amigavelmente quando viu a expressão no meu rosto. "Só queria verificar como você está se saindo com seu romance. Está encontrando algum problema?" Balancei a cabeça. "Na verdade, fiz bastante progresso." Estava orgulhosa disso. "Posso perguntar sobre o que é?" Hesitei. "É sobre um ômega que está em uma matilha odiosa que a trata como uma serva, mas um dia ela consegue escapar da matilha e se torna uma jornalista bem-sucedida." A Sra. Jones me deu um sorriso irônico. "Uma espécie de biografia, então", disse um pouco triste. Ela era uma das poucas professoras que me tratavam gentilmente. "Mais ou menos", eu murmurei. Me contorci, me sentindo desconfortável. Evitei seus olhos. A Sra. Jones se levantou, pegando sua própria mochila. "Bom, se você precisar de alguma coisa, você sabe que pode me procurar. Vou te ajudar da maneira que puder", ela prometeu e eu assenti suavemente. Ela olhou para o lado e por um momento jurei ver lágrimas em seus olhos. "Cuide-se, Lindsey, e tenha cuidado ao voltar para a casa da matilha", disse com desdém e saiu da sala. Suspirei e saí, indo em direção às áreas externas da floresta. Embora eu realmente não tivesse muito tempo, passei alguns minutos procurando pelo Max. "Max", chamei, procurando o husky cinza e branco que estava tão magro e faminto. "Aqui, menino, aqui, menino", chamei, esperando que ele viesse até mim. Até bati nas minhas coxas, esperando que ele me ouvisse de longe e viesse correndo. Caminhei um pouco pela floresta, esperando ver um vislumbre dele, mas não tive tanta sorte e meu ânimo diminuiu. Não havia sinal dele e eu não podia arriscar procurá-lo por muito tempo. Levaria algumas comidas aqui amanhã na escola e tentaria novamente, mas por enquanto, eu precisava ir para a casa da matilha e começar minhas muitas tarefas. Hoje era dia de lavar roupa, o que significava pilhas e pilhas de roupas para lavar, secar e organizar. Ainda bem que tínhamos um varal enorme nos fundos da casa da matilha. Comecei a caminhar, pegando os caminhos menos movimentados, principalmente por covardia. Eu sabia que a Tiffany e os outros pegariam as estradas principais para chegar em casa mais rápido, nos seus carros chiques com seus amigos, e eu não estava com vontade de encontrar nenhum deles. Corri um pouco, percebendo que tinha levado um pouco mais de tempo do que pensava, procurando o Max. A casa da matilha começou a ficar visível, minha respiração superficial, suor escorrendo pela minha testa. Entrei na casa da matilha, sentindo as costas apertadas. Sabia que isso significava que minhas costas estavam começando a se curar, mas isso não aliviava a sensação de dor incessante. Sem falar com ninguém, subi as escadas, começando pelo último andar. O Alpha e a Luna nunca me permitiriam entrar em seu quarto, então não precisava me preocupar com a roupa deles. Em vez disso, comecei no quarto do Mason, que, graças a Deus, estava vazio, peguei sua cesta de roupa suja e a carreguei para baixo, colocando-a na lavanderia, e voltei rapidamente. Entrei em outros dois quartos que eram verdadeiros chiqueiros, pegando roupas sujas do chão e jogando-as em suas cestas, descendo com as duas delas e jogando-as na lavanderia. O quarto do Derek era o próximo e hesitei do lado de fora da porta, lembrando do que aconteceu da última vez que entrei em seu quarto. Uma imagem dele nu, na cama, a mão em seu m****o, movendo para cima e para baixo, surgiu em minha mente sem ser convidada, e engoli em seco. Minha mão tremia quando bati na porta. "Olá", gritei com a voz trêmula. Por favor, Deus, que não esteja lá, pensei, cruzando os dedos. Não houve resposta. Esperei. Nada. Abri a porta e comecei a rezar, mas não havia ninguém lá e entrei rapidamente, indo direto para o banheiro e agarrando o cesto. Eu o peguei e o levei para fora do quarto e desci as escadas até a lavanderia, antes de colocá-lo na máquina de lavar industrial com as outras roupas, ligando a máquina e deixando-as serem lavadas. Havia muita roupa no varal e peguei algumas cestas vazias e as levei para fora, sob o sol quente. Comecei a desfazer os pregadores, deixando as roupas caírem na cesta e suspirando profundamente conforme a cesta ia enchendo. Eu me assustei ao ouvir risadas e vozes, me escondendo atrás de um lençol. "Você é tão engraçado", disse Tiffany enquanto eu espiava pelo lençol e a vi com Derek, de mãos dadas, andando pelos jardins, quase em minha frente. Houve uma pausa e senti uma pequena dor aguda no abdômen, o que me fez curvar. Mordi o lábio para não gritar e virei meus olhos para ver, vendo Tiffany e Derek se beijando, a mão dele no ombro dela, o cabelo dela caindo sobre ele. Uma pontada de ciúmes me atingiu e eu quase recuei. Desde quando eu sentia ciúmes de Tiffany? Ela podia ter Derek até onde eu estava preocupada. Ele só me trouxe problemas. Mas parte de mim era atraída por ele, mesmo assim, como uma mariposa para a chama. Me repreendi por ser boba, me endireitei e comecei a pegar mais roupa enquanto eles viravam e começavam a se afastar, em direção ao ringue de treinamento, onde, sem dúvida, Derek iria treinar. Enchi três cestas antes de entrar em casa e começar a tarefa interminável de dobrar. Todas as roupas têm nomes nelas para facilitar a separação para nós ômegas. Estava completamente envolvida na minha tarefa quando Sandy, outro ômega, apareceu na porta, mexendo com as mãos. "Lindsey", ela chamou, chamando minha atenção. "A Luna Chelsea e sua madrasta Beth gostariam de falar com você." Fiquei surpresa, mas era comum Beth fazer visitas a Luna Chelsea, que era uma boa amiga dela. "Minha madrasta está aqui?" perguntei cautelosamente. Bem, essa foi uma pergunta i****a, pensei sarcasticamente, Sandy não tinha acabado de me dizer que ela estava? Que bom, Lindsey. Sandy revirou os olhos. "Sim, por que você acha que estou aqui?", ela perguntou sarcasticamente. "Onde elas estão?", perguntei resignada. "Na sala de estar formal", ela respondeu, virou-se e saiu enquanto eu a olhava desanimada. Me perguntei o que elas queriam. Não era comum Beth me pedir para vê-la e sempre assumi que era porque ela tinha vergonha de ter uma enteada ômega. Ela definitivamente agia assim. Reuni minha compostura e saí da lavanderia, fazendo uma nota mental para voltar e terminar de dobrar, e caminhei em direção à sala de jantar formal, onde apenas certas pessoas eram permitidas entrar, principalmente a Luna e o Alpha e seus amigos. Entrei nervosamente, vendo Beth sentada em um chiasse formal com Luna Chelsea, ambas conversando, o que parou imediatamente quando entrei na sala. Beth se levantou e se aproximou de mim, me abraçando e me dando um beijo nas bochechas, enquanto eu franzia a testa perplexa. "A garota que eu queria ver", disse ela radiante. Juntei as mãos e esperei educadamente que elas me dissessem o que queriam. Eu não era ingênua. Elas queriam algo de mim. Luna Chelsea me deu um sorriso amigável. Havia uma grande caixa ao lado dela, selada, com o nome de Tiffany estampado por toda parte. Minha curiosidade despertou. "Lindsey", disse Luna Chelsea, "há um favor que precisamos pedir a você. Veja bem, Beth se ofereceu para que você faça algo para mim e para Tiffany, por assim dizer", disse ela descontraidamente. Tenho certeza de que meu rosto ficou como uma nuvem de trovão naquele momento. Beth tossiu. "Tiffany, como você sabe, está concorrendo a rainha do baile e eu a ofereci para colocar os cartazes de campanha dela pela escola." Eu pisquei. Elas tinham que estar brincando. Era demais. Elas queriam que eu colocasse os cartazes de campanha da minha atormentadora pela escola para ela. Eu queria rir alto. "Desculpe", disse devagar e um pouco sarcasticamente, sem pensar racionalmente naquele momento, depois de ter tido um dia longo e exaustivo na escola, "a Tiffany não tem duas mãos capazes de fazer isso sozinha?" Houve um silêncio constrangedor. Beth parecia envergonhada. Luna Chelsea parecia surpresa com meu sarcasmo. Minhas mãos estavam cerradas em punhos. Eu não podia fazer isso. Beth se levantou lentamente, segurando meu queixo com força com uma mão e olhando nos meus olhos. "Como ousa ser uma pirralha tão ingrata", ela rosnou. "Você fará o que eu pedir ou sofrerá uma punição de seu pai", acrescentou. Fiquei boquiaberta. Ela não ousaria, ousaria? Eu queria gritar com ela. Como você ousa me ameaçar? Como você ousa me fazer isso? Tiffany era como um parasita, sugando toda a minha felicidade. Beth era um monstro, eu fervia de raiva. Luna Chelsea levantou-se e ficou de pé sobre mim com seu corpo alto e esbelto. Ela puxou a mão para trás e me deu uma bofetada. "Você vai colar os pôsteres amanhã, por ordem da Luna", disse ela gelidamente, "está entendido, Lindsey?" Eu abaixei a cabeça. Não podia recusar as ordens da Luna, por mais que quisesse. Apertei os dentes. "Sim, Luna Chelsea", cuspi as palavras. Ela pareceu querer me bater novamente, mas Beth a segurou pelo braço. "Ela fará o que pedimos", sussurrou para a Luna, que relaxou, sentando-se de volta no sofá e pegando seu vinho, com Beth se juntando a ela. A Luna acenou com a mão para mim. "Você pode sair", disse ela displicentemente, "certifique-se de fazer suas tarefas e depois volte para pegar essa caixa. Ela contém os pôsteres da Tiffany." Sai furiosa. Por que, pensei amargamente, tudo acontece comigo e nada nunca acontece com a Tiffany? Por que ela é poupada de todo sofrimento e tormento? Por que a deusa da lua me deu esta existência insignificante?
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