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880 Palavras
Morte Eles estavam se matando e eu estava de olho na Karina. Eu vi quando ela saiu e vi dois homens indo atrás dela. Quando as meninas voltaram falando que não tinham achado ela, eu disse que ela tinha saído do camarote correndo. Ela veio na Cidade Alta algumas vezes, mas ela não conhece o morro muito bem. Eu comecei a andar, olhando de um lado para o outro, e foi aí que eu escutei o grito dela. Eu comecei a tremer de nervoso e corri na direção. Quando eu vi, um dos filhos da p**a estava rasgando o vestido dela. Eu me aproximei devagar e ela não me viu. E foi aí que eu escutei um deles falar: — Calma aí, gordinha. Você tem que agradecer, pô. A gente vai te comer firme hoje. — Até que você é bonita, é gostosinha. Tá me dando um t***o da p***a. Olha como meu p*u tá duro. Coloca a mão. Eu não pensei nisso. Tirei a arma da cintura e dei um tiro na cabeça de cada um. Ela me olhou assustada, com o vestido rasgado, e começou a chorar. Eu me aproximei dela e falei: Morte: Vamos sair daqui. Karina: Eu não vou voltar pra aquele baile. Eu não vou mais chegar perto daquele i****a do TH. Morte: Suave. Você não precisa voltar pro baile. Karina: Você não precisa fingir que se preocupa. Morte: Qual foi? Eu acabei de salvar sua vida e você vai ficar me tratando m*l? Karina: Veio atrás de mim pra terminar o que aquele i****a começou no baile? Morte: Eu não sou igual a ele. Agora vamos. Eu comecei a andar subindo o morro e ela veio atrás de mim. Chegamos em uma das minhas casas e eu abri a porta para ela entrar. Ela me encarou séria, ainda limpando as lágrimas, e eu falei: — Aqueles idiotas chegaram a fazer alguma coisa com você? Karina: Não. Morte: Eu vou avisar sua mãe que eu te encontrei. Karina: Não, por favor. Eu não quero ninguém me consolando. Morte: Ela vai ficar preocupada. Karina: Eu vou mandar uma mensagem. Morte: Para de chorar. Karina: Eu não queria ter colocado esse vestido, mas a Valentina achou que era uma boa ideia. Eu sabia que eu estava horrível, mas eles ficaram me elogiando e eu acabei acreditando que eu estava bonita. Morte: E você é bonita. Karina: Não precisa me elogiar por pena. Morte: Eu não estou fazendo nada por pena. Olha, o TH é um i****a. Ele não tinha e não tem o direito de falar daquele jeito com você. E você tem que parar de ficar chorando por causa de caras que nem ele. Olhei para o joelho dela que estava ralado. Pelo visto, ela correu tentando fugir dos dois idiotas. Vim até a cozinha e peguei um kit de primeiros socorros. Me aproximei devagar do joelho dela e pedi para ela esticar. Comecei a limpar e ela ficou me encarando séria. Karina: Você não precisa cuidar de mim. Eu revirei os olhos e continuei o que eu estava fazendo. — Aí, isso arde. Morte: Foi m*l. Pronto, já está limpo. Karina: Obrigada. Agora é melhor eu ir. Morte: Marca um dez, se acalma. Eu vou procurar alguma coisa pra você colocar por cima desse vestido. Karina: Eu duvido que alguma coisa sua caiba em mim. Morte: Qual é o seu problema, cara? Karina: Como assim? Morte: Por que você fica se colocando pra baixo o tempo todo? Eu, hein. Eu sou bem mais alto que você, é claro que as minhas camisas cabem em você. Vem, vamos lá em cima. Subimos a escada, e eu não sei por que ela fica fazendo isso com ela mesma, tá ligado? Ela está acima do peso, sim, mas ela é bonita pra c*****o. Mas pelo visto, o espelho da casa dela tá pique aquele da madrasta da Branca de Neve, surtadão. Peguei uma camisa minha e joguei em cima dela. Ela ficou me encarando séria e colocou a camisa por cima. Karina: Valeu. — ela falou tímida. Morte: Quer comer alguma coisa? Karina: E...e...eu não estou com fome. Morte: Vou mandar um vapor pegar uma pizza. Quer açaí? Karina: Acho melhor não. Morte: Ih, qual foi? Karina: Eu não quero comer muito. Estou tentando fazer dieta. Morte: Hoje você não vai fazer p***a nenhuma. Estamos comemorando que eu assumi a Cidade Alta. Tá tudo liberado. Vou pedir pizza, açaí e batata. Amanhã tu faz dieta. Mas se liga, não precisa se sentir culpada. Eu peço uma Coca Zero pra equilibrar — eu falei, e ela sorriu. E que sorriso lindo, p**a que pariu. Desci a escada, peguei meu rádio e passei a visão pro vapor. Depois subi de novo e ela estava sentada na cama, mexendo no celular. — Já pedi ao vapor pra ir na lanchonete. Se liga, coloca alguma coisa aí pra gente ver. Karina: O que você gosta de ver? Morte: Se não for meloso, tá de boa. Mandou mensagem pra tua mãe? Karina: Mandei. Morte: Então é isso. Eu vou tomar um banho rápido — falei tirando a camisa, e ela ficou vermelha e automaticamente olhou para o chão. Karina: É...e...eu vou procurar uma comédia romântica. Morte: Já é — falei entrando no banheiro.
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