Mais um novo capítulo cheio de mistério, apreciem a leitura
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— Ah, droga — pensei após verificar o quarto onde ele deveria estar.
— Onde caralhos você se meteu?
Minha mente trabalhava a mil.
— Conseguiste encontrá-lo? — perguntou Namjoon pelo auscultador.
Não consegui emitir nenhum som.
— Então não — deduziu ele.
— Isso é sério? — pude ouvir a voz de Jenny. — Tudo isso por alguém que a gente nem conhece?
Ela foi completamente ignorada.
Uma explosão ecoou na ala oeste, e percebi que aquele era o sinal para eu me retirar dali.
Mas eu me recusava a sair sem ele.
Continuei avançando, mesmo contra os pedidos dos outros. Já estava ficando de saco cheio. A vontade de arrancar aquele maldito comunicador dos meus ouvidos era enorme — aquilo estava me irritando profundamente.
Cheguei à parte do jardim.
E, sinceramente, era muito bonito e tranquilo.
Antes que eu fosse embora dali, ouvi uma melodia linda. Calmamente, me aproximei e vi alguém cantando, completamente alheio ao caos que acontecia a poucos metros dali.
Foi então que senti.
Feromônios de amoras silvestres sendo empurrados pelo vento em minha direção.
Não consegui conter o sorriso que surgiu em meu rosto.
Aproximei-me mais.
Era realmente ele.
— Até que enfim você chegou — disse ele, ainda sem olhar para mim.
E então tive certeza.
Eu havia encontrado quem procurava.
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[...]
Autora ON
Na carrinha atrás do hospital estavam Jenny ao volante, Taeyhung — que acabara de entrar após plantar mais um explosivo no hospital — e Namjoon, responsável pela comunicação.
— Melhor irmos antes que descubram que fomos nós que fizemos isso — disse Jenny, ligando a carrinha. Ela estava irritada por ter sido tirada de casa para ajudar a resgatar alguém em quem não confiava, e ainda por cima para salvar outra pessoa que nem conhecia.
Para ela, aquilo era inaceitável.
— Eu até iria — respondeu Namjoon —, mas prometi ajudar. E não é do meu feitio quebrar promessas.
— Se vocês quiserem ir, podem ir. Mas sem eles eu não saio daqui — disse Taeyhung com firmeza.
Jenny revirou os olhos.
— Oppa, você deveria esquecer tudo isso e seguir em frente. É simples.
Mais uma vez, ela foi completamente ignorada.
Sem querer esperar mais, colocou a carrinha em marcha para sair dali.
— O que estás a fazer? — perguntou Taeyhung.
Mas antes que Jenny pudesse responder, a porta da carrinha foi aberta com brutalidade.
Yongui entrou às pressas, acompanhado por outro ômega.
— Vamos.
Foi a única coisa que disse.
— Do que estás à espera, Jenny? — perguntou Namjoon, já alterado. — Dá partida nisso!
Jenny arrancou com a carrinha e só parou quando chegaram à mansão.
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Durante quase todo o caminho, o silêncio dominou o veículo.
Taeyhung e Namjoon estavam curiosos com a nova presença — principalmente Namjoon.
Jenny continuava desconfiada.
Já Yongui e seu acompanhante dormiram a viagem inteira, completamente alheios ao clima tenso ao redor.
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[...]
Yongui ON
Ao chegar à mansão, percebi pelo brilho no olhar dele o quanto havia gostado do que via.
Não dei muitas explicações aos outros. Resolveria isso depois.
Primeiro, precisava falar com ele.
Segurei-o pelos ombros e o puxei em direção ao primeiro andar, onde ficavam os quartos de hóspedes. A cada passo, percebia sua animação quase infantil.
Entramos no quarto, e ele imediatamente começou a explorar o lugar como uma criança em um parque de diversões.
Era… até fofo.
Retirei minhas roupas e fui para o banheiro me livrar da sujeira do dia. Não demorou muito para que ele se juntasse a mim no banho.
Depois disso, fomos ao closet vestir algo.
Ele rapidamente escolheu um conjunto rosa — um moletom e uma minissaia — enquanto eu preferi algo mais confortável e menos chamativo.
Sentamo-nos na enorme cama, e ele logo se deitou, apreciando a maciez do colchão.
Ah, antes que a conversa comece, deixe-me apresentá-lo.
Este é meu hyung, Seokjin. Kim Seokjin.
Assim como eu, Jin também esteve naquele maldito laboratório. Nós éramos o apoio um do outro.
Mas, diferente de mim — que praticamente nasci lá —, ele foi sequestrado, assim como Jimin.
Só que, em vez de morrer… foi modificado.
Como ele já era extremamente forte e inteligente para um beta, decidiram transformá-lo em um alfa.
A experiência não foi um fracasso.
Mas também não foi exatamente um sucesso…
(O resto contaremos aos poucos: o motivo de ele ter ido parar em uma clínica psiquiátrica, por que foi escolhido, entre outras coisas.)
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— Min, me diz uma coisa — perguntou ele ainda deitado. — Como você conseguiu dinheiro para comprar essa casa?
Olhou ao redor.
— Sério… cada passo aqui é luxo. Parece que a única coisa pobre nessa casa sou eu.
Ele riu.
— Mas você demorou muito para ir me buscar.
Não respondi.
— Hmmm… então continua com o mesmo problema?
Desta vez ele me olhou.
Limitei-me a acenar com a cabeça.
Ele se sentou e me puxou para o colo, me envolvendo em um abraço.
Algo que eu não recebia há anos.
Ficamos assim por alguns minutos.
Só depois de confirmar que eu estava bem ele me soltou. Voltou a se deitar, mas dessa vez segurando minha mão.
— Desculpa — murmurei.
— Deixa isso para lá — disse, fechando os olhos. — Já é passado.
Depois abriu um sorriso malicioso.
— Agora temos que focar no presente… e em quem a gente precisa dar um bom futuro.
Consigo imaginar exatamente no que ele está pensando.
— E então… — continuou — de quem é realmente esta casa? Quem são aqueles dois? Como conseguiu fugir? Como está o plano? Quantas pessoas morreram?
Disparou tudo de uma vez.
Passamos duas horas conversando, colocando os assuntos em dia e saciando sua curiosidade. Em vários momentos pude ver aquele sorriso sádico aparecer em seu rosto.
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Batidas na porta interromperam nossa conversa.
Um empregado nos chamou para o jantar.
Jin ficou extremamente feliz.
Quando chegamos à sala, todos já estavam à mesa.
Sentei Jin à esquerda de Namjoon e me sentei ao lado dele. Logo depois Taehyun apareceu e se grudou em meu braço como sempre.
Seokjin observava a mesa cheia de comida com olhos famintos.
Mas não se serviu.
Ele esperava permissão.
— Acho que antes de começarmos a refeição devemos conhecer nosso novo convidado — disse Namjoon.
— Ah, claro — respondeu Jin.
Endireitou-se na cadeira.
— Meu nome é Kim Seokjin. Sou o braço direito de Min Yongui. Tenho 29 anos, mas logo farei 30… infelizmente. Embora nem pareça.
Ele sorriu, convencido.
Revirei os olhos.
— Agradeço por cuidarem do Yongui durante minha ausência. Mesmo ele não falando muito… espero que possamos nos dar bem.
Taehyun se inclinou para frente, interessado.
— Você poderia nos contar por que foi parar em um hospital psiquiátrico?
— Ah, isso? — respondeu Jin com desdém. — Eu só estava me defendendo de alguns alfas escrotos que tentaram me estuprar.
A mesa ficou silenciosa.
— Acabei exagerando um pouco… — continuou tranquilamente. — Não era para matar. Só queria parar o coração deles por alguns minutos e depois ressuscitá-los.
Deu de ombros.
— A culpa não é minha se eles eram fracos demais. Estragaram toda a minha diversão.
Fez um bico quase infantil.
Percebi que Namjoon esboçou um leve sorriso… que desapareceu rapidamente.
— Quantos eram? — perguntou Hoseok.
— Cinco. Todos tiveram esse fim trágico. Que pena… — respondeu Jin. — Nenhum sobreviveu para contar a história.
Ele sorriu.
— Foi por causa desse incidente que conheci Yongui.
Taehyun então perguntou:
— Só para confirmar… você é Alfa ou Ômega?
Um sorriso provocador apareceu em seu rosto.
O clima ficou pesado.
Eu sabia que aquele era um assunto delicado.
Vi o olhar assassino surgir nos olhos de Jin — o mesmo olhar de alguém que já imaginou mil maneiras diferentes de transformar aquela sala em um mar de sangue.
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