🩸Amoras Silvestres🩸

1325 Palavras
Mais um novo capítulo cheio de mistério, apreciem a leitura {=======================================} — Ah, droga — pensei após verificar o quarto onde ele deveria estar. — Onde caralhos você se meteu? Minha mente trabalhava a mil. — Conseguiste encontrá-lo? — perguntou Namjoon pelo auscultador. Não consegui emitir nenhum som. — Então não — deduziu ele. — Isso é sério? — pude ouvir a voz de Jenny. — Tudo isso por alguém que a gente nem conhece? Ela foi completamente ignorada. Uma explosão ecoou na ala oeste, e percebi que aquele era o sinal para eu me retirar dali. Mas eu me recusava a sair sem ele. Continuei avançando, mesmo contra os pedidos dos outros. Já estava ficando de saco cheio. A vontade de arrancar aquele maldito comunicador dos meus ouvidos era enorme — aquilo estava me irritando profundamente. Cheguei à parte do jardim. E, sinceramente, era muito bonito e tranquilo. Antes que eu fosse embora dali, ouvi uma melodia linda. Calmamente, me aproximei e vi alguém cantando, completamente alheio ao caos que acontecia a poucos metros dali. Foi então que senti. Feromônios de amoras silvestres sendo empurrados pelo vento em minha direção. Não consegui conter o sorriso que surgiu em meu rosto. Aproximei-me mais. Era realmente ele. — Até que enfim você chegou — disse ele, ainda sem olhar para mim. E então tive certeza. Eu havia encontrado quem procurava. --- [...] Autora ON Na carrinha atrás do hospital estavam Jenny ao volante, Taeyhung — que acabara de entrar após plantar mais um explosivo no hospital — e Namjoon, responsável pela comunicação. — Melhor irmos antes que descubram que fomos nós que fizemos isso — disse Jenny, ligando a carrinha. Ela estava irritada por ter sido tirada de casa para ajudar a resgatar alguém em quem não confiava, e ainda por cima para salvar outra pessoa que nem conhecia. Para ela, aquilo era inaceitável. — Eu até iria — respondeu Namjoon —, mas prometi ajudar. E não é do meu feitio quebrar promessas. — Se vocês quiserem ir, podem ir. Mas sem eles eu não saio daqui — disse Taeyhung com firmeza. Jenny revirou os olhos. — Oppa, você deveria esquecer tudo isso e seguir em frente. É simples. Mais uma vez, ela foi completamente ignorada. Sem querer esperar mais, colocou a carrinha em marcha para sair dali. — O que estás a fazer? — perguntou Taeyhung. Mas antes que Jenny pudesse responder, a porta da carrinha foi aberta com brutalidade. Yongui entrou às pressas, acompanhado por outro ômega. — Vamos. Foi a única coisa que disse. — Do que estás à espera, Jenny? — perguntou Namjoon, já alterado. — Dá partida nisso! Jenny arrancou com a carrinha e só parou quando chegaram à mansão. --- Durante quase todo o caminho, o silêncio dominou o veículo. Taeyhung e Namjoon estavam curiosos com a nova presença — principalmente Namjoon. Jenny continuava desconfiada. Já Yongui e seu acompanhante dormiram a viagem inteira, completamente alheios ao clima tenso ao redor. --- [...] Yongui ON Ao chegar à mansão, percebi pelo brilho no olhar dele o quanto havia gostado do que via. Não dei muitas explicações aos outros. Resolveria isso depois. Primeiro, precisava falar com ele. Segurei-o pelos ombros e o puxei em direção ao primeiro andar, onde ficavam os quartos de hóspedes. A cada passo, percebia sua animação quase infantil. Entramos no quarto, e ele imediatamente começou a explorar o lugar como uma criança em um parque de diversões. Era… até fofo. Retirei minhas roupas e fui para o banheiro me livrar da sujeira do dia. Não demorou muito para que ele se juntasse a mim no banho. Depois disso, fomos ao closet vestir algo. Ele rapidamente escolheu um conjunto rosa — um moletom e uma minissaia — enquanto eu preferi algo mais confortável e menos chamativo. Sentamo-nos na enorme cama, e ele logo se deitou, apreciando a maciez do colchão. Ah, antes que a conversa comece, deixe-me apresentá-lo. Este é meu hyung, Seokjin. Kim Seokjin. Assim como eu, Jin também esteve naquele maldito laboratório. Nós éramos o apoio um do outro. Mas, diferente de mim — que praticamente nasci lá —, ele foi sequestrado, assim como Jimin. Só que, em vez de morrer… foi modificado. Como ele já era extremamente forte e inteligente para um beta, decidiram transformá-lo em um alfa. A experiência não foi um fracasso. Mas também não foi exatamente um sucesso… (O resto contaremos aos poucos: o motivo de ele ter ido parar em uma clínica psiquiátrica, por que foi escolhido, entre outras coisas.) --- — Min, me diz uma coisa — perguntou ele ainda deitado. — Como você conseguiu dinheiro para comprar essa casa? Olhou ao redor. — Sério… cada passo aqui é luxo. Parece que a única coisa pobre nessa casa sou eu. Ele riu. — Mas você demorou muito para ir me buscar. Não respondi. — Hmmm… então continua com o mesmo problema? Desta vez ele me olhou. Limitei-me a acenar com a cabeça. Ele se sentou e me puxou para o colo, me envolvendo em um abraço. Algo que eu não recebia há anos. Ficamos assim por alguns minutos. Só depois de confirmar que eu estava bem ele me soltou. Voltou a se deitar, mas dessa vez segurando minha mão. — Desculpa — murmurei. — Deixa isso para lá — disse, fechando os olhos. — Já é passado. Depois abriu um sorriso malicioso. — Agora temos que focar no presente… e em quem a gente precisa dar um bom futuro. Consigo imaginar exatamente no que ele está pensando. — E então… — continuou — de quem é realmente esta casa? Quem são aqueles dois? Como conseguiu fugir? Como está o plano? Quantas pessoas morreram? Disparou tudo de uma vez. Passamos duas horas conversando, colocando os assuntos em dia e saciando sua curiosidade. Em vários momentos pude ver aquele sorriso sádico aparecer em seu rosto. --- Batidas na porta interromperam nossa conversa. Um empregado nos chamou para o jantar. Jin ficou extremamente feliz. Quando chegamos à sala, todos já estavam à mesa. Sentei Jin à esquerda de Namjoon e me sentei ao lado dele. Logo depois Taehyun apareceu e se grudou em meu braço como sempre. Seokjin observava a mesa cheia de comida com olhos famintos. Mas não se serviu. Ele esperava permissão. — Acho que antes de começarmos a refeição devemos conhecer nosso novo convidado — disse Namjoon. — Ah, claro — respondeu Jin. Endireitou-se na cadeira. — Meu nome é Kim Seokjin. Sou o braço direito de Min Yongui. Tenho 29 anos, mas logo farei 30… infelizmente. Embora nem pareça. Ele sorriu, convencido. Revirei os olhos. — Agradeço por cuidarem do Yongui durante minha ausência. Mesmo ele não falando muito… espero que possamos nos dar bem. Taehyun se inclinou para frente, interessado. — Você poderia nos contar por que foi parar em um hospital psiquiátrico? — Ah, isso? — respondeu Jin com desdém. — Eu só estava me defendendo de alguns alfas escrotos que tentaram me estuprar. A mesa ficou silenciosa. — Acabei exagerando um pouco… — continuou tranquilamente. — Não era para matar. Só queria parar o coração deles por alguns minutos e depois ressuscitá-los. Deu de ombros. — A culpa não é minha se eles eram fracos demais. Estragaram toda a minha diversão. Fez um bico quase infantil. Percebi que Namjoon esboçou um leve sorriso… que desapareceu rapidamente. — Quantos eram? — perguntou Hoseok. — Cinco. Todos tiveram esse fim trágico. Que pena… — respondeu Jin. — Nenhum sobreviveu para contar a história. Ele sorriu. — Foi por causa desse incidente que conheci Yongui. Taehyun então perguntou: — Só para confirmar… você é Alfa ou Ômega? Um sorriso provocador apareceu em seu rosto. O clima ficou pesado. Eu sabia que aquele era um assunto delicado. Vi o olhar assassino surgir nos olhos de Jin — o mesmo olhar de alguém que já imaginou mil maneiras diferentes de transformar aquela sala em um mar de sangue. {=======================================}
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