Capitulo 27

2450 Palavras
— NÃO! — berrou. — Ele não pode deitar com ela! Ele disse que iria tratá-la friamente pra ela se tocar. — Se acalma amiga. — Sina disse coçando a nuca e olhando para os lados.  Any respirou fundo e sentiu seu celular tocar. Era ele. Passou a mão no rosto e atendeu, fazendo um gesto para que Sina esperasse. — Oi amor... — disse em um muxoxo. — Any! — ele dizia andando de um lado para outro no escritório. — Pode me explicar o porquê você brigou com a Sofya? Ela chegou aqui muito abalada! Any rolou os olhos. Decidiu fazer um teatrinho. — Mas foi ela quem me bateu, eu pedi pra que se afastasse de mim, mas ela não obedeceu e ainda me deu um tapa na cara. — disse começando a imitar um choro. — Oh meu Deus ela me machucou muito. — Mas como assim? — ele disse se preocupando. — Meu amor, você está bem? — Não, eu não estou! — disse fungando. — Eu fui humilhada Josh, ela disse que eu era uma vagabunda, disse que eu era uma c****a no cio, e eu não fiz nada de m*l pra ela, ela que veio implicar comigo. — pôs o dedo na boca, fingindo que estava se sentindo abalada e ofendida com os xingamentos de Sofya. — Amorzinho você não é nada disso. — ele explicou pacientemente. — Não ligue pra ela, sim meu bebê? Any sorriu mordendo o lábio. — Eu não sei Josh. — suspirou. — Ela me ofendeu demais. E ainda disse que tinha "acasalado" com você a noite inteira.  Joshua arregalou os olhos do outro lado da linha.  — Josh eu quero que você seja sincero comigo! Você ainda está transando com ela? — perguntou dessa vez com um nó na garganta. — Mas é claro que não Any! — ele disse, irritado. Quem Sofya achava que era pra ficar inventando esse tipo de coisa? — Desde que nós voltamos eu estou me distanciando dela, estou evitando-a, o que ela disse é mentira. Any suspirou aliviada, mas aquilo durou pouco, Sofya poderia muito bem seduzi-lo, afinal moravam no mesmo teto. E isso ela não poderia impedir. — Me diz uma coisa meu amor. — ele voltou a falar. — Acha que ela sabe da gente? — disse preocupado. Any rolou os olhos. — Não, creio que seja só desconfiança, mas ela sabe que eu dou em cima de você. — olhando as mãos, incomodada com a preocupação dele por Sofya. — Por quê? Te preocupa o fato dela saber algo? — ironizou. — Não, é que eu não quero que seja assim, eu quero conversar... — ela o interrompeu. — Chega Joshua! — impaciente. — Não me importa como essa mulher saiba, eu não dou a mínima! — pôs a mão no rosto. — Josh, se separa logo dela, eu não aguento mais ser humilhada! — disse chorosa, dessa vez não estava mais fingindo. — Eu quero ser sua mulher! — Meu amor, você vai ser a minha mulher. — ele disse com voz aveludada. — Mas você tem que ter paciência neném, eu juro que vou me separar, mas preciso que você me entenda. — Não, eu já estou cheia Josh! — berrou. — Você ainda a ama não é? — chorosa. — Diz. — Any a única mulher que eu amo, é você meu bem. — ela suspirou. — E você sabe disso. — Mas você não demostra que me ama, eu quero ser única Joshua, não vê que isso me machuca? Ele se sentiu extremamente m*l, sabia que aquilo a machucava, mas ele não podia remar contra a maré, tinha que fazer as coisas direito. — Me perdoa meu amor, eu juro pra você, que vai ser mais rápido do que você imagina. Any suspirou. — Tá Josh. — suspirou. — Eu vou desligar. — Está chateada outra vez? — perguntou receoso. — Não. — disse sem ânimo. — Fazer o que não é? Eu vou com a Sina para o AP, posso? — Claro que sim meu amor, você não tem nem que me pedir. — Tá bom. — deu um sorriso de leve. — Vem me ver hoje? — Vou fazer o possível, princesa. — disse olhando uns papéis na mesa. — Provavelmente à noite. — Ok, eu vou esperar você. — ela sorriu com os olhinhos brilhando. — Te amo. — Eu também te amo. Beijo! Os dois se despediram e depois desligaram. Any caminhou até Sina tristemente. — O que foi Any? Ele brigou com você por culpa da v***a? — perguntou curiosa. — Não, eu consegui contornar a situação. — disse enquanto voltavam a caminhar. — Mas sei lá, eu sinto que não vou conseguir tê-lo pra mim tão cedo. — E por que você diz isso Any? — Sei lá... — coçando a nuca. — Ele está preso a essa mulher como um macaco! Parece que deixa-la é a coisa mais difícil do mundo.  As duas chegaram até o fusquinha vermelho e Any abriu a porta. — E ela é ridícula. — Sina riu, enquanto entravam. — Mulherzinha s*******o. Nossa ela arranhou seu pescoço. — apontando e Any olhou no retrovisor. — Desgraçada! — bufou. — Eu preciso fazer alguma coisa, eu preciso do Josh, preciso que ele largue essa mulher logo... — ligando o fusquinha. — Vamos pensar em algo, tem que ter uma solução cachorra. — ela matutou pensativa. — Liga essa p***a logo! — vendo Any se esforçando pra tentar ligar o fusquinha. — Por que não manda o Beauchamp te dar um carro novo? Any gargalhou. — Ele já me ofereceu, mas eu não quis, imagina que eu vou largar meu bebe! — beijou o volante e ele por fim pegou. — Fora que meus pais teriam um ataque quando me vissem chegar em casa com um carro novo. Sina negou com a cabeça, rindo. Any era obcecada por aquele fusca. As duas saíram e não demoraram em chegar ao edifício luxuoso. As duas cumprimentaram o porteiro alegremente, já que já tinham feito amizade com o senhor. Ele também achava as duas meninas umas figuras.  Assim que entraram na cobertura, Sina se jogou no sofá. — Ai meu Deus... — ela sorriu radiante. — Essa casa é um sonho! — ligando a TV. Any sorriu. — Vem, vamos ver nossas roupas novas! — disse com os olhinhos brilhando, afinal nunca tinha tido roupas como aquelas, era como se fosse um dia de princesa. Sina se aproximou e as duas começaram a olhar as roupas alegremente. Experimentaram desfilando, resumindo, estavam se achando as peruas. — Ai eu nunca tive tanta roupa! — disse Any, jogando as peças de roupa para o alto, rindo. — Quem pode, pode v***a! — deu um pedala nela. — Senta aqui... Eu estava pensando em um assunto enquanto você estava ai experimentando as roupas. — E em quê estava pensando? — Any disse se deitando no colo de Sina. — Ah, é uma loucura que eu pensei... — Sina a encarou, maliciosa. — Mas que te ajudaria a fisgar o Josh de uma vez. — Ui, estou curiosa! — Any assoviou. — Está esperando o quê minha filha? Desembucha logo! — Bem, você sabe, os homens são fáceis de influenciar... — a loira enrolava. — FALA LOGO! — deu um pedala nela. — Engravida dele! — soltou de uma vez. Any arregalou os olhos. — Como é? — Isso mesmo Any, engravida dele que ele se separa da coelha em um piscar de olhos. Você mesmo diz que o sonho do cara é ser papai, poxa ele já te ama, você grávida então... Imagina aí. — encarou a cacheada. — Ele larga dela assim! — estalou os dedos. Any mordeu o lábio, olhando para o chão. Engravidar de Josh? Engoliu o seco, não queria que ele se separasse de Sofya apenas por ela estar grávida dele. Queria que ele se separasse por que a amava! — Não sei Sina, eu não quero que ele fique comigo por isso. — disse se levantando e andando de um lado para outro. — Tirando que eu não posso engravidar, meu pais me matam. — Any, parece que esse seu amor está acabando com sua esperteza. — Sina rolou os olhos. — Amiga se toca, você grávida do Josh, mesmo que ele não fique com você, você vai estar feita para o resto da sua vida, não vai mais depender dos seus pais. Vai ter direito a uma pensão gorda, se garante logo mulher, eu no seu lugar não contava nem até três. — Mas eu quero ele, não quero o dinheiro, eu quero meu homem! — Você vai ter seu homem! Agora se ficar de braços cruzados esperando ELA emprenhar primeiro e se garantir no seu lugar, aí você não ter nem o seu homem, nem pensão nem p***a nenhuma. Any pôs a mão na cabeça, estava confusa. — Você tem razão Sina. — ela assentiu suspirando. — Se eu ficar de braços cruzados, Josh jamais vai ser meu. — passou a mão na testa que suava. — Acha que consegue engravidar em um curto período de tempo? — Sina perguntou. Any respirou fundo. — Creio que sim... — abriu um sorrisinho malicioso. — Essa é minha garota! — a loira comemorou, dando um pedala na amiga. — Vamos comer algo, esse assunto me deu fome. — Any reclamou, enquanto levantava. — Vamos sim, eu também quero comer de novo.  As duas riram e foram até a cozinha. — Hmm, vamos ver... — abrindo a geladeira e observando. — Lasanha congelada. — disse tirando a lasanha do congelador. — Adoro! — riu. — De quê? — Quatro queijos. — olhando na embalagem. — Gosta? — Prefiro coisas com linguiça e salsicha. — disse com um sorrisinho safado.  Any gargalhou alto. — Falando em linguiça e salsicha, como estão as coisas com Noah? — ergueu a sobrancelha, enquanto colocava a lasanha dentro do micro-ondas. — Que maldade... — Sina riu negando com a cabeça, enquanto sentava em cima do balcão. — Noazinho é um tigre! — se abanando. — Nossa senhora, que homem gostoso. A melhor coisa que você já fez por mim cachorra foi me apresentar aquele deus grego. — E você ainda achava que era exagero meu, qual é... eu praticamente tirei você e a Sabina do deserto do Saara em que vocês se encontravam. — Esse seu emprego NOS tirou da seca, senhorita Soares... Nós três! — Sina disse mexendo nos cabelos e Any concordou. — Mas a Sabina continua saindo com o José? — Ah nem me fale... Sabina saiu com ele ontem, e só vive pendurada no telefone, inclusive papai e mamãe já querem conhecê-lo e tudo. — disse pegando dois pratos e colocando no balcão. — Eu também não vejo a hora de apresentar o meu amor para os meus pais. — dizia encostando-se ao lado de Sina, enquanto respirava fundo. — Não vai demorar amiga. — acariciando o cabelo de Any. — Quando você disser que está esperando um herdeiro, ele vai cair pra trás e vai dar um pé na b***a daquela mulher doente. — E se eu não conseguir ficar gravida? — pôs a mão no rosto. — E se ele não quiser saber de mim e me abandonar com filho e tudo? — Bom, aí são riscos que você vai ter que correr. — suspirou a encarando. Any a encarou, estava com medo de engravidar na esperança de tê-lo mais rápido e acabar perdendo o homem que amava de uma vez por todas. Não sabia o que fazer. Ouviu o micro-ondas apitar e foi tirar a lasanha. — Tira essa cara Any, você está parecendo aquelas patricinhas apaixonadas. — a loira revirou os olhos. — Mas eu estou apaixonada Sina. — disse pondo a lasanha em cima da mesa. — Se o Josh me abandonar eu me mato, é sério. — Não fala isso nem brincando v***a. — pegando sua rasteira que tinha o solado de madeira e batendo três vezes. — Até parece que eu vou deixar você se matar por causa de homem. Onde está minha amiga safada que adorava seduzir os caras pra depois jogar fora? Parece que ela não existe mais, você está ficando uma completa estranha. Any suspirou. — Eu não sei Sina. — negando com a cabeça. — Foi através dessas brincadeirinhas de sedução que agora eu estou de quatro pelo Josh, eu não imaginava que as coisas fossem tomar essas proporções. — murmurou cortando a lasanha e servindo Sina. — E agora eu estou aqui, sem saber o que fazer e pensando em engravidar com a esperança de fazê-lo ficar comigo. — Isso faz parte da vida. — disse pegando o prato e dando uma garfada. — No amor e na guerra vale tudo Any Gabrielly! Você não se tornará pior, ou melhor, do que ninguém por engravidar pra fazer seu homem te assumir. — Essas coisas de golpe da barriga não combinam comigo, eu não sei se eu vou conseguir. — Você disse agora a pouco lá na sala que conseguiria. — Sina arregalou os olhos. — Não nessa questão. — ela disse pegando duas latinhas de coca na geladeira. — Se eu t*****r com ele sem preservativo durante os meus períodos férteis eu tenho 50% de chance de conseguir. — estendendo o refrigerante para Sina que pegou. — O problema é que eu não vou conseguir mentir depois e dizer que eu não sabia de nada. — Any que bobagem! — rolou os olhos. — Para de pensar nisso, você faz o que você quiser ok? — tomando um gole da coca-cola. — A ideia está aí. Any olhou para o prato, mordendo o lábio. — Você tem razão Sina. — suspirou. — Eu não sei nem por que eu estou falando isso. — forçou um sorriso, dando uma garfada. — Eu vou tentar engravidar o mais rápido possível e vou tê-lo pra mim. — Então para com essa frescura e vai lutar pelo seu homem! — a loira disse. — Por que a Any Gabrielly que eu conheço não ficaria de braços cruzados esperando a boa vontade de o garanhão deixar a mulher... Pra isso acontecer vai demorar e ele é apegadinho demais a essa tal de Sofya você já deveria ter notado isso. Any assentiu tristemente. — Mas filho não segura homem Sina, é esse o meu medo. Ficar sozinha com um bebê. Sina suspirou. Any tinha razão. — Amiga, aconteça o que acontecer. Com bebê, sem bebê. — ela sorriu de leve. — Você nunca vai ficar sozinha enquanto eu viver, ok?
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