— Oh meu Deus! — disse se levantando e dando pinotes. — Graças a Deus, obrigada Senhor! — disse abraçando a amiga que gargalhou. — Eu não estou grávida Sina!
— Pelo menos é o que parece. — sorriu vendo a felicidade dela. — Já estava até me acostumando com a ideia. — gargalhou.
— Até parece Sina! — rolou os olhos. — O Josh é tão devagar que até os espermas dele são lentos. — riu. — O tanto de vezes que a gente fez sem camisinha não foi o suficiente pra me deixar grávida.
— E vocês fizeram muitas vezes?
— Muitas vezes, a gente só usava preservativo quando um de nós lembrava, na pressa a gente esquecia. — suspirou. — Mas foram mais ou menos umas sete vezes.
— Nossa, desculpa cortar o seu barato Any, mas alguns testes de farmácia falham.
— Para de falar merda Sina! — deu um pedala na loira. — Eu não estou grávida e pronto, a droga do teste deu negativo. Não está vendo?
— Está bem, não está mais aqui quem falou. — disse levantando as mãos. — Mas e então, vamos sair hoje e amanhã? — disse entusiasmada.
— Hoje sim, amanhã não. — Any disse olhando as unhas.
— E por que amanhã não?
— Por que depois de amanhã eu tenho que sair cedo pra fazer meus exames demissionais, e se eu for dormir de ressaca eu não vou conseguir nem levantar da cama e sem os exames não terei o direito ao... — Sina a interrompeu.
— Entendi. — rolou os olhos. — Pelo menos vamos poder sair no fim de semana, senão te matava cara.
— O importante é que nós vamos sair hoje, sua otária. — foi até a janela. — Escuta Sina...
— Diga.
— O pé de manga da dona Ana Maria já está cheinho... — olhando com os olhinhos brilhando. — Vamos pedir pra subir lá e roubar algumas!
— Ai Any, para com essa gula! Você parece uma moleca. — riu.
— O que tem demais? — Any indagou, olhando o pé de manga com água na boca. — Nossa, eu estou morrendo de vontade de comer, vamos lá.
— Vamos Any. — levantando. — Mas você pede!
— Sempre sou eu que peço. — rolou os olhos.
— Claro, você que quer comer.
Foram até a casa da mulher e pediram educadamente para catarem algumas manguinhas, a senhora permitiu pra alegria delas.
¨¨¨¨
Duas semanas se passaram voando. Any e Joshua não se viram mais, apesar de ele sempre procurá-la, ela sempre fugia dele, sempre que ele ligava, ela recusava as ligações. Apesar de tudo Josh dizia pra si mesmo que jamais desistiria dela.
Any estava tocando sua vida, às vezes saia com Sina e aos poucos estava tentando esquecer Joshua, apesar de não estar sendo nada fácil para a cacheada. Muitas vezes se pegava chorando por ele. Ainda sentia alguns enjoos, mas ela jurava ser por estresse.
Sofya continuava com sua mentira e Joshua estava caindo como um pato, já que a loira vivia fingindo que estava com enjoos e que estava sentindo-se indisposta devido à gravidez. Todos estavam desconfiando da suposta gravidez, mas Josh se recusava a acreditar que ela estivesse mentindo sobre algo tão sério e preferia acreditar que era verdade.
Cecília, que já estava de volta ao trabalho entrou na sala dele, com algumas pastas.
— Aqui estão as plantas que me pediu Josh. — disse mostrando a ele.
— Obrigado Cecília... — ele sorriu de leve. — É bom ter você de volta.
— É bom estar de volta senhor. — ela sorriu. — E fiquei sabendo que você vai ser papai, que boa notícia querido. — ela disse parecendo feliz por ele.
— Pois é... — ele mordeu o lábio.
Aquela criança ao mesmo tempo em que o deixava com o coração cheio de alegria conseguia deixá-lo vazio, por culpa daquela gravidez tinha perdido Any.
— Nossa, que felicidade hein? — ela ironizou e ele riu. — Ah, chegaram os exames da outra secretária que trabalhava aqui, a substituta Any Gabrielly...
Joshua a olhou interessado.
— Nós já mandamos a cópia a ela. Vai receber lá hoje mesmo, tadinha espero que ela fique bem... — negando com a cabeça, parecia penalizada.
— E por quê?
— Ela está grávida a pobrezinha. — suspirou.
Ele arregalou os olhos, surpreso, e engoliu o seco, sentindo seu ar faltar.
— Ela está grávida?
— Sim, está grávida. — sorriu.
Ele passou a mão no rosto, parecia bastante desesperado.
— Algum problema? — estranhando.
— E como você sabe que ela está grávida? — levantou-se.
— Bem, não seria porque veio enfatizado nos exames? — disse irônica.
— Eu preciso ver isso. — andando de um lado para outro. — Vá buscar Cecília.
Ela assentiu e saiu. Ele passou a mão no rosto completamente em choque. Any? Grávida? Um bebê? Ou melhor, outro bebê? Sua cabeça estava a ponto de explodir.
Não demorou e logo Cecilia apareceu segurando um envelope amarelo.
— Aqui está Josh. — ela estendeu.
O loiro pegou o envelope e o abriu as carreiras, puxou o relatório e começou a lê-lo, estava claramente escrito que Any estava bem e seu coração faltou saltar da boca quando leu no cantinho em negrito: paciente em estado gestacional com 12 semanas.
Any estava grávida de três meses! E ele era o pai do bebê, com certeza foi feito na primeira vez que transaram sem preservativo e a maldita pílula que ele dera a ela falhara.
— Minha nossa senhora. — disse sentando-se novamente na cadeira.
Cecília o encarou, já sacando o motivo por qual ele estava tão nervoso.
—Josh, você não é o...?
— Sou. — sussurrou.
A secretária fechou os olhos e fez uma caretinha como se dissesse que ele estava ferrado.
Ele levantou e ficou andando de um lado para outro completamente desorientado, e agora? O que ele iria fazer com duas mulheres grávidas?
— Ai, o senhor também podia tomar mais cuidado não é? — Cecília o encarou. — Tanta forma de prevenir.
— Cecília me ajuda... — ele choramingou. — Eu estou a ponto de enlouquecer! Esse filho é meu, e agora como eu vou fazer?
— O senhor tem certeza que é o pai dessa criança? — a secretária tentou acalma-lo, sem sucesso.
— Tenho, de acordo com as minhas contas... — olhando os dedos. — Doze semanas são três meses não?
—Exato senhor. — ela concordou. — Mas não tem chances do senhor...? — ele a interrompeu.
— Any era minha amante, duas semanas depois que ela começou a trabalhar aqui começamos a nos envolver. — coçou a nuca. — Mas aí nós brigamos e voltamos em seguida, eu lembro que tivemos uma reconciliação e tanto...
— Ora poupe-me dos detalhes, por favor. — ela sussurrou. — O que temos que pensar agora é em como ajudar essa moça, o senhor precisa contratá-la outra vez! Ela precisa de um emprego e... — ele a interrompeu.
— Não, está maluca Cecília? — ele a encarou. — Ela não pode trabalhar... — disse pensativo. — Pode fazer m*l para o bebê. Ela tem que descansar.
— É, nisso o senhor tem toda a razão. — ela sorriu. — É um momento muito sensível e um pouco desconfortável pra uma mulher.
Josh assentiu e respirou fundo. Any teria um filho dele, ele seria pai. Aos poucos o medo e pavor que sentia aos poucos foram se esvaído e dando lugar a uma alegria que ele desconhecia, apesar de a ideia de ser pai não ser recente, ele ainda não tinha sentido nada parecido pelo bebê de Sofya.
Inclusive sentiu-se um tanto culpado por isso afinal de contas, os dois eram seus filhos e mereciam carinho igualmente, mas o que ele podia fazer? Até ele estranhava.
— Que droga, eu preciso falar com ela. — passou a mão no cabelo. — Mas ela reconhece o número e desliga sem nem se importar.
— Se quiser eu posso tentar me comunicar com essa moça. — ela se ofereceu, abrindo um sorriso. — Posso ligar do telefone da recepção, e o senhor pode ficar ao meu lado! O que acha?
— Ótima ideia Cecília!
A secretaria o chamou e ele foi seguindo-a até o elevador.
— Por favor, não sabe como iria me ajudar. — disse ele nervoso.
—Ora menino, eu lhe ajudo sim. — disse cruzando os braços. — Mas o senhor merece uns bons puxões de orelha, como fica de casinho com a secretária e ainda engravida essa pobre moça? — disse se atracando de leve na orelha dele e dando um puxão.
— Au! — ele fez careta e Cecília riu. — Doeu!
— É pra doer mesmo, imagine se sua esposa fica sabendo dessa história?
— Ela já sabe... — deu de ombros e viu Cecilia se espantar.
— Como? Ela já sabe? — ele assentiu. — E mesmo assim continua com você? — Josh assentiu. — Mas é muito b***a, se fosse eu lhe dava um pé na b***a tão grande viu?
Joshua sorriu de leve, quem dera se Sofya realmente lhe desse um pé na b***a, ele seria o homem mais feliz do mundo.
O elevador se abriu e os dois caminharam até o balcão da recepção.
— Érica, me empreste esse telefone. — Cecília pediu e a recepcionista lhe passou o telefone. — Qual é o numero senhor? — Josh deu o numero e ela foi discando. — Está chamando. — ela disse por fim.
Joshua começou a morder o lábio, nervoso.
¨¨¨¨
Any estava lavando a louça do almoço, estava exausta, agora ficava em casa sozinha, tinha que se ocupar em algo, nem que fossem serviços domésticos. O telefone tocou e ela praguejou-se, indo até lá atender.
— Alô. — disse enxugando a mão no guardanapo.
— Any Gabrielly? — Cecília perguntou.
— A própria... — ela rolou os olhos e Josh sorriu ao ouvi-la. — Quem está falando?
— Cecília, eu sou secretária... — Any a interrompeu.
— Ah sim, a secretária do almofadinha... — zombou.
Cecília prendeu o riso ao ver a cara de Joshua.
— O que a senhora deseja dona Cecília?
— Bem, eu queria falar sobre os seus exames.
— Ah sim, os meus exames já chegaram hoje pela manhã. E agradeço a sua preocupação, de verdade, mas agora eu preciso desligar.
— Espere senhorita, o meu chefe deseja vê-la e... — Any novamente a interrompeu.
— Diga ao seu chefe pra se jogar de um precipício! — ela rolou os olhos. — Até breve dona Cecília. — desligou. — Mas era só o que faltava mesmo. — rolou os olhos. — Mandando a secretariazinha ligar, vai para o inferno Beauchamp. — resmungou voltando até a cozinha pra continuar seus afazeres.
Terminou de lavar os pratos com preguiça e em seguida foi pegar seu travesseiro no quarto, para ver desenho na sala, ultimamente só sentia vontade de ficar deitada, sentia-se cansada, com sono, enjoada e inchada.
Precisava arrumar outra coisa pra fazer, esse tédio estava deixando-a mais m*l-acostumada ainda.
¨¨¨¨
Enquanto isso na empresa.
— Por que ela não quer me olhar? — Joshua resmungava andando de um lado para outro em sua sala. — Vamos ter um bebê p***a!
— Eu acho que ela ainda não sabe que vai ser mamãe. — deu um sorrisinho.
— Como não? — ele rolou os olhos. — Uma mulher sente quando vai ter um bebê não?
— Nem todas. — ela sorriu. — Eu quando engravidei não senti exatamente, vim descobrir com pouco mais de três meses. — ela suspirou.
— Só podia ser a Any mesmo, se eu fosse mulher eu notaria. — resmungou e Cecilia riu.
Noah e José invadem a sala, sem nem bater na porta.
— Ei veado! — Pepe disse.
— E aí cara... — ele encarou os dois.
— Bem, vou voltar pro meu trabalho, juízo meninos! — ela enfatizou e saiu.
— E então? O que acham de uma saidinha hoje? — Pepe perguntou. — Sabina vai ficar estudando pra uma prova e eu vou ficar de bobeira, sem nada pra fazer.
— Nem vou poder ir cara, Sina me convidou para um pagode e eu não posso recusar um convite da loirinha. — Noah piscou. — E o Beauchamp provavelmente vai ficar trocando as fraldas da mulher em casa. — zombou.
Os dois começaram a rir e Josh cruzou os braços, não achando a mínima graça.
— Que engraçado. — sentou-se em sua cadeira e ficou rodando. — E não Pepe, eu não vou poder sair.
— Não falei? — Noah riu e José bateu na mão dele.
— Mas não é por causa da Sofya, eu vou atrás da Any.
Os dois pararam de rir.
— Cara, o que você ainda quer com ela? — Noah perguntou, com fastío. — Já acabou mano, bola pra frente, ela não quer mais saber de você.
— Ela querendo ou não, nós vamos conversar hoje nem que eu tenha que amarrá-la pra isso! — disse certo.
— Que medo. — José disse. — Duvido que vá querer falar com você, mas a esperança é a última que morre... Vem cá Noah? — encarou o moreno. — Eu não posso ir pra esse pagode não?
— Claro que pode. — sorriu e viu que Josh olhava para os lados, meio aperreado. — Cara você está se sentindo bem?
— Estou sim. — assentiu rápido.
— Conta logo o que você tem. — Pepe disse.