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- Você está banida do salão de bilhar? - Chris perguntou a Dinah assim
que ele subiu na ampla varanda frontal.
Dinah era bad-girl da família. Cada um deles tinha lidado com a morte de
seus pais de diferentes maneiras. Christopher tinha se transformado em um homem
audacioso e Dinah passava seu tempo atacando para se defender. Parece que ela
pensava que quanto mais dificuldades ela passasse, menos dor sentiria.
Ela passou duas noites na cadeia apenas nos três últimos meses.
- Ainda não, O'Bryan está me ameaçando, no entanto.
- Por que você sentir necessidade de reorganizar a cara daquele
estranho? - Chris amenizou. Nenhum deles queria mudar a mobília da varanda
de sua mãe, mas como os irmãos Cabello tinha amadurecido e crescido, a
mobília ficou menor e menor.
- Ele era um cheio de m***a, é por isso - Dinah não se arrependeu. Ela baixou
a voz, apenas no caso de Camila estar nas proximidades. Sem dúvida, ela ainda
estava de castigo por causa do último incidente no salão de bilhar na noite
passada.
- Como eu ia saber que aquele Yankee arrogantezinho seria tão
sensível? Eu realmente não pretendia insultar o forasteiro, mas não acredito nem
por um minuto que o homem jogou nas finais em Las Vegas. Eu poderia ter
deixado a mentira passar, mas quando uma doninha magrela alegou ter ganho do Fats Domino, eu não podia ficar de boca fechada - Dinah riu, lembrando-se. - Eu
disse a ele que uma única maneira que ele poderia ter vencido a partida teria sido se
Gorduras estavam completamente bêbado naquela noite. O i****a me bateu bem em
cima da boca. Acho que eu deveria ter mantido minha boca fechada, ou baixado
minha voz. Mas, que d***o, eu sou uma Cabello , não tenho a capacidade de sussurrar. Uma coisa levou a outra, mas o resultado final foi a melhor maldita luta
de bar que eu tive em pelo menos, bem, três semanas.
Dinah estava tão ocupada contando sua história que ela não viu Camila de pé
bem atrás dela.
( Fudeu ) ..
- Eu acho que você vai compensar os danos.
Merda! (Proposta) ..
- De onde foi que você veio?
- Vim bem atrás de você, nervosinha. - Camila passou por sua irmã. - Vá
se lavar, o jantar deve estar sobre a mesa.
Ela entrou na casa . Seria sempre a casa de sua mamãe.
Olhando em volta, ela apreciou o acabamento da estrutura de troncos maciços.
Seu pai tinha construído com as suas próprias mãos, com a sua ajuda e de Normani.
O interior foi carinhosamente projetado e decorado pela mulher mais gentil que já
andou nas colinas da região central do Texas. Camila sempre sentiria falta de sua
mãe. Taylor com certeza não tinha feito qualquer esforço para colocar seu selo
no lugar. Tudo o que ela queria fazer era gastar dinheiro da família se
fosse água e flertar com sua irmã Normani.
Para dar crédito ao gentil gigante, Normani
estava alheia a maior parte do tempo. E a manhã que ela tinha as pego na cama
juntas foi o fim, Normani estava dormindo durante a maior parte das chicotadas que ela
tentou dar nela . Camila a tinha arrastado da cama antes que ela percebesse que
sua irmã nem sabia que Taylor tinha se arrastado para debaixo de suas cobertas. Ela
estava apenas tentando iniciar alguma m***a, e ela conseguiu. Camila fez sua
mudança de Tebow naquela mesma tarde. O divórcio levou três meses para
finalizar. Taylor ainda carregava rancor. Por alguma razão desconhecida, ela
esperava um acordo de divórcio robusto. Afinal, os Cabello eram ricos. Mas os advogados de Camila perceberam isto e ela ficou sem nada. Isso tinha sido há
quatro anos.
Quatro anos sem uma mulher. Quatro anos sem s**o, com uma vontade louca de arrancar seu próprio p*u. Às vezes, ela sentia tanta falta de se enterrar
que sentia dor, mas certamente não sentia falta de sua ex. Agora, ela estava
determinada a não dormir com uma mulher a menos que fosse a seus próprios
termos, sem anéis, sem laços, e sem promessas. Era difícil encontrar uma mulher
que estaria de acordo com seus termos, especialmente neste pedaço do bosque.
Todo mundo sabia quem eram os Cabello e o que a família tinha. As mulheres
tendiam a querer um futuro seguro e Camila Cabello tinha segurança escrita em tudo
sobre ela . Mas, estava determinada a ficar sem compromisso, livre como um
passarinho. Inferno, ela provavelmente teria que usar aquela maldita b****a
portátil que Dinah tinha comprado para ela de brincadeira. m***a, não! O dia que
ela enfiasse seu p*u faminto dentro daquela borracha fria e insensível seria o dia
em que ela saberia que era hora de pendurar sua enxada.
***
Ela entraria para a sala de jantar a qualquer momento.
- Segure firme. Firme! - Lauren alertou a si própria para manter a calma.
A refeição tinha se mostrado melhor do que ela esperava. Decidiu preparar uma de
suas especialidades: lasanha feita com salsicha italiana, mussarela de búfala saborosa e molho marinara caseiro que era de comer rezando. Tinha um gosto tão bom quanto cheirava, ela tinha provado um cantinho da gigantesca caçarola
recém-terminada.
Lauren adorava cozinhar, mas alimentar seis pessoas grandes
seria um desafio. Ela teria de ajustar todas as suas receitas para se certificar de
que ela teria o suficiente para que todos repetissem, bem como restos para
lanches da meia-noite.
A cada irmão que entrava, ela os recebia com um sorriso e um copo grande
de chá doce gelado, o elixir de escolha no sul. É claro que ela conhecia Normani. Ela
tinha sido presidente do Clube de Serviço Júnior quando adolescente e tinha
tomado sozinha a causa dela. Várias vezes, ela havia liderado a captação de
recursos e benefícios para levantar o dinheiro de seus tratamentos e incontáveis
contas médicas. Assim era Normani, uma pedaço de morena linda com um coração de ouro.
Ela estava sempre envolvido com a comunidade. Camila soube que ela treinou um time
pequeno e atuou na equipe de socorro no centro comunitário.
O resto ela conhecia somente de vista, nenhum deles havia
sido formalmente apresentado. Os outros Cabello não tinham qualquer
lembrança dela.
Camila não se surpreendeu, pois a maior parte de sua vida ela se sentiu
invisível. Não houve encontros, não houve bailes, festas do pijama ou sessões de
fofocas.
Câncer tende a torná-lo uma ilha. A única atenção que ela era
acostumada a receber ou tinha sido para fazer as aparições desconfortáveis nos
eventos beneficentes realizados em sua honra ou aguentando os apertos e
cutuques de um bando de estudantes de medicina no hospital de ensino. Quando
você não tem o plano de saúde adequado, o hospital de ensino é o lugar onde eles
costumam lhe enviar.
Tirando esses pensamentos tristes de sua cabeça, ela se concentrou sobre o
resto da família . Chris andava todo arrumado, ela notou. Ele se sentia muito confortável consigo mesmo, exalando uma confiança que raramente é vista
em um homem tão jovem.
- Senhorita Lauren , é um prazer. - Ela sentiu o rosto quente quando ele
beijou a mão dela. Normani tinha dito a ela que seu irmão era um louco por esportes
radicais. Ele escalava, fazia motocross, montava touros e domava cavalos
selvagens. Lauren sabia que qualquer coisa que Chris fizesse, combinava bem
com ele. Seu corpo estava em excelente condição.
Dinah entrou e a pegou, girando-a no ar e, em seguida, apresentou-se. Ela
teve um ataque de risos com seu:
- Finalmente! Uma mulher na cozinha que eu possa intimidar. - Ela a colocou no chão e formalmente apertou sua mão. - Lauren , não acredite na
metade do que você ouve falar de mim. Eu não sou tão r**m como eles dizem que
eu sou.
- Ela é pior - Taylor interveio enquanto aceitou sua bebida gelada. - Dinah
é a nosso esquentadinha -residente. - Ela segurou a sua mão e a virou
lentamente, como se ela estivesse de pé em um prato giratório. - Meu Deus, você
é uma bonequinha. Se eu já não estivesse apaixonada por uma loira alta e
esbelta... - ela terminou melancolicamente.
- Amanda Summers não sabe que você está viva - Dinah brincou.
Algo que poderia ter sido dor passou pelas feições de Taylor . Mani tinha dito que ela era a
prático da família. Ela tinha uma boa cabeça financeira sobre seus ombros: as
Propriedades Tebow tinham florescido sob seus cuidados. Enquanto Camila
gerenciava o fundo fiduciário que seus pais haviam deixado, Tay gerenciava as
finanças do dia-a-dia para o rancho. Um rosto bonito e uma mente brilhante. Lauren decidiu que ela
estava no céu da beleza física naquela casa.
Allyson tinha a ajudado a arrumar a mesa. Ela ia se apaixonar perdidamente
por Ally. Ela tinha treze anos, e, embora ela fosse muito jovem para ser sua
mãe, ela mexeu com cada osso maternal no corpo dela. Sabia que a
probabilidade de ter filhos era quase nula. Assim, a chance de estragar esta jovem
ia ser um prazer.
Os irmãos a rodeavam; brincando e provocando, fazendo-a rir de
suas piadas e sorrir de suas travessuras. Eles estavam fazendo o seu melhor no
nível máximo para fazê-la se sentir em casa. A partir do nada, um arrepio correu
por sua espinha e seus dedos começaram a formigar. O que... no mundo? Então,
ela sentiu o calor. Camila . Tinha que ser.
Recusando-se a olhar em volta, para que não se traísse com seu fascínio,
Lauren fingiu um interesse imenso no que Normani estava dizendo, mesmo que ela
não compreendesse uma palavra.
***