Parei o movimento dos meus lábios e coloquei meu rosto sobre o seu. Algo em torno de vinte centímetros. Seus olhos estava brilhando, faíscas saindo deles como numa fricção para gerar fagulha. Achei que isso era raiva misturada com indecisão, e ele tinha razão em se sentir assim. —Tem razão.__ concordei com ele. Ele balbuciou sons que fui incapaz de discernir. Capturei sua boca, ainda olhando em seus olhos e o seduzi para retribuir meu beijo. De novo. Eu não tinha vergonha em dizer que estava jogando sujo e fazendo as minhas melhores caras e bocas, até por que o propósito era fazer ele ter cem por cento de consciência de mim, assim como eu estava assim, cheio dele, transbordando. Beijar de olhos abertos era uma coisa estranha, mas Benjamin tinha feito isso virar uma coisa surreal

