O silêncio dentro da mansão era quase sepulcral. As janelas altas deixavam o vento da madrugada entrar, carregando o cheiro de chuva e o leve aroma de sangue seco que ainda persistia no ar — lembrança c***l do atentado que, por pouco, não havia terminado em tragédia. A equipe de limpeza já havia removido os destroços, os tapetes haviam sido trocados, mas nada conseguia apagar o peso invisível daquilo que acontecera. Darian permanecia em pé diante da lareira, observando as chamas dançarem com intensidade contida. A luz alaranjada cortava o contorno do seu rosto, revelando o maxilar rígido e as veias pulsando no pescoço. Estava cansado — mais mentalmente do que fisicamente. Não dormia direito desde o ataque, e as palavras de seus homens ecoavam na cabeça: “Não foi obra de Giulio. Alguém de

