O fim da tarde tingia o céu em tons de dourado e lilás quando Isla, sentada na varanda da mansão, embalava lentamente o pequeno Matteo nos braços. O bebê dormia tranquilo, com o rostinho sereno e os dedos minúsculos cerrados, como se já soubesse o peso do mundo que o esperava. A brisa suave fazia as cortinas balançarem, e por um instante, tudo parecia perfeito — mas dentro dela, a inquietação ainda pulsava. Darian não chegara em casa naquele horário, algo que vinha se tornando comum nas últimas semanas. Desde que o bebê nascera, ele parecia dividido entre o trabalho e um silêncio que Isla não sabia decifrar. Ela olhou para o celular, hesitando. Pensou em mandar uma mensagem, mas desistiu. Ultimamente, tudo entre eles era um terreno frágil, e qualquer palavra parecia capaz de provocar um

