A chuva fina caía sobre Londres, transformando as ruas em espelhos molhados. Ava apertava o casaco contra o corpo, o coração acelerado a cada passo que a aproximava da imponente mansão de Darian Lancaster. As janelas altas refletiam o céu cinzento, e os portões de ferro, agora parcialmente abertos, pareciam observá-la com uma austeridade quase humana. Ela hesitou. Sabia que Isla não aprovaria o que estava prestes a fazer — mas já fazia dias que a irmã m*l conseguia levantar da cama. A febre vinha e ia como uma onda c***l, e o olhar perdido de Isla só denunciava o que Ava mais temia: a saudade estava consumindo-a por dentro. Bateu à porta com firmeza, mesmo que as mãos tremessem. Um homem de terno abriu — alto, de expressão neutra. — A senhorita tem hora marcada? — perguntou. Ava ergu

