Capítulo 68

1619 Palavras

O portão imponente da mansão Marchesi se erguia diante de Isla como um guardião de ferro, frio e intransponível. A estrutura era a mesma de quando partira meses atrás, mas o lugar já não parecia o mesmo. O ar ao redor carregava algo denso, quase sufocante, como se as paredes guardassem segredos demais, dor demais. Ela respirou fundo, tentando reunir coragem. As mãos tremiam levemente, e o coração batia em um ritmo descompassado dentro do peito. Havia ensaiado aquele momento inúmeras vezes durante as longas noites em que a saudade de Alessandro a corroía por dentro — mas agora que estava ali, diante dos portões fechados, cada lembrança ameaçava rasgar o pouco controle que restava. — Vai dar tudo certo… — murmurou para si mesma, a voz trêmula. — Eu só quero vê-lo. Só quero ver meu filho.

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