O silêncio da mansão pesava sobre os ombros de Ava como uma sentença. As horas pareciam se arrastar desde que o sol havia desaparecido no horizonte, e o som do vento batendo nas janelas apenas tornava a noite mais sufocante. Isla insistira para que ela descansasse, que deixasse tudo nas mãos de Darian, mas o coração de Ava não conhecia descanso — não depois do que vira. Luca estava lá embaixo, trancado, machucado, e mesmo assim, os olhos dele ainda a assombravam. Ela não sabia explicar o que a movia. Curiosidade? Culpa? Raiva? Talvez tudo ao mesmo tempo. Quando teve certeza de que todos dormiam, ela pegou um casaco, prendeu o cabelo e caminhou em silêncio pelos corredores. As luzes fracas deixavam o caminho enevoado, e a cada degrau que descia, o som do próprio coração parecia mais alt

