Antes do noivado

759 Palavras
Muita coisa havia acontecido entre o início das hostilidades entre os Humanos e os Djins, muitos séculos haviam se passado. Os séculos trouxeram a paz entre os dois povos e sua recente aliança, Beta estava pensativa sentada no jardim interno do jardim de inverno da Mansão Miyamoto, o som de Goku vindo em sua direção apressado tirou Beta de suas lembranças, aguardou pacientemente que o secretário dissesse o que desejava: — Majestade, perdoe-me a intromissão, mas a Imperatriz Drunk gostaria de lhe falar. Beta baixou novamente os olhos até uma das mãos, rolando os dedos nas pérolas do colar de pérolas negras, joia predileta de Sara. Era a última lembrança que Beta guardava secretamente da mulher que partiu seu coração de uma forma que ela jamais acreditaria que seria capaz de existir, suspirou resignada e sorriu para o secretário, guardando em um dos bolsos da roupa, estendeu a mão dizendo: — Vou falar com ela... O que aconteceu Zumbi drogado? Não me diga que está morrendo. Drunk riu do outro lado da linha, Beta era a melhor pior pessoa que a Imperatriz dos Zumbis conhecia, e com certeza era sua única amiga, Drunk respondeu: — Você vai ao noivado da filha de Kalisto? — Sim, somos aliados agora... Por que da pergunta? Não me diga que não quer rever Ônix, que novidade é essa agora? — Eu... — Drunk! Você é uma Imperatriz. Você não pode agir como uma adolescente com paixão platônica, por que não vai lá e dá um pouco para o príncipe trevoso dos Djin? Drunk nunca havia contado a ninguém sobre o que havia ocorrido entre ela e Ônix, e como ele também nunca havia a procurado e nenhum comentário ou boato foi ouvido, ela guardou aquele momento tórrido deles, como a traição secreta que havia cometido contra seus aliados, suspirou frustrada: — Vontade não falta, o que falta é o equipamento... — Como assim, Drunk? Você é gata para c*****o e com esse corpo, Ônix não pensaria duas vezes... Kalisto não pensaria, acho que eu não pensaria muito antes de ir para sua cama... Beta riu, Drunk riu fingindo surpresa: — Hm! É, bom saber... Beta, o problema não é ele me rejeitar..., mas eu não sinto... não consigo sentir nada... — As limitações do Vírus? — Sim... infelizmente. Beta ficou em silêncio, passou a mão pelos cabelos castanhos, bagunçando-os um pouco, constatou olhando para o teto: — Bem Drunk... eu imagino o quanto deva ser difícil ver ele, desejar, mas saber que não conseguiria sentir nada do que ele poderia lhe proporcionar... A verdade amiga, é que você é aliada dos Djins, como eu. Não temos como não ir a eventos que somos convidadas, você terá de ir. — Eu imaginei isso... Pelo menos você estará lá, para que possamos nos embriagar? — É óbvio, vamos sair de lá quando acabar a bebida em Isias Rar, Kalisto nos expulsar ou Abaddon nos fazer feliz atacando. — Isso seria gostoso... Podemos incentivá-la, Beta. — Opa, o que tem em mente? A gargalhada de Drunk do outro lado da linha seguida de um plano para uma provocação, passando as hordas no meio de uma das cidades principais de Brujeria, Beta riu respondendo: — Tá, tem uma coisa que quero testar... Zumbis flamejantes, topa? — Zumbis flamejantes... parece algo que dá muita dor de cabeça, vamos fazer. Depois de dizer isso e mais algumas amenidades, Drunk desligou, suspirou frustrada com o fato de estar frente a frente com Ônix e não poder fazer nada. Sentiu seu coração se apertar, sentia falta do prazer que ele podia proporcionar a ela, mas não o culpava por não desejar arriscar sua vida para ter um caso com ela. Serviu vinho em seu copo, olhou para os lados percebendo que estava sozinha, se questionou: — Com o que eu estou preocupada... ele com certeza, nem lembra de mim. Fui só uma f**a qualquer, só mais uma mulher que passou por ele... não é como se ele fosse prestar atenção em mim, ou olhar duas vezes para mim, mas e se ele olhar? Pare Drunk, você acabaria devorando-o, antes mesmo de gozar... mas estar com ele é... para, não lembre disso... Alina entrou na sala, questionando curiosa: — Não lembrar de que, senhora? — Não se meta nos meus assuntos, Alina. A secretária fez uma expressão incompreensível sem saber o que exatamente havia ocorrido com sua Imperatriz, enquanto Drunk saía apressada para o lado de fora da fortaleza, não queria ter de explicar para Alina o que estava pensando e temendo.
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