Capítulo 55

1061 Palavras

Rafael Fugi pelo corredor secundário da mansão, cada passo martelando a minha revolta. As portas blindadas se fecharam atrás de mim com um estrondo metálico, mas a sensação de prisão não vinha delas — residia no bolso vazio do meu peito, onde previamente mora­ra a confiança. Alcancei a escada que dava acesso à cobertura, subindo três lances de degraus com respirações curtas. O ar rarefeito do último patamar me recebeu como uma promessa de liberdade, mas encontrei apenas o vazio cortante do vento e a escuridão acima do Morro. A cobertura era um terraço amplo, guardado por meio muro de concreto. A lua, fina cratera prateada, iluminava o conjunto de antenas e as pilhas de entulho que Micael mantinha por precaução. Abaixei-me junto a uma das caixas metálicas, escondendo o rosto entre as mãos

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