Capítulo 31

1454 Palavras
Rebeca se sentou na cama ouvindo atenta. Viu que ele estava chorando e se sentiu a pior pessoa do mundo. Era difícil admitir, mas, no fundo, sabia que ele estava certo, pelo menos em partes. Ela não sabia sentir ou se expressar como ele. Um tanto quanto desorientada, decidiu ir ficar com ele, já que, na cabeça dela, aquele era o motivo da briga: sexo, prova de gostar. Com os olhos marejados, falou, indo para o tapete: — Não fala assim comigo, não é isso, eu senti saudades e eu gosto de você. Só não tô animada hoje, tô meio pra baixo. — Você me cobra tanto, eu fico super m*l sabe. Não sei ser como as outras. Ele estava deitado olhando para a televisão. Ela se aproximou para dar um beijo. Ele ignorou, virou o rosto e falou que então eram dois, desanimados e pra baixo. Ela começou a tentar agradar, fez carinho no abdômen dele, subiu em cima dele, tirou a própria blusa e ficou de sutiã. Ele segurou seus braços, travando-a, tirando suas mãos de perto e falou sério: — Eu não sei o que tá acontecendo, mas eu não gosto disso, você não é a Rebeca que eu costumava conhecer. Não vou fazer nada com você, para com esses joguinhos, pra quem não estava bem e me negando um beijo, você mudou bem rápido, né? Irritada, ela perguntou se não era aquilo que ele queria, se não estava brigando com ela por causa daquilo. Ele a tirou de cima, falou levantando: — Não quero nada desse jeito. Sabe o que eu queria mesmo? A minha amiga de volta, você tinha razão, isso tá estragando a nossa amizade! É melhor parar. Ele saiu do quarto e bateu a porta, deixando-a bastante tempo sozinha. Quando o filme acabou, Rebeca foi atrás para ver o que tinha acontecido. Ele estava na sala assistindo. Levantou sério e disse que ia levá-la embora. Foram sem conversar nada. Ela ainda olhou para ele e ele nem olhar queria, dando um gelo. Deixou-a no portão. Quando ela estava entrando, ele falou sério: — Já passou da meia-noite, feliz aniversário. Ela falou que não se importava com aquilo. Ele respondeu irônico: — Não foi o que pareceu no meu aniversário. Ela entrou triste, confusa, se sentindo rejeitada, inferiorizada. Ele voltou para a casa dele. Antônio já estava dormindo. Rebeca foi deitar, ouvindo música no celular, rádio FM. Acordou de madrugada com barulho na cozinha. Levantou para ver. Era o tio. Ele lhe deu parabéns com um abraço, falou que ela estava parecendo muito adulta, bem velha, e disse que era para ela voltar a dormir. Ele ia pescar com Célio, nem tinha amanhecido ainda. Depois que ele saiu, Rebeca voltou a deitar, mas perdeu o sono, cheia de coisas na cabeça, depois de uma noite m*l dormida regada a pesadelos horríveis. Foi tomar banho, colocou um vestido simples de dormir, soltinho de alças, blusa de moletom e chinelo. Não querendo ficar sozinha, foi para a casa de Neto. Entrou no quarto na ponta do pé. Ele estava dormindo sozinho, Júlio estava em outro quarto. Ela tirou a blusa e deitou tremendo de frio embaixo das cobertas. Ele assustou, perguntou sonolento o que estava acontecendo. Ela falou, encostando nele: — Meu tio foi pescar e eu não queria ficar sozinha. Não tô conseguindo dormir! Ele reclamou que ela estava muito gelada, virou de barriga para baixo, a evitando. Ela continuou encostada e falou, passando a mão nas costas dele: — Você tá quentinho, é meu aniversário e eu posso fazer o que bem entender. Faz companhia pra mim! Vai. Ele respondeu levantando bravo: — É, pode sim, se for sozinha. A vida é sua, né? Ela deitou no canto, toda encolhida, frustrada. Ele pegou um par de meias, jogou nela, foi ao banheiro e voltou a deitar. Ela falou que não queria ficar brigada, pediu desculpas pela noite anterior. Ele respondeu, encarando-a deitado, sem abraçá-la: — Não tem por que se desculpar, você não fez nada. Deixa isso pra lá! Eu que estava forçando a barra com você, mas já entendi tudo. E é seu aniversário, né? — Diferente de você, não quero estragar esse dia, como você fez no meu. Ela sorriu, falou que não ligava para aniversário. Ficaram se olhando em silêncio. Ele disse que era para ela ir dormir, porque ia levá-la para sair depois. Ela se aproximou devagar, deu um selinho e falou abraçando-o que não estava com sono. Ele a colocou deitada mais perto, se ajeitou e respondeu: — Mas eu tô com sono, nem amanheceu ainda, fica quietinha que já já o sono vem. Se ficar conversando aí que não vai vir de jeito nenhum. Ela concordou. Ficou um pouco quieta. Ele começou a fazer carinho no cabelo dela. Quando foi pegando no sono, parou. Rebeca deu beijinhos para acordá-lo, na boca, rosto e pescoço. Ele ignorou um pouco, disse que não queria nada. Ela falou que não tinha nada demais dar uns beijos, ficar um pouco. Ficou acordando-o com beijos e carinho a cada cochilo que ele dava. Quando ele despertou de vez, começou a corresponder, só com beijos. Ele nem estava passando a mão nela. Depois de beijar muito, Rebeca se sentiu desconfortável deitada daquele jeito. Subiu em cima dele e ficaram se beijando mais um pouco. Ele começou a pegá-la mais, segurando pela cintura, apertando seu quadril. Acariciando a pele quente, por baixo do vestido. Ela estava sem sutiã por baixo. Falou rindo, puxando a mão dele até seus s***s: — Vim sem sutiã, pra você não precisar tirar! Ele deixou que ela levasse suas mãos, mas não apertou, só sentiu um pouco e perguntou, tirando as mãos, por que ela estava fazendo aquilo. Disse que não estava feliz com tudo, as brigas, as mudanças repentinas dela. Ela falou que só queria ficar com ele, curtir um pouco. Ele respondeu sério: — Já te falei ontem que não tá dando certo isso e você não precisa ficar fazendo nada pra me agradar. Não vou deixar de gostar de você por não ir mais além, eu não quero perder sua amizade, isso é o mais importante. Ela falou, deitando ao lado dele, que não ia perder, não por causa daquilo. Achou que ele ia vir até ela querendo mais. Como ele não veio, ela perguntou se ele estava com sono. Ele falou abraçado com ela: — Como se você não me deixou dormir? Agora já perdi também! Rebeca respondeu apreensiva, levando a mão dele até sua calcinha: — Então podemos ficar acordados juntos, né? Ele não estava tão animado quanto ela. Na verdade, estava bravo, com raiva da noite anterior e, diferente dela, era muito rancoroso. Ela ficou olhando nos olhos dele enquanto conduzia sua mão até a i********e dela. Ele também a olhava e deixou. Ela manteve a mão sobre a dele, por dentro da calcinha, quando ele começou a tocá-la sutilmente, só acariciando. Fechou os olhos, respirou fundo, super nervosa, com medo de estar se precipitando. Ele a beijou lentamente e foi colocando os dedos bem devagar, cada vez mais intimamente, como se estivesse com medo. Um pouco nervosa, ela se perdeu no beijo. Parou de beijar, mas ficou próxima, de olhos fechados, com a boca colada na dele. Ele falou bem pertinho de sua boca, roçando os lábios nós dela: — Quer que eu pare? Ela olhou para ele, sorriu e falou ofegante, quase gemendo ao simples toque: — Continua, eu quero mais! Ele a beijou intensamente, continuou tocando-a, a fazendo ficar molhada, impaciente de prazer. Foram tirando a roupa um do outro. Rebeca ficou só de calcinha embaixo do cobertor. Os beijos estavam com uma sintonia perfeita, como se tivessem nascido, feitos um para o outro. Tudo estava ótimo. Ela nunca tinha ficado tão excitada com ele. Parecia que, a cada avanço, tudo só ficava mais gostoso. Quando incomodou um pouquinho o toque dele, pediu para ir mais devagar. Ele falou sem jeito: — Desculpa, me fala se tá bom assim, eu não quero te machucar de novo! Ela o beijou e falou baixinho: — Tá bom assim, isso... Continua! Ela estava nitidamente excitada, entregue, indo longe demais. Pediu para mudar um pouco a posição. Só estavam nas preliminares, se pegando. Ele perguntou se queria ir tomar banho de banheira, para esfriar um pouco as coisas. Ele já estava quase gozando, super e******o. Ela falou que não queria parar. Ele respondeu desconcertado se masturbando embaixo do cobertor: — Melhor parar. Hoje não, Rebeca, é seu aniversário, depois se der algo errado, vai ficar sem falar comigo e não vamos aproveitar o dia. Ela respondeu, tirando a calcinha: — Hoje sim, Neto, eu quero tentar, você não quer?
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