13 - Jaqueline

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Jaqueline Narrando Acordei cedo no pique. Segunda dia de trampo pesado, e aqui na quebrada o bagulho não para. Vida de frente é essa aí: intensidade, cobrança e olho aberto o tempo todo. Já levantei ouvindo barulho de panela na cozinha, cheguei lá e minha mãe tava botando a mesa com aquele jeitinho dela, toda delicada, enquanto meu pai, como sempre, já tava de cara fechada, tomando café igual fosse uma missão. Sentei, peguei meu pão com queijo e fui mandando pra dentro. — Hoje vou fazer as compras do mês — disse minha mãe, animada. — Leva a Francisca contigo — meu pai falou. — E um vapor de confiança, né? Vai que aparece doido querendo se amostrar. Ela riu, mas meu pai só olhou de canto, aquele olhar de ciúme disfarçado. Ele tem dessas. Onde minha mãe vai, tem que ir alguém da confia

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