Fábio Narrando Hoje acordei com o sol ainda tímido nascendo no céu, e com aquela sensação no peito de missão pra cumprir. Levantei cedo, como de costume, fiz minha oração ali mesmo, ajoelhado na beira da cama, pedindo discernimento e força. Respirei fundo, vesti minha calça preta, camisa social branca e o colarinho clerical. A batina ia comigo no carro, dobradinha no banco de trás. Antes de sair do quarto, conferi o relógio: 7h45. A missa seria às 9, mas eu precisava estar lá antes, preparar o altar, ver os últimos detalhes. Assim que saí do quarto, minha tia já estava de pé, pronta, de blusa simples, calça jeans e um sorriso discreto no rosto. Não me ofereceu café, sabia que em dias como esse eu jejuava até o fim da missa. — Pronto, Fábio? — perguntou ela com calma. — Pronto, tia. Va

