Jaqueline Narrando Acordei de novo sem nem lembrar que hora eu tinha deitado. Fiquei o dia todo na casa do Fábio. Depois que ele saiu pra resolver os corres dele na loja, apaguei no colchão dele de novo. O cheiro do travesseiro, o silêncio do quarto, e o cansaço no corpo, tudo me puxou de volta pro sono. De repente, ouvi umas batidinhas leves na porta. Falei quase sem abrir o olho: — Entra. A porta abriu devagarzinho. E lá estava dona Rosa, toda sorridente, segurando uma bandeja de café da manhã, e com uma rosa em cima. — Bom dia, minha filha. — disse ela com aquele jeitinho calmo de sempre. — Trouxe café da manhã pra você. E essa flor é pra alegrar o seu dia. Abri um sorrisão, meio desorientada ainda, mas feliz com aquele gesto. — Dona Rosa, a senhora é um anjo, sabia? — São orde

