Fábio Narrando Eu mäl tinha fechado a porta atrás de nós e já estava com os braços ao redor da Jaqueline, colado às suas costas, sentindo o cheiro doce do cabelo dela enquanto deixava beijos pelo pescoço. Era como se meu corpo tivesse necessidade de estar próximo ao dela, de compensar o tempo e a dor das últimas horas. Foi aí que, no reflexo de um movimento no canto da sala, percebi uma presença. Quase engasguei com o susto. Minha tia estava sentada no sofá, assistindo televisão, completamente despercebida por mim até então. Não fazia ideia de que ela já havia voltado da casa da minha prima. Me afastei de Jaqueline com um pulo, completamente desconcertado. — A benção, tia — murmurei, tentando manter a naturalidade, mas a voz saiu meio falha. — Deus te abençoe, menino — ela respondeu

