67 - Cabaço

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Cabaço Narrando Mano, o bagulho ficou sinistro essa madrugada. Assim que o Ratão chegou na boca com a gente, eu já entendi que a missão era de responsa. Ele tava com aquela cara que ninguém encara de volta, só abaixa a cabeça e espera a ordem. Já vi o homem bolado antes, mas desse jeito? Nunca. A gente pegou o Tamborete no flagra, parceiro. O vacilão colando com um cana no meio da madruga, deu nem tempo de respirar. A gente encostou, enquadrou, e o Ratão fez o que tinha que fazer. Trouxe ele pro morro, calado, só com o olhar já dizendo tudo. Na salinha, foi tensão do começo ao fim. Tamborete começou negando, tentando bancar o sonso, mas bastou o Ratão dar aquela encarada, aquela presença dele que faz até o vento parar, que o moleque se desfez. Começou a falar, e o que ele falou me fez

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