A casa estava silenciosa e Celeste sentia seu corpo pesado pela passagem do portal, mas não conseguia descansar como os outros. Por isso, abriu as janelas da sala e ficou olhando o movimento da cidade de Nova York durante a madrugada. — Diferente de tudo que viu? Ela olhou para trás e viu Stephen a encarando. — Nunca vi nada assim, é impressionante. As pessoas parecem tão ocupadas, com essas coisas nas mãos. — Se chamam celular. — Celular? E o que ele faz? Normalmente, sabemos dessas coisas por Oziel, ele gosta muito de ler. — No celular você pode falar com qualquer pessoa no mundo e até pesquisar as coisas, não precisa mais de livros. — Nossa, isso parece bom. — Nem tanto, às vezes é difícil ter uma conversa com as pessoas. Elas ficam mais ocupadas olhando para tela, do que quere

